Curiosidades: carros parecidos aqui e lá, mas só por fora

Fiat Tempra (1991)

Nosso Tempra (foto maior) também teve plataforma e suspensões diferentes do italiano (no destaque): usou as do Regata, um sedã mais antigo feito na Argentina. Segundo a Fiat, o carro ganhou resistência ao nosso piso e para usar motores potentes como o da versão Turbo. Para ganhar rigidez estrutural o encosto traseiro era fixo, não rebatível como no europeu.

 

 

Chevrolet Omega (1992)

O Omega nacional (foto maior) nasceu sintonizado com o alemão (no destaque) em 1992. O motor de 3,0 litros era até importado da Opel. Dois anos depois os europeus deixaram de fazer o seis-cilindros em linha, que deu lugar a um V6. A GM brasileira então trouxe de volta o 4,1-litros do Opala, atualizado para ganhar potência.

 

Chevrolet Silverado (1997)

A Silverado que veio ao Brasil (foto maior) pode parecer a mesma picape da linha C e K, feita pela GM nos Estados Unidos desde 1988 (no destaque). Engano: além de outros motores, a nossa usava o chassi da antiga D-20 para reduzir os custos. Note o bocal do tanque no para-lama traseiro direito, como na D-20. A norte-americana tinha o bocal na esquerda e mais à frente.

 

Chevrolet Vectra (2005)

Por duas gerações, nosso Vectra seguiu de perto o da Opel. Isso acabou com o terceiro modelo brasileiro (foto maior): de frente ele parecia o europeu (no destaque), mas era um sedã do Astra alemão com antigos motores. A manobra não foi bem recebida e a GM nunca mais liderou entre os sedãs médios.

 

 

Peugeot 207 (2008)

A Peugeot seguiu a estratégia do Vectra com o 207. Na França (no destaque) esse era o sucessor do 206, maior e mais sofisticado, mas a marca disse que ele sairia caro demais no Brasil. Assim, lançou um falso 207 (foto maior), nada mais que uma reestilização do 206, que não repetiu seu sucesso.

 

Renault Captur (2017)

E chegamos ao Captur. Com o mesmo nome, existem dois SUVs: um para a Europa ocidental (no destaque), que já mudou de geração, e outro para Rússia, Índia e Brasil (foto maior). O segundo modelo é maior, usa motores mais antigos e tem a plataforma e as suspensões do Duster. Além do custo, a Renault deve ter levado em conta a robustez do antigo SUV, boa para países com pisos ruins, e a tração integral, que o Duster já tinha e foi aproveitada no Kaptur russo.

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