Porsche 911 Turbo e Turbo S chegam com até 560 cv

 

A série 991 do Porsche 911, iniciada em 2011 com o Carrera e o Carrera S de tração traseira, ganha as primeiras versões com turbocompressor. O 911 Turbo e o 911 Turbo S chegam juntos, 40 anos depois da estreia do 930, o primeiro 911 Turbo, no Salão de Frankfurt de 1973. Aquele é considerado o primeiro carro com turbo que deu certo, depois das tentativas da General Motors nos EUA, ainda nos anos 60, e da BMW um ano antes com o 2002 Turbo.

O motor de seis cilindros opostos e 3,8 litros, com dois turbos de geometria variável e injeção direta, produz potência de 520 cv no Turbo e 560 cv no Turbo S. O primeiro acelera de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos, quando dotado do pacote opcional Sport Chrono, e o segundo faz a arrancada em 3,1 s, com máxima de 318 km/h. Medidas como parada/partida automática do motor e caixa automatizada PDK de sete marchas e dupla embreagem permitem redução de consumo de até 16% em relação às versões anteriores.

 

 

Ambos os 911 vêm de série com tração integral, que foi reprojetada para maior rapidez na divisão de torque entre os eixos. Inédito no modelo, e também aplicado às duas versões, é o sistema de esterçamento das rodas traseiras por atuadores elétricos: até 50 km/h elas apontam na direção oposta à das dianteiras, para reduzir o diâmetro de curva; acima de 80 km/h, esterçam na mesma direção para aumentar a estabilidade.

Tanto o defletor dianteiro quanto o aerofólio traseiro são ativos, podendo assumir três diferentes posições, e os para-lamas posteriores foram alargados em 28 mm em relação aos do Carrera 4. Outras novidades são as rodas de alumínio forjado de 20 pol e os faróis dotados apenas de leds, que podem vir com correção automática do facho baseada na leitura de uma câmera. Por dentro esses 911 são refinados, com ajuste elétrico dos bancos em 18 direções, sistema de áudio Bose de série com opção por um Burmester, controlador de velocidade e da distância à frente e leitura de placas de trânsito.

As vendas na Europa começam em setembro. E a renovação do 911 não termina aqui: falta a versão turbo mais apimentada, a GT2. O melhor fica sempre para o fim!

 

Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação