Dodge Challenger Demon: 0-96 mais rápido do mundo

 

Potência de 851 cv, torque de 106,5 m.kgf, aceleração de 0 a 96 km/h em 2,3 segundos, quarto de milha (0 a 402 metros) em 9,65 s encerrado a 225 km/h, capacidade de gerar 1,8 g (1,8 vezes a aceleração da gravidade) ao arrancar: em resumo, isso é o que você precisa saber sobre o Dodge Challenger SRT Demon, que assume a posição de carro de produção mais rápido do mundo para acelerar.

A estrela da FCA no Salão de Nova York é ainda mais potente que o SRT Hellcat, mas não o substitui. Enquanto o “gato do inferno” é um carro de rua extremamente potente, o novo “demônio” é voltado para competições de arrancada, mesmo que homologado para rodar em vias públicas.

 

 

O motor do Demon é o conhecido V8 de 6,2 litros com compressor do Hellcat, mas com potência elevada de 716 para 851 cv (707 para 840 hp) por meio de compressor de maior capacidade (de 2,4 para 2,7 litros), maior pressão de superalimentação, limite de giros elevado de 6.200 para 6.500 rpm e três fontes de ar de admissão (capô, tomada convencional do cofre e uma próxima à roda). O ar frio do ar-condicionado pode ser direcionado à admissão, sistema chamado de Power Chiller, o que aumenta a densidade do ar e enche ainda mais os cilindros. Para suportar tal demanda o V8 recebeu novos pistões, bielas e válvulas.

A caixa automática de oito marchas vem reforçada e com multiplicação de torque 18% maior pelo conversor. A transmissão às rodas traseiras pode ser bloqueada antes da saída, para que se possa “encher” o motor a pleno sem fazer os pneus derreterem no solo. Pneus, aliás, que são Nitto de arrancada em mesma medida nas quatro rodas (315/40 R 18), mas a Dodge fornece um par de pneus dianteiros estreitos para instalação na pista de aceleração, onde a aderência desse eixo não é relevante.

 

 

Tanto que tais pneus saem do solo por uma distância (não altura) de até 89 cm, como comprovado pela Dodge ao Guinness, o livro dos recordes, algo inédito em carros de produção. Para uma arrancada mais eficiente e menor risco de danos à transmissão, o assistente de largada monitora a trepidação de roda (wheel hop) típica dessa situação e controla o torque transmitido a cada uma.

Comparado ao Hellcat, o novo Challenger é 45 kg mais leve, redução obtida ao eliminar o banco dianteiro direito e o traseiro (passam a opcionais por… US$ 1 cada) e alguns acessórios (mas pode ganhar sistema de áudio Harman Kardon, teto solar e até bancos ventilados). Há ainda pinças de freio de alumínio, rodas menores e estabilizadores ocos na suspensão. Os amortecedores com controle eletrônico mudam de carga no modo Drag, de arrancada: ficam mais resistentes à compressão e menos à distensão.

O carro é entregue com 819 cv, apto a consumir gasolina comum de 91 octanas MON, mas pode ser instalada uma calibração eletrônica para aproveitar combustível de competição de mais de 100 octanas e então atingir os 851 cv. Como no Hellcat, o carro tem duas chaves: uma preta, que o limita a 500 cv, e outra vermelha, que libera a potência adicional. Não poderiam faltar numerosas informações e configurações no quadro de instrumentos e na tela de 8,4 pol do sistema UConnect, como demonstração do uso de potência e torque, tempos de 0-96 e 0-161 km/h, oitavo de milha e quarto de milha, forças g e temperatura e pressão de vários sistemas e fluidos.

De início, apenas 3.300 unidades desse Dodge diabólico serão fabricadas.

 

 

Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação