City, na cidade e na estrada

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O polêmico sedã da Honda cumpriu, em setembro, uma maratona
de milhares de quilômetros com diversos motoristas ao volante

Texto: Roberto Agresti - Fotos do autor e de Marcos Moretti

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No uso urbano, em rodovias e em viagens ao litoral, o City rodou 3.400 km e mostrou bom desempenho, mas com vários aspectos melhoráveis

 

Atualização final - 2/10/10

Em seus três últimos dias de avaliação, até que setembro acabasse nesta quinta-feira, nosso City LX rodou 276 quilômetros nas mãos de dois motoristas que ainda não o haviam dirigido: 93 km com a colaboradora Inês Agresti e 183 com o editor Fabrício Samahá. Os contatos serviram para reforçar opiniões sobre o carro e para descobrir outras.

Inês, que rodou só na capital paulista, gostou do tamanho do City — "parece grande, mas cabe em todo lugar" —, da sensação de estabilidade e segurança, da direção com assistência elétrica bastante leve e do desempenho, considerado muito bom para um motor de 1,5 litro. Proprietária de um Citroën C3, também com caixa automática, ela elogiou a do Honda pelas "trocas rápidas, sem desperdício de força". Dentro do City, a colaboradora destacou a confortável posição de dirigir, além de elogiar o porta-malas espaçoso. Julgou adequados os freios e a suspensão, destacando que só uma vez o para-choque dianteiro raspou nas exageradas valetas de São Paulo — "pensei que fosse mais baixo", ela explicou. Mas nem tudo foi positivo em seu período com o City.

De que Inês não gostou? De aspectos internos como o acabamento "meio antigo" e o sistema de áudio que poderia ser melhor, em que pese a praticidade do alojamento dedicado a um MP3 portátil no console. Também achou que "faltam pequenos agrados" em termos de iluminação e controles no volante, como os que equipavam o Polo Comfortline I-Motion avaliado em julho na seção, de preço e categoria similares. A falta de sensores de estacionamento a incomodou, "já que a visibilidade traseira não é muito boa", e a alavanca interna que abre o porta-malas (montada na lateral do assento do motorista) foi acionada sem querer, como apontado antes.

O consumo em uso apenas urbano e com tráfego pesado foi alto: 5,7 km/l de álcool, uma das piores médias do mês de teste. A motorista lamentou ainda a falta de sistema antitravamento (ABS) nos freios, importante item de segurança presente em quase todo carro de sua faixa de preço. Preço: esse foi outro ponto crítico do City para Inês, que não compraria o modelo pelo valor sugerido pela Honda. "Buscaria nessa faixa algo que oferecesse mais. Itens inteligentes e novas tecnologias facilitam muito nossa vida. Fabricantes que economizam esses itens são riscadas de minhas intenções de compra", ela decretou.

Das mãos de Inês o City seguiu para as de Fabrício, que rodou com ele 140 km em boas rodovias (Ayrton Senna e Carvalho Pinto) e mais 43 km em São Paulo. O editor, que já havia avaliado a versão de topo EXL com câmbios manual e automático, confirmou no LX algumas boas impressões anteriores, mas encontrou várias ressalvas.

Os maiores elogios foram para a atuação da caixa automática e a suavidade das mudanças de marcha em uso urbano, a boa calibração da assistência de direção e, como de hábito, o porta-malas muito espaçoso. O desempenho foi julgado satisfatório, e a suspensão, "relativamente confortável, embora os amortecedores pudessem ser mais macios, crítica que estendo aos Hondas nacionais em geral". Chamaram a atenção detalhes como os instrumentos amplos e de fácil leitura, iluminados em um funcional tom laranja, e os retrovisores convexos e de bom tamanho. Continua

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Data de publicação: 2/10/10

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