Land Rover Discovery: a valentia descobriu o conforto

Land Rover Discovery 4 TDV6

 

Land Rover LR4
Land Rover LR4
 
No Discovery 4 as alterações eram mais sutis, mas atualizavam o estilo e
deixavam-no mais potente, com 375 cv no motor V8 ampliado para 5,0 litros

 

A revista Truck Trend aprovou a ampla renovação: “O LR3 desempenha em um time com o Infiniti FX45 e o BMW X5 em comportamento dinâmico. Mesmo com o Terrain Response em modo de uso geral, usando reduzida o SUV supera trilhas com pedras e areia profunda tão bem quanto outros modelos. Será que o LR3 mudará todas as regras dos SUVs? Provavelmente não, mas com certeza ele agitará o mercado”.

 

“O potencial fora de estrada é do Discovery, e seu
interior tem a qualidade de que você não reclamaria
se ele custasse 50% a mais”, observou a Autocar

 

Na Car and Driver seus destaques foram a capacidade fora de estrada, a posição de dirigir, o rodar confortável e o baixo nível de ruído; críticas foram feitas ao peso elevado e ao consumo de combustível: “O LR3 transmite uma agradável sensação de solidez, mas todo seu peso de 2.580 kg prejudica-o quando se gira o volante ou se pisa no acelerador. Embora o novo motor tenha 18 cv a mais que o próprio BMW de 4,4 litros do Range Rover, ele leva 8,2 segundos de 0 a 96 km/h, mais lento que a maior parte da concorrência”. Pequenas alterações vinham no modelo 2009, como para-choques e molduras dos para-lamas na cor da carroceria e opção de sistema de áudio Harman Kardon.

 

Mais potência e requinte

Para marcar as evoluções apresentadas na linha 2010, a Land Rover denominava o modelo de Discovery 4 (LR4 nos EUA), um exagero em vista da extensão das mudanças em comparação às ocorridas em 2005. Na aparência, faróis, grade, lanternas traseiras e para-choques assumiam um aspecto mais suave, lembrando os do Range Rover tradicional e do Range Rover Sport — lançado em 2007 sobre a mesma plataforma do Discovery 3.

 

Land Rover Discovery 4 SDV6 HSE

 

Land Rover Discovery 4 SDV6 HSE
Land Rover Discovery 4 SDV6 HSE
 
Luxuoso, o interior da quarta edição trazia áudio Harman Kardon e monitoramento
em 360 graus pelas câmeras externas; o motor a diesel passava a 3,0 litros

 

O interior trazia quadro de instrumentos e console redesenhados, materiais de qualidade superior no acabamento e requintes como apliques de madeira, sistema de áudio Harman Kardon, acesso e partida do motor sem uso de chave, comutação automática entre fachos alto e baixo dos faróis e monitoramento dos arredores em 360 graus por um conjunto de câmeras, útil tanto ao estacionar quanto no uso fora de estrada.

 

 

O motor V8 chegava a 5,0 litros e adotava injeção direta, elevando a potência para 375 cv e o torque para 51,8 m.kgf. O turbodiesel 2,7 dava lugar a um de 3,0 litros, com dois turbos em operação sequencial, 241 cv e imponentes 61,2 m.kgf (a versão Commercial ainda estava disponível em alguns mercados com o 2,7). Havia aprimoramentos no câmbio automático, na suspensão, nos freios, no controle eletrônico de estabilidade e tração e no Terrain Response, assim como rodas de 19 pol com pneus 255/55. Um assistente para condução de reboque levava-o em conta para os ajustes do controle de estabilidade.

A inglesa Autocar confrontou o Discovery 4 ao Toyota Land Cruiser, ambos com motor turbodiesel de 3,0 litros. “Enquanto o Land Rover tem 242 cv, o Toyota tem 171 — uma razão para o tempo de 0 a 96 do inglês, 9,6 segundos, ser 2 s menor que o do rival. O potencial fora de estrada é todo do Discovery também: vão livre do solo, ângulos de entrada e saída. Nele, você é agradado por um interior com a classe e a qualidade de que você não reclamaria em um carro que custasse 50% a mais. Ele é mais silencioso, tem direção mais precisa e um rodar incomparavelmente superior. Mas o Toyota é mais espaçoso, sobretudo na segunda fila de lugares, e tem uma aura de confiabilidade que não há no Land Rover”, observou.

