Plataformas da PSA chegarão a produtos Fiat Chrysler

 

Cada vez que dois fabricantes se unem, a pergunta imediata é: quais serão os primeiros resultados em termos de produtos? No caso da fusão entre o grupo PSA (Peugeot) e a FCA (Fiat Chrysler), as sinergias devem começar pelo uso de plataformas da francesa pela ítalo-americana. As empresas já admitiram que, no futuro, mais de dois terços de sua produção serão distribuídos em apenas duas plataformas.

 

 

De acordo com o Auto News Europe, a arquitetura CMP da PSA será aplicada aos carros menores da FCA, enquanto a plataforma EMP2 da francesa se estenderá a modelos maiores da nova parceira. Apenas veículos de grande porte, como utilitários Jeep e picapes Ram, terão projetos exclusivos baseados nas atuais arquiteturas da FCA.

 

 

A PSA lançou a plataforma CMP em 2018, no DS3 Crossback, e já a estendeu aos novos Peugeot 208 (foto no alto) e 2008 e Opel/Vauxhall Corsa. Por sua vez, a EMP2 está em uso desde 2016 no Peugeot 3008, seguida por 5008 e 508, DS7 Crossback, Citroen C5 Aircross e Opel Grandland. Ambas as arquiteturas foram desenvolvidas para eletrificação: a CMP já tem versões elétricas (acima o Corsa-E) e a EMP2 oferece variações híbridas com tração simples ou integral (abaixo o C5 Aircross híbrido).

Uma curiosidade é que a General Motors, então dona de Opel e Vauxhall, e a Fiat já estiveram associadas entre 2000 e 2005. Nesse período foi desenvolvida a plataforma SCCS do Fiat Grande Punto (lançado em 2005) e do Opel/Vauxhall Corsa de 2006, que com evoluções deu origem à Small Wide hoje aplicada a Fiat Toro, 500L e 500X e Jeep Renegade e Compass. Ou seja, a história se repetirá quando a arquitetura do mais recente Corsa, ainda que por mãos francesas, ganhar aplicação em produtos FCA.

 

 

O primeiro carro da Fiat Chrysler a receber a CMP pode ser um SUV compacto da Alfa Romeo, previsto para o fim de 2022. Resta saber como ficarão os carros menores da PSA (não foram anunciados planos de sucessão para Citroen C1 e Peugeot 108, ainda desenvolvidos com a Toyota) e os grandes sedãs e cupês da FCA, como Dodge Charger e Challenger, ainda derivados de uma antiga plataforma de tração traseira da Mercedes-Benz.

Texto da equipe – Fotos: divulgação