16ª. Eleição dos Melhores Carros: os votos da equipe

Fabricio Samaha

 

Fabrício Samahá

  • Hatch Pequeno – Classe 1: Volkswagen Gol (nova geração)

A prova de que um carro compacto pode ser agradável de dirigir, ao menos na versão de 1,6 litro, com comandos leves, motor bem disposto desde baixa rotação e comportamento estável.

  • Hatch Pequeno – Classe 2: Ford Fiesta (nova geração)

Ao abrir o leque de motores, oferecer câmbio de dupla embreagem e manter conteúdos de segurança antes oferecidos na versão mexicana, a Ford fez o novo Fiesta nacional nascer vencedor.

  • Hatch Pequeno – Classe 3: Citroën DS3

Temos três carros divertidos, de grande desempenho e estilo atraente (não posso incluir o Smart nessa descrição), mas o DS3 combina esses elementos a um preço mais razoável, o que o torna imbatível na relação custo-benefício.

  • Sedã Pequeno – Classe 1: Ford Fiesta (geração antiga)

Vale um voto nesse sedã em fim de produção, prejudicado em harmonia de linhas pela última remodelação, mas com um custo-benefício muito bom. Motor 1,6 saudável, boa dirigibilidade, espaços interno e de bagagem entre os melhores da classe, a um preço bastante atraente.

  • Sedã Pequeno – Classe 2: Ford Fiesta (nova geração)

A Ford vence outra, dessa vez por outros motivos. Nessa faixa importam mais estilo, itens de conveniência e segurança, desempenho, refinamento — aspectos em que o Fiesta mexicano sobressai na categoria, sobretudo com o novo câmbio Powershift. O preço faz dele uma forte opção de compra.

  • Hatch Médio: Volkswagen Golf (nova geração)

Não poderia deixar de prestigiar a VW por trazer — depois de tantos anos de espera — um Golf alemão plenamente sintonizado com o que de melhor oferece na origem. Seus recursos de conforto, segurança e tecnologia deixam até novos concorrentes parecendo antigos, e o GTI oferece um grau de prazer em dirigir sem similares na classe.

  • Hatch Médio de Luxo: Audi A3

Em sua terceira geração o A3 permanece atraente em todos os quesitos, apesar de ter evoluído menos em estilo do que alguns (como eu) gostariam. Motores de alta eficiência, técnica apurada, qualidade de acabamento. Segue os padrões da Audi de projetos duradouros, que não envelhecem em pouco tempo.

  • Sedã Médio: Ford Focus (nova geração)

Embora só tenha dirigido a versão Titanium, cujo preço não se justifica, o novo Focus convenceu em estilo, conforto, desempenho, acerto de suspensão e segurança. A versão intermediária SE me parece uma opção muito forte na categoria.

  • Sedã Médio de Luxo: BMW Série 3

Existe algo de especial nesses sedãs bávaros, que conseguem transmitir ao motorista sensações ao volante que não se notam na maioria dos carros. Isso já seria motivo para o voto, mas o “3” tem também estilo, conforto, segurança e qualidade comparáveis aos melhores concorrentes.

  • Sedã Grande: Ford Fusion

Há diversos ótimos carros na categoria, mas quando o fator custo-benefício entra em cena o Fusion aparece no topo. Recente comparativo mostrou que oferece desempenho, conforto, segurança e estilo de primeiríssima linha, a um preço similar ao de carros mais simples e menos brilhantes.

  • Sedã Grande de Luxo: BMW Série 5

Mesmo que não seja a última palavra da categoria, o alemão fornece altas doses de estilo, conforto, desempenho e do envolvimento carro-motorista que destaca a marca de Munique.

  • Sedã de Alto Luxo: Porsche Panamera

É um voto sem ter dirigido o modelo, mas justificado pela confiança na marca quando os assuntos são esportividade, técnica e qualidade de engenharia, nesse caso associadas a espaço adequado para quatro pessoas.

 

 

  • Utilitário Esporte Compacto – Classe 1: Ford EcoSport

Um dos mais modernos do segmento, com preços condizentes, desenho externo e interno atual, motores de boa qualidade e a opção de tração integral com suspensão traseira multibraço.

  • Utilitário Esporte Compacto – Classe 2: Volkswagen Tiguan

Sem chegar aos requintes de Q3, X1 e Evoque, mas compensando pelo preço, o Tiguan consegue ser divertido e prático ao mesmo tempo. Destacam-se o motor, a tração integral e o comportamento dinâmico.