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As edições especiais

Numerosas séries limitadas foram produzidas pela Land Rover para o Discovery, em especial na primeira série. A seguir, as principais.

Country Life (1991): restrita ao mercado suíço, tinha cinco portas, motor V8 e acabamento mais luxuoso com apliques de madeira e volante de couro.

Orienteer (1992 e 1993): modelos de três portas com o V8 foram vendidos na Austrália com rodas de alumínio e adesivos laterais.

Freestyle (1993): o mercado francês ganhou a série com três ou cinco portas, rodas de alumínio, pintura azul metálica e adesivos.

 

Argyll
Argyll
Braemar
Braemar

 

County Rider (1993): também na França, vinha em verde com três ou cinco portas, molduras nos para-lamas e detalhes internos próprios dentro do tema equestre.

Rossignol (1993): vendida aos australianos com motor V8, três portas, cor azul metálica, barras de teto e outros adereços.

Camel Trophy (1995): na mesma cor amarela dos carros da competição, a série disponível apenas no Japão tinha barras de teto com plaquetas Camel Trophy e motor V8 com caixa automática ou turbodiesel com câmbio manual.

Sunseeker (1996): oferecida na Alemanha com rodas de alumínio, proteção frontal (quebra-mato) cromadas e cor azul metálica. Tinha cinco portas.

Goodwood (1997): o nome não é oficial. As 500 unidades da edição destinada ao mercado inglês já estavam feitas, no tradicional verde dos carros de corrida ingleses, com volante de couro, apliques de madeira e rodas de alumínio, quando os proprietários do circuito de Goodwood protestaram contra o uso do nome. Apenas o Discovery exposto no Salão de Londres recebeu a denominação; os demais foram vendidos sem um nome específico.

Horse and Hound (1997): o nome vem de uma revista inglesa, que fez parceria com a concessionária Lex para aplicar adesivos ao modelo de cinco portas com motor turbodiesel.

Argyll (1997): também do mercado britânico, vinha com o V8 ou o turbodiesel e em azul ou verde. Foi reeditada no ano seguinte.

Aviemore (1998): rodas de alumínio, adesivos e duas charmosas combinações (verde inglês com interior bege e vermelho com interior cinza) para a série vendida no Reino Unido.

Anniversary 50 (1998): na Inglaterra, comemorava 50 anos da Land Rover com cores azul e dourado, rodas especiais e bancos de couro. Podia ter o V8 ou o diesel, com opção de câmbio automático.

Safari (1998): com sete lugares e cor verde, a série inglesa tinha bagageiro, escada na traseira, faróis auxiliares e motor V8 ou diesel.

Camel Trophy (1998): nova edição para a Alemanha com pintura amarela, rodas de alumínio, proteção frontal, bagageiro, escada e captação elevada para o filtro de ar.

Trophy (1998): também para os alemães, com rodas de alumínio, proteção frontal, faróis auxiliares e motor turbodiesel. Vinha com bolsas infláveis frontais e nas cores verde e cinza.

Esquire (1998): outra para o mercado germânico, dotada de bancos de couro, apliques de madeira, bolsas infláveis e freios antitravamento (ABS).

Kalahari (2001): embora menos ousada que a versão conceitual do Sema Show, a edição derivada do Discovery Series II vinha em amarelo com proteção frontal, bagageiro, rodas pretas e outros adereços fora de estrada.

Braemar (2001): restrita ao mercado escocês, existia também para Defender, Freelander e Range Rover. O Discovery vinha em cor prata com motor turbodiesel, proteção frontal com faróis de longo alcance, escada traseira e rodas de 18 pol. O câmbio automático era opcional.

 

G4
G4
Town
Town

 

G4 (2003): por ocasião da prova fora de estrada (leia quadro sobre competições), a Land Rover fez 200 unidades para os EUA e pequenos lotes para países europeus em cores alegres como amarelo e laranja e com proteção frontal, guincho, bagageiro e faróis auxiliares no teto. O tecido dos bancos era especial.

55th Anniversary (2003): o pacote alusivo aos 55 anos da Land Rover, disponível na França, trazia motor turbodiesel, bancos revestidos em camurça sintética para sete pessoas, estribos e sistema de áudio superior.

Town e Country (2004): os australianos tiveram duas séries do Discovery Classic, como a antiga geração foi renomeada após o lançamento da nova. A Town vinha com rodas de 18 pol, bancos de couro e cobertura do estepe; a Country trazia rodas de 16 pol, bancos com revestimento impermeável e proteções nos faróis e lanternas. Motores V8 e turbodiesel eram oferecidos.

Westminster (2004): edição luxuosa em cor grafite com rodas de 18 pol, bancos de couro preto e sistema de áudio Harman Kardon, uma das últimas ainda derivadas da Series II.

Pursuit e Landmark (2004): lançadas juntas na Inglaterra como Definitive Editions — edições definitivas, pois a geração estava para ser descontinuada —, tinham motor turbodiesel. A primeira oferecia cinco ou sete lugares; a outra era sempre de sete e vinha com rodas de 18 pol.

 

Black
Black
Pursuit
Pursuit

 

Black (2006): a partir do Discovery 3, o mercado belga ganhou uma edição em preto com interior no mesmo tom, faróis auxiliares, rodas de 19 pol, teto solar, estribos e retrovisores cromados e navegador. A série foi relançada na Alemanha um ano depois, sem os cromados e os faróis adicionais.

Atlantic (2006): destinada ao mercado francês, podia ser combinada aos acabamentos S, SE e HSE, com cinco ou sete lugares, sempre com motor turbodiesel. Adicionava conteúdos sem grandes diferenças visuais.

Metropolis (2006): a edição derivada do LR3 dos norte-americanos tinha como base o TDV6 HSE, ao qual acrescentava rodas de 19 pol, estribos e retrovisores cromados, sistema de áudio Harman Kardon e monitores de DVD para os passageiros.

Pursuit (2007): lançada na Inglaterra com motor TDV6 a diesel, pintura e interior em preto, estribos e retrovisores cromados e rodas de 19 pol. Podia ter câmbio manual ou automático.

 

Landmark
Landmark
XXV
XXV

 

60th Anniversary (2008): ainda na fase 3, comemorava os 60 anos da marca com um modelo preto de sete lugares com motor V6 turbodiesel, rodas de 19 pol e sistema de áudio superior.

Landmark (2010): já na série Discovery 4, vinha em branco ou preto com interior em couro preto ou areia. Grade e barras de teto vinham em preto e as rodas eram de 20 pol. O motor V6 biturbo a diesel era aplicado à edição.

Black (2013): lançada em Taiwan, tinha detalhes externos em preto brilhante, incluindo as rodas de 19 ou 20 pol, e motor V6 a diesel.

XXV (2014): a série para a Europa, com 25 em algarismos romanos, era alusão ao aniversário do modelo. Derivada da versão HSE, vinha com rodas de 20 pol, revestimento de couro no painel e volante com couro e madeira.

 

Para ler

 

Land Rover Discovery - 25 Years of the Family 4x4
Land Rover Discovery
Land Rover File - 65th Anniversary Edition
Land Rover - 65 years of Adventure

 

Land Rover Discovery: 25 Years of the Family 4×4 – por James Taylor, editora Crowood Press. Lançado agora em agosto, o livro de 224 páginas celebra o quarto de século do utilitário com histórias, dados técnicos e muitas fotos.

Land Rover Discovery – por Richard Streeton, editora Dennis. A obra de 2012 dedica-se ao modelo, anunciado como “o 4×4 mais versátil do mundo”, incluindo dicas para compra, manutenção e restauração. Tem 228 páginas.

Land Rover File – 65th Anniversary Edition: All Models Since 1947 – por Eric Dymock, editora Dove Pub. A obra de 2013, com generosas 416 páginas, aborda todos os modelos da marca desde o pioneiro jipe até o recente Range Rover.

Land Rover: 65 years of Adventure – por Nick Dimbleby, editora Haynes. Outro livro farto em história: são 352 páginas desde o jipe Series 1 até os modelos mais recentes e sofisticados. Foi publicado em 2013.

Land Rover: Series One to Freelander – por Graham Robson, editora Crowwod. Mais um com informações históricas de toda a trajetória da marca. Das 232 páginas, cerca de 50 cobrem o Discovery, mas está atualizado apenas até 1997.

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