Gordon Murray T50 tem V12 de 663 cv para uma tonelada

 

Gordon Murray, o projetista de carros de Fórmula 1 e supercarros de rua como o McLaren F1, apresenta o T50. Sem a marca da fábrica inglesa, o superesportivo é um produto da Gordon Murray Automotive (GMA), que o coloca nas ruas em janeiro de 2022 ao preço de 2,36 milhões de libras esterlinas, cerca de R$ 16,3 milhões. O T50 reinterpreta algumas diretrizes do F1 da década de 1990, como ser tão leve quanto possível: com 986 kg, ele pesa menos que um VW Gol de 1,0 litro.

 

 

 

No desenho da carroceria de fibra de carbono do T50 chamam atenção as portas diédricas, que se abrem para cima e para frente, e as tampas do motor central-traseiro abertas na direção do centro. Peculiar é o grande ventilador montado na traseira, que segundo a empresa adiciona 50 cv ao motor (pelo maior fluxo de ar) e melhora em 12% a aerodinâmica. Em modo de frenagem, o dispositivo dissipa velocidade e produz força descendente para freadas mais estáveis. Aliás, a aerodinâmica do T50 inclui painéis ativos na parte inferior e seis modos para os anexos aerodinâmicos, com prioridade à estabilidade, à velocidade ou à frenagem.

 

 

O motorista do supercarro de Murray senta-se no centro, podendo ter dois passageiros mais recuados à esquerda e à direita, como no F1. O carona da direita terá de lidar com o console à sua frente, onde está a alavanca de titânio da transmissão… manual! O painel destaca um conta-giros tradicional, analógico, e há comandos de alumínio próximos ao volante de fibra de carbono. Além de escolher acabamento e acessórios, os clientes terão banco, volante e pedais instalados para a ergonomia ideal de cada um.

 

 

 

O coração do Gordon Murray T50 é um V12 aspirado de 3,9 litros, construído pela Cosworth, que fornece potência de 663 cv e torque de 47,7 m.kgf. A empresa escolheu essa clássica configuração e pequena cilindrada unitária para fazer dele “o V12 de rotação mais alta do mundo”, capaz de alcançar 12.100 rpm e de ir da marcha-lenta à faixa vermelha em 0,3 segundo. “Desde o primeiro toque do pedal do acelerador de titânio até o V12 gritando a 12.100 rpm, a experiência do motorista superará qualquer supercarro já construído”, afirma o projetista. A empresa ainda não anuncia tempos de aceleração ou velocidade máxima.

 

 

O T50 terá produção limitada a 100 unidades. “Com 30 anos de avanço tecnológico e de sistemas, agora é a hora certa de projetar o melhor carro esporte analógico”, promete Murray.

Texto da equipe – Fotos: divulgação