ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW

ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW

 

ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW
ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW

 

• A evolução do motor V12 da Lamborghini foi aplicada ao Countach LP 400, lançado em 1973, dois anos após surgir como conceito. Nos anos 70 e 80, esse foi um dos supercarros mais desejados mundo afora, em grande parte pelas formas exóticas e de grande personalidade. O motor longitudinal posterior de 5,0 litros — origem da sigla — desenvolvia 375 cv nessa versão inicial.

• Como o Mustang aos norte-americanos, o Ford Capri oferecia aos europeus um esportivo acessível e de mecânica tão confiável quanto a dos carros comuns da marca. O modelo 1972 do museu tem motor de apenas 1,3 litro e 50 cv, mas versões muito potentes conquistaram fãs nas ruas e nas pistas.

 

ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW
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ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW

 

• Revelado em 1975 como versão conceitual, o Volkswagen Golf GTI entrou em produção no ano seguinte e logo se tornou ícone da categoria de pequenos esportivos. O modelo 1978 da Autostadt tem motor de 1,6 litro com injeção e 110 cv, para atingir 183 km/h.

 

Inevitável se lembrar da trilogia “De Volta para o Futuro” ao ver o DeLorean DMC-12, com a primeira carroceria em aço inoxidável em automóveis

 

• Avançadíssimo para seu tempo, o NSU Ro 80 foi o primeiro sedã quatro-portas com motor rotativo a alcançar grande produção. A unidade com dois rotores de 500 cm³ desenvolvia 115 cv e o carro trazia grande distância entre eixos para seu comprimento, coeficiente aerodinâmico (Cx) de apenas 0,355, suspensão independente e freios a disco nas quatro rodas. O exposto é de 1977.

 

ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW
ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW

 

Os anos 1980 e seguintes

• O Audi Quattro original de 1980, ou Ur-Quattro, inovou ao trazer aos carros esportivos a tração integral — e brilhou em ralis com essa primazia. O motor de cinco cilindros em linha e 2,25 litros com turbo, evolução do 2,15-litros inicial, produzia 220 cv.

• Inevitável se lembrar da trilogia De Volta para o Futuro ao ver o DeLorean DMC-12, esportivo fabricado na Irlanda do Norte com a primeira carroceria em aço inoxidável usada em automóveis. Desenho de Giugiaro, portas “asas de gaivota” e motor V6 da aliança Peugeot-Renault-Volvo, de 2,85 litros e 132 cv, compunham o modelo de 1982.

 

 

ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW
ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW

 

• O Porsche 911 Turbo é considerado o primeiro carro com turbo que deu certo, após iniciativas dos dois lados do Atlântico. O modelo exposto, de 1982, já traz motor ampliado de 3,0 para 3,3 litros e dotado de resfriador de ar, com 300 cv.

• O Trabant, com motor a dois tempos e carroceria de plástico, era um entre dois modelos de carros disponíveis na antiga Alemanha Oriental. Após a queda do muro de Berlim, em 1989, tornou-se um símbolo irreverente dos tempos passados e um objeto cultuado do lado ocidental. A linha começou em 1957 com motor de 18 cv, mas este 601 S de 1990 — o último da fase dois-tempos — tem dois cilindros, 600 cm³ e 26 cv. Cerca de 3,1 milhões de Trabants foram produzidos até 1991.

 

ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW
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• Revelado como conceito em 2000 e colocado em produção três anos mais tarde, o Porsche Carrera GT foi o primeiro carro de série com monobloco de fibra de carbono. O conversível usava motor V10 de 5,75 litros e 612 cv, alcançava 330 km/h e freava com discos de carbono-cerâmica.

• Sendo o museu do grupo VW, não poderia faltar um Bugatti Veyron como expressão máxima de técnica e desempenho. A versão Grand Sport 2009 exposta tem motor W16 de 8,0 litros, quatro turbos e 1.001 cv, mas opções de 1.200 cv como a Super Sport e a Vitesse foram acrescentadas à linha nos últimos anos.

 

ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW
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Os carros-conceito

• Embora se pareça com modelos de produção da Citroën, o M35 de 1970 era um projeto para uso do motor rotativo Wankel da Comotor — uma parceria da marca francesa com a alemã NSU —, com um só rotor de 500 cm³ e 49 cv. A carroceria feita por Heuliez com base no Ami 8 “vestia” um chassi com suspensão hidropneumática como a do DS. Foram construídas 267 unidades de teste, a maioria destruída pela fábrica depois que o projeto foi engavetado.

• Primeiro dos vários supercarros de conceito que a Bugatti apresentou já sob gestão da VW, o EB 118 de 1998 usava motor de 18 cilindros em “W”, ou seja, três bancadas de seis cilindros com ângulo de 60° entre cada uma. Com 6,25 litros, fornecia 555 cv e 66,3 m.kgf e já trazia injeção direta.

 

ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW

 

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ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW

 

• Também na linha do “W”, a Volkswagen revelou em 1997 o W12 Syncro, com estilo de Giugiaro, motor central de 12 cilindros, 5,6 litros e 420 cv e tração integral. No circuito italiano de Nardo, em 2001 e 2002, o W12 bateu 12 recordes mundiais de velocidade, como ao superar 7,7 mil km à média de 322 km/h. Foram feitas três unidades, sendo uma aberta.

 

As motos

• Duas clássicas europeias, a inglesa Arial Square Four 1932 e a alemã Van Veen OCR 1000 1978. A Ariel, lançada em 1930, tinha motor de quatro cilindros e 600 cm³ de alumínio com 24 cv, que daria lugar a um de 1.000 cm³ em 1949. Bem mais recente, a Van Veen apareceu em 1976 como a terceira (depois de Hercules e Suzuki) moto a adotar o motor rotativo Wankel, no caso produzido por uma parceria NSU-Citroën. Com dois rotores que somavam 500 cm³, desenvolvia 100 cv. Contudo, a Citroën logo desistiu do rotativo e a Van Veen ficou sem motores, encerrando a produção após dois anos e 38 unidades.

 

ZeitHaus: as atrações do museu multimarca da VW
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• Motos de seis cilindros foram sempre raras. A Benelli 750 Sei foi a primeira delas em produção, lançada em 1974 pelos italianos para competir com as potentes japonesas. Com 750 cm³ e três carburadores, obtinha 75 cv e foi produzida até 1977.

• Motociclistas que desejassem o máximo nos anos 60 e 70 podiam se satisfazer com a Clymer Münch-4 TT 1000, fabricada em Ossenheim, Alemanha. O projeto de 1966 era composto de motor do carro NSU Prinz 1000 TT e um chassi exclusivo que usava alumínio na seção traseira, na roda de trás e nos freios. O modelo exposto, de 1968, tem quatro cilindros, 1,1 litro, dois carburadores e 55 cv, mas a Münch ofereceu versões com injeção — primazia mundial em motos em 1973 — e 100 cv. A produção durou até 1979.

 

Para visitar

• Horários – A Autostadt funciona todos os dias, das 9h às 18h, fechando apenas nos dias 24 e 31 de dezembro. O centro de entrega de carros zero-quilômetro abre às 8h.

• Refeições – Nove restaurantes e lanchonetes estão distribuídos pelas diversas áreas e pavilhões.

• Ingressos (1 dia/2 dias): adultos, 15 / 22 euros; crianças e adolescentes (6 a 17 anos), 6 / 9 euros; crianças com menos de 6 anos não pagam ingresso; famílias (dois adultos + crianças até 17 anos), 38 / 57 euros; estudantes e idosos (acima de 60 anos), 12 / 18 euros.

•  Passeios turísticos e atrações especiais, como visitas à fábrica e experiências de direção, são cobrados à parte.

• Informações detalhadas (em inglês ou alemão) no site.