Bugatti Veyron despede-se com o exemplar La Finale

Bugatti Veyron La Finale 03

 

Dos muitos números soberbos que fizeram do Bugatti Veyron um marco na história do automóvel, talvez o mais marcante seja a quantia de 450 unidades produzidas desde 2005. Para um supercarro de seu naipe, é uma quantidade notável, como revela a comparação aos 139 exemplares do antecessor EB 110 de 1991 a 1995. A gestão do Veyron foi conturbada, mas após superar os desafios os engenheiros conseguiram entregar o primeiro carro de série capaz de ultrapassar a barreira dos 400 km/h.

O exemplar de número 450, o último Veyron, é um Grand Sport Vitesse denominado La Finale (a final). Para homenagear o modelo de chassi número 1, as imagens mostram ambos os carros que usam as mesmas cores, mas em locais alternados: a cor preta agora domina as laterais, enquanto o vermelho está presente no capô, na traseira e nas rodas – que expõem o famoso elefante.

 

 

No La Finale vários painéis externos são feitos de fibra de carbono exposta. Apenas neste último Veyron o nome da versão surge duas vezes na pintura externa, em vermelho abaixo do farol direito e na parte de baixo do aerofólio. A homenagem ao primeiro Veyron segue no interior, revestido em couro bege claro com vários elementos em vermelho. Também há detalhes em fibra de carbono e apoios de cabeça com a inscrição La Finale. O Veyron se despede sem ter aderido a telas multimídia sensíveis ao toque. O elefante também ganha destaque no painel traseiro entre os bancos: fundido em bronze, abaixo dele há a numeração 450/450.

Não há novidades mecânicas, assegurando a permanência dos belos números: potência de 1.200 cv vindos do motor W16 quadriturbo de 8,0 litros e 64 válvulas, torque de 153 m.kgf. A tração integral leva as duas toneladas de 0 aos 100 km/h em 2,6 segundos, até 200 km/h em 7,5 s, até 300 km/h em 16,2 s. A velocidade máxima é de 410 km/h. O modelo único já foi vendido para um colecionador de carros do Oriente Médio.

Os boatos dão conta de que o sucessor do Veyron adotará o nome Chiron, que na mitologia grega é um centauro, mas faz reverência ao piloto monegasco Louis Chiron, que correu de Bugatti. Foi também o nome de um esportivo conceitual da Bugatti, revelado em 1999, antes do primeiro Veyron, com motor de 18 cilindros e 6,3 litros. O Chiron de produção deverá contar com sistema híbrido para potência na casa dos 1.500 cv.

 

Texto: Jonathan Machado – Fotos: divulgação