Caixa automatizada sai do mercado depois de 13 anos


A transmissão automatizada de embreagem única desaparece do mercado nacional, 13 anos depois de ser lançada pela Chevrolet na Meriva Easytronic. O último modelo que a oferecia no Brasil, o Fiat Cronos com motor de 1,35 litro e caixa GSR de cinco marchas, agora pode ser comprado apenas com caixa manual. A versão de 1,75 litro oferece transmissão automática de seis marchas.


A caixa automatizada surgiu na Europa no fim dos anos 90 em carros esportivos como Ferrari, Alfa Romeo e Maserati, com o objetivo de oferecer mudanças automáticas (em geral por meio de comandos no volante) sem o peso e o consumo de energia da caixa automática tradicional. Com o tempo, a solução foi aplicada a carros mais simples como alternativa econômica para obter conforto no uso urbano.

Tal economia na produção vinha da simplicidade do sistema, que aplica um mecanismo automático de mudanças de marcha e de acionamