VW Gol: 40 anos em campo e uma coleção de taças

A cabine dupla da Saveiro não tinha a terceira porta da Strada, mas levava três pessoas no banco traseiro; a caçamba da versão era reduzida a 580 litros

 

Pouco depois a Saveiro ganhava opção de cabine dupla, em resposta à Fiat Strada em produção desde 2009. Embora sem a terceira porta recém-adotada pela concorrente, a picape da Volkswagen tinha a vantagem de oferecer cinco lugares (e cintos de segurança de acordo), um a mais que na adversária. A opção era aplicável às três versões e aos dois motores. O desenho foi revisto das portas para trás, com teto elevado e vidros laterais traseiros basculantes. Reduzida, a caçamba ficava com 1,10 metro de comprimento e capacidade de 580 litros.

 

A Saveiro ganhava cabine dupla seis anos depois da Strada, com a vantagem de oferecer cinco lugares (e cintos de segurança de acordo), um a mais que na adversária

 

No comparativo do Best Cars com a Strada Adventure 1,75-litro e a Renault Duster Oroch Dynamique 2,0, a Cross ficou em segundo lugar: “A Saveiro é a mais esportiva do grupo: com molas e amortecedores firmes, obtém a melhor estabilidade, embora traga ligeiro desconforto em certas situações (a frequência de oscilações da traseira a torna cansativa em viagens de asfalto, por exemplo). Freios são outro ponto de superioridade dela”.

Concluímos que, “bem menos espaçosa que a Oroch e com apenas duas portas, a Saveiro revela-se a opção ideal para quem coloca prazer em dirigir à frente do transporte de passageiros e carga: faz curvas bem, tem comandos leves como o de transmissão, controle de estabilidade e um motor agradável de usar, mesmo que moderado em desempenho, além de ser a mais barata das três. De certa forma, a picape leve da Volkswagen mantém um perfil que a fez bem sucedida no passado, quando muitos jovens viam nela uma alternativa ao próprio Gol”.

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As séries especiais

A família Gol talvez seja a linha de carros com mais edições limitadas. Eventos esportivos, parceria com marcas joviais e até espetáculos de rock já foram pretextos para suas mais de 30 séries de produção reduzida, com detalhes próprios de acabamento e, em alguns casos, novidades mecânicas. Confira as principais.

 

• Gol Copa, 1982: alusão à Copa do Mundo de futebol na Espanha, vinha com as rodas de alumínio da Parati e adesivo no vidro traseiro com o nome da versão, que apareceria no esportivo GT. O motor era 1,6 “a ar”.

 

• Voyage e Parati Plus, 1983 e 1984: a primeira edição do sedã e da perua vinha com para-choques, grade e retrovisores na cor da carroceria, faróis de neblina e rodas de alumínio. Sem alterações no motor 1,6.

 

• Voyage Los Angeles, 1984: feita em referência aos Jogos Olímpicos na cidade norte-americana, vinha num azul chamativo que alguns relacionaram a tampas de panela… Tinha rodas de alumínio, bancos esportivos e o volante do Passat TS. O motor era 1,6.

• Voyage Carro do Mês, 1984: disponível em prata e azul, ganhava rodas de alumínio, vidros verdes e outros itens que no modelo de linha eram opcionais, mantendo o motor 1,6.

 

 

• Gol Plus, 1986, e Voyage e Parati Plus, 1989: nova edição com faróis de neblina, calotas e outros acessórios. O motor permanecia o AP 1,6.

• Gol Star, 1989: pacote visual, incluindo grade dianteira na cor do carro e lanternas em tom fumê, e equipamentos a preço promocional. Foi o primeiro Gol o motor AP 1,8 não esportivo, que entraria como opção no GL para 1990.

• Parati Club, 1989: os adereços visuais incluíam faróis de neblina, grade e retrovisores na cor da carroceria, rodas de alumínio do Santana GLS e faixas laterais. Por dentro, o painel mais simples da CL vinha combinado ao volante da GL. Motor 1,6.

 

• Voyage Special, 1992: edição com quatro portas, motor 1,8 e bancos em tecido superior. Como a Parati Club, combinava o painel do CL com instrumentos e volante do GL (incluindo conta-giros) e tinha as rodas de alumínio de 13 pol que foram do Santana GLS.

