Novo desde a plataforma, Peugeot 208 mantém motor 1,6

 

Novo por fora, novo por dentro, mas não na parte mecânica: assim é o novo Peugeot 208 fabricado na Argentina, que começa a ser vendido no Brasil em algumas semanas. Embora similar ao modelo lançado na França no ano passado em desenho, o hatch compacto de segunda geração mantém o motor aspirado de 1,6 litro e 16 válvulas, essencialmente o mesmo desde o 206 de 2001. Não há previsão de oferecer aqui o 1,2-litro turbo do mercado europeu.

 

 

Por outro lado, a Peugeot anuncia a importação do 208 E-GT, com motor elétrico de 136 cv e torque de 26,5 m.kgf. De certo modo, essa opção (capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos) substitui o esportivo 208 GT anterior, que alcançava 165 cv com motor 1,6 turbo e cumpria a mesma aceleração em 8,2 s. O E-GT deve começar a ser vendido no fim do ano, provavelmente acima de R$ 120 mil.

 

 

Nas versões mais comuns o motor aspirado oferece 115 cv com gasolina e 118 cv com álcool, sempre com torque de 16,1 m.kgf, e vem de série com transmissão automática de seis marchas. Ele pode ser combinado a quatro acabamentos: Like, Active, Allure e Griffe, em ordem ascendente de refinamento e preço. A faixa de preços estimada é de R$ 65 mil a R$ 85 mil.

 

 

O novo 208 está 9 cm mais longo (4,06 metros), sem alterar o entre-eixos de 2,54 m, e destaca na dianteira as faixas de leds diurnos, cujo formato lembra dentes de sabre. Os faróis da versão superior usam leds (veja na foto o carro prata sem eles) e têm comutação automática. No painel os instrumentos em posição elevada obtêm um efeito tridimensional, com indicações  dinâmicas que parecem se aproximar dos olhos, dependendo do grau de importância. A central de áudio mantém a tela de 7 pol (na foto abaixo aparece a versão europeia, pois a Peugeot local não divulgou imagens internas). A capacidade de bagagem está menor: 265 ante 285 do anterior.

 

 

O novo 208 é o primeiro carro do grupo PSA no Brasil com a plataforma CMP (Common Modular Platform), que permite a adoção de mais sistemas de assistência ao motorista. Não mudaram os conceitos de suspensão, dianteira McPherson e traseira com eixo de torção. A versão Griffe continua a oferecer teto panorâmico e recebe itens inéditos: controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de manutenção na faixa, carregador de celular por indução, chave presencial com partida por botão e câmeras externas com visão de 360 graus.

Texto da equipe – Fotos: divulgação