  • Utilitário Esporte Médio – Classe 1: Ford Edge

A tradição norte-americana no tipo de veículo fala alto nesse caso: o Edge não é um escalador de rochas, mas combina os atributos que realmente importam ao comprador de SUVs, como potência, espaço e conforto, a um preço adequado.

  • Utilitário Esporte Médio – Classe 2: Audi Q5

Dos que dirigi, o Q5 me convenceu mais pela combinação do conforto de uma grande perua, um comportamento quase de esportivo e o aspecto sóbrio e agradável que a Audi costuma adotar.

  • Utilitário Esporte Grande – Classe 1: Volkswagen Touareg

A VW foi bem-sucedida na segunda geração do SUV, que perdeu peso, ganhou eficiência e ficou bem mais atraente.

  • Utilitário Esporte Grande – Classe 2: Range Rover

É um tipo de veículo que eu não teria, mas a nova geração do “Rolls-Royce da lama” parece convincente quando o objetivo é associar o conforto de um carro de luxo a uma grande capacidade fora de estrada. Preço torna-se mero detalhe para quem está de olho em algo nessa categoria.

  • Picape Pequena: Volkswagen Saveiro

Um conjunto equilibrado entre utilidade, desempenho, oferta de versões e estilo, com o projeto mais atual da classe.

  • Picape Média/Grande: Ford Ranger

Obteve um ótimo resultado na nova geração, seja em desenho, motorização ou interior. Uma picape com tudo o que espera um picapeiro.

  • Minivan Compacta: Peugeot 3008

Mesmo com um estilo discutível, está à frente de toda a categoria em prazer em dirigir, com destaque para o motor turbo e o câmbio de seis marchas.

  • Carro Esporte – Classe 1: Porsche Boxster e Cayman

Este ano voto na dupla alemã por sua eficácia em oferecer o que realmente interessa em um carro esporte: desempenho, estabilidade, charme. Carros para divertir nas retas e também nas curvas.

  • Carro Esporte – Classe 2: Audi R8

Reli esses dias uma revista inglesa com sua apresentação, em 2006, e percebi como o projeto e sobretudo o desenho permanecem atuais. Caso típico de carro que dará trabalho ao fabricante para planejar um substituto.

  • Carro Esporte – Classe 3: Lamborghini Aventador

Repito o voto no “Lambo”, por sua combinação de desenho intimidador, altíssimo desempenho e a qualidade construtiva permitida pela aquisição da marca pela Audi, anos atrás.

  • Carro Fora de Linha – Décadas de 1950 e 1960: Ford Galaxie e LTD

Nenhum carro a seu tempo, e durante um bom tempo, ofereceu tanto conforto. Esses Fords impressionavam pelo espaço, a maciez ao rodar e o torque do motor V8 para os padrões da época, tendo o primeiro sido lançado com relativa atualização ao que a marca então fazia nos Estados Unidos.

  • Carro Fora de Linha – Década de 1970: Volkswagen Passat

Volto a escolher o carro que contestou todas as teorias de seu próprio fabricante, mas estabeleceu o padrão mecânico que vigora até hoje na marca e fora dela. Era eficiente em seu objetivo como poucos carros que tivemos, o que explica seu êxito por 14 anos.

  • Carro Fora de Linha – Década de 1980: Volkswagen Santana

Rivalizava com o Monza pela preferência das famílias na época, tendo sido o primeiro sedã nacional com injeção. Embora não fosse um carro bem-sucedido na Europa, era um grande automóvel para nossos padrões de mercado fechado e defasado.

  • Carro Fora de Linha – Década de 1990: Chevrolet Omega

Há vários concorrentes na categoria que merecem menção, mas nenhum justifica tanto a escolha quanto esse Opel nacionalizado como Chevrolet. O seis-em-linha de 3,0 litros, oferecido só entre 1992 e 1994, era um carro sensacional para a época e respeitável ainda hoje.

  • Carro Fora de Linha – Década de 2000: Chevrolet Corsa (2ª. geração)

É claro que o dinheiro podia comprar um carro melhor na década passada, mas gostaria de homenagear o segundo Corsa — lançado em 2002 e produzido por 10 anos — por ter cumprido tão bem sua missão, como aconteceu com quase todo projeto de origem Opel, apesar de mal compreendido pelos brasileiros.

  • O Carro dos Meus Sonhos: Lamborghini Aventador

O fantástico topo de linha de Sant’Agata Bolognese é um dos sonhos de qualquer entusiasta. Não requer explicações: basta olhar para ele ou para sua ficha técnica.

Próxima parte

 

 

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