• Voyage Sport, 1993: o nome de 1986 ressurgia na edição com rodas de alumínio que imitavam as BBS alemãs, faróis de neblina, molduras laterais largas, retrovisores na cor do carro e lanternas traseiras em tom fumê. O interior trazia conta-giros e bancos Recaro com revestimento xadrez. O motor 1,8 esportivo era igual ao do Gol GTS.

 

• Saveiro Summer, 1993: rodas de alumínio, faróis de neblina, saias laterais, barras de reforço no topo da caçamba e vistosos adesivos em suas laterais davam um ar mais jovial à primeira edição da picape. Usava o motor 1,8 convencional da GL.

 

• Saveiro Sunset, 1994: também decorada com acessórios e uma faixa em laranja e amarelo nas colunas e nas laterais da caçamba. As rodas raiadas de 13 pol imitavam as BBS alemãs e havia faróis de neblina e de longo alcance. O painel era o da CL, mas com conta-giros e volante “quatro-bolas”, e havia revestimento xadrez nos bancos e rádio/toca-fitas. O motor 1,8 de 99 cv era o do Gol GTS.

 

• Gol Copa, 1994: última edição do primeiro Gol, referente à Copa do Mundo nos Estados Unidos onde a seleção brasileira foi tetracampeã. Faróis de longo alcance, aerofólio, lanternas em tom fumê e retrovisores na cor do carro davam um ar esportivo à versão CL com motor AP 1,6, mas as rodas de 14 pol usavam calotas.

 

• Gol Rolling Stones, 1995: a primeira série da segunda geração fazia alusão ao show da banda de rock no Maracanã, no Rio de Janeiro. Mas era um singelo CLi 1,6 com o logotipo da turnê nas colunas traseiras, sem direito ao menos a rodas de alumínio.

• Parati Surf, 1995: no último ano do modelo antigo, veio com decoração similar à do Gol Copa — faróis de longo alcance, retrovisores pintados, lanternas em fumê. Mas tinha as rodas de alumínio de 14 pol que o hatch deixara de fora, ar-condicionado e direção assistida. Era mais uma a aplicar conta-giros ao painel da CL, com o volante de quatro raios do Santana, e tinha encostos de cabeça vazados. Motor 1,8.

 

• Gol e Parati Atlanta, 1996: nova alusão às Olimpíadas, agora em outra cidade norte-americana. Traziam rodas de 14 pol com calotas, faróis de duplo refletor e volante do GTI. Podiam ter motor 1,6 ou 1,8.

• Parati Club, 1997 e 1998: motor de 1,8 litro e itens adicionais como rodas de 14 pol (sem calotas) e faróis de neblina. O adesivo da série vinha antes das rodas traseiras.

 

 

• Gol Star, 1998: com motor 1,6, ganhava acessórios como rodas de alumínio de 14 pol e os faróis do GTI.

• Gol Série Ouro, 2000: associação com os Jogos Olímpicos de Sydney, Austrália. Com três ou cinco portas e motor 1,0 16V, incluía defletor traseiro com terceira luz de freio, direção assistida, volante esportivo e adesivos.

 

• Parati e Saveiro Summer, 2000: a primeira edição da “Geração III” tinha rodas de 14 pol, faróis com moldura negra, faixas decorativas e volante esportivo. O motor da perua era 1,0 16V; a picape usava o 1,8.

• Gol do Mês, 2000: feito nos dois últimos meses do ano, era a versão básica de 1,0 litro e 16 válvulas com itens adicionais, cujo valor era a metade do cobrado normalmente como opcionais.

 

• Gol, Parati e Saveiro Fun, 2001: além das cores vivas, traziam máscara dos faróis na cor do carro, rodas de alumínio de 14 pol e faróis de neblina. Hatch e perua tinham motor 1,0 16V, e a picape, o 1,8.

• Gol Power, 2001: edição limitada para destacar o motor 1,0 16V mais potente. Mais tarde foi versão normal.

• Gol Trend, 2001: como o Power, serviu de estreia para o motor revisado de 1,0 litro, no caso o de oito válvulas. Tinha rodas de 14 pol e defletor traseiro.

• Gol Highway, 2001: também com motor 1,0 16V, oferecia rodas de 14 pol com calotas e defletor traseiro. No ano seguinte voltou com pintura verde que assumia nuances douradas conforme a incidência de luz.

 

• Gol Sport, 2002: mais uma edição sobre a Copa do Mundo. Usava motor 1,0 16V e tinha faróis duplos com máscara negra, faróis de neblina, defletor com luz de freio e rádio/CD. A cor amarela era a mesma do Turbo.

• Parati Sunset, 2002: dotada de motor 1,0 16V, ganhava rodas de alumínio de 15 pol, elementos na cor da carroceria, detalhes internos cromados e vidros verdes escuros. Foi lançada ao mesmo tempo que o Gol Sport.

• Parati Evidence, 2002: já com as mudanças de estilo para 2003, vinha com faróis com máscara na cor do carro, rodas de alumínio, defletor traseiro e vidros verdes escuros. Oferecia motores 1,0 turbo e 1,8.

 

• Gol Rallye, 2004: de início como série limitada, ganhava a altura de suspensão e os pneus 195/55 R 15 da Parati Crossover para um ar “aventureiro”. As rodas de alumínio podiam ser brancas, o volante menor e os bancos ofereciam simulação de couro e havia defletor traseiro. O motor 1,6 já era flexível.

• Saveiro Crossover, 2005: recebia rodas de alumínio de 15 pol, estribos, para-choque de impulsão e estrutura de caçamba. O motor era 1,8, ainda a gasolina.

 

• Gol Copa, 2006: mais uma referência ao evento de futebol, nesse ano na Alemanha. Com motores 1,0 e 1,6 flexíveis, trazia grade preta, retrovisores pintados e rodas de alumínio de 14 pol.

• Parati Track & Field, 2006: a primeira série da perua com o estilo “Geração 4” tinha motores 1,6 e 1,8 flexíveis, suspensão alta, rodas de alumínio de 15 pol e faixas laterais. Na frente, a seção frontal em prata destacava-se do para-choque preto.

 

• Gol Rallye, 2007: relançado com suspensão elevada, rodas de alumínio de 15 pol, faróis de longo alcance e acessórios externos. No interior, detalhes em amarelo e um estranho volante.

 

• Gol Seleção, 2010: a primeira série da terceira geração comemorava a Copa do Mundo na África do Sul. Tinha rodas de alumínio de 14 pol, faróis de neblina, adesivos nas laterais e na traseira e logotipo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nos encostos dianteiros. Até a cor azul imitava a do segundo uniforme da equipe brasileira.

• Gol Vintage, 2011: mostrado no ano anterior na comemoração de 30 anos do Gol, entrava em série de 30 unidades na cor branca, incluindo as rodas de alumínio de 16 pol, com faixas pretas no capô, tampa traseira e laterais, além de teto em preto fosco. O painel trazia a numeração da edição, que vinha com uma guitarra Tagima, bancos com revestimento sintético em preto e branco e os mesmos tons em vários detalhes internos. O motor era 1,6.

• Gol 25 Anos, 2012: em comemoração aos 25 anos de liderança do mercado nacional, tinha motor de 1,0 litro, defletor traseiro, faróis duplos e opção de rodas de alumínio de 14 pol. O interior trazia bancos com tecido exclusivo e rádio/CD/MP3 com Bluetooth, opcional.

 

• Black Gol, 2012: o “Gol preto” era uma versão de 1,0 litro com rodas de alumínio escuras de 14 pol, teto em preto e novo tecido nos bancos com o nome da série bordado nos encostos.

• Gol e Voyage Seleção, 2013: mais uma com tema de futebol. Com motores 1,0 e 1,6, vinham com escudo da CBF nos para-lamas, faixa lateral e defletor no porta-malas do Voyage. As rodas de alumínio podiam ser de 14 ou 15 pol. No interior, bancos com bolas de futebol em baixo relevo e pedais esportivos.

 

• Saveiro Surf, 2014: com cabine simples, tinha rodas de alumínio de 15 pol, faixas laterais e estrutura de caçamba.

• Voyage Evidence, 2015: edição luxuosa com um nome empregado nos anos 80 e 90 no Santana. Usava motor 1,6 de oito válvulas, rodas de alumínio de 16 pol, painel em cinza claro e bancos com couro e camurça sintética.

 

• Gol Rock in Rio, 2015: homenagem ao evento de música patrocinado pela Volkswagen. Tinha faixas adesivas com silhuetas de instrumentos musicais, capa prateada nos retrovisores, nova grade, pedais esportivos e detalhes vermelhos no painel e nos bancos. Motor 1,0.

• Saveiro Rock in Rio, 2015: a picape de cabine dupla seguia a decoração musical do Gol, mas com rodas de alumínio de 15 pol. O motor era o 1,6 básico.

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