Nova Yamaha YZF-R1 compensa a espera de seis anos

Yamaha YZF-R1 20

 

A crise mundial de 2008 pôs fim à rapidíssima sucessão de projetos de motos superesportivas, até então refeitos a cada dois anos em várias marcas. A Yamaha YZF-R1 foi exemplo claro: a versão revelada naquele ano seguiu até agora com poucas alterações, em um ciclo de produção no qual caberiam três séries pelos padrões de outros tempos. Mas a crise em boa parte passou e, afinal, a Yamaha apresenta no EICMA ou Salão de Milão o modelo 2015 da R1, redesenhado por inteiro.

O novo projeto fica à vista já na aparência, que rompe o padrão de estilo seguido há 10 anos pela supermoto. Os faróis agora são de leds e ficam bem baixos na carenagem, com faixas de leds acima deles e outros leds para luzes de direção nos retrovisores. As rodas e o subchassi traseiro usam magnésio para redução de peso (a moto pesa 199 kg, abastecida) e o painel é todo digital em TFT.

 

 

Denominado CP4, o motor de quatro cilindros, 998 cm³ e 16 válvulas está mais leve e estreito e traz recursos como bielas e válvulas de admissão feitas de titânio (mesmo material usado no escapamento) e pistões forjados. Potência e torque não foram informados, mas é lícito esperar algo próximo a 200 cv.

 

Yamaha YZF-R1M 11

 

Entre os sistemas eletrônicos há controles de tração, largada (para aceleração rápida com mínima perda de tração) e empinada (evita o levantamento da frente). Um sistema de medição inercial em seis eixos permite à central perceber como a moto está sendo pilotada, incluindo inclinação lateral e longitudinal e a rotação de ambas as rodas. Acionar o freio dianteiro faz o traseiro também atuar; os dutos do sistema são de aço inox.

Uma versão mais próxima das Yamahas de corrida, a YZF-R1 M, também será oferecida com itens especiais como carenagem de fibra de carbono, tanque e balança traseira polidos e controle eletrônico de suspensão Öhlins.

 

YZF-R1

 

YZF-R1 M

 Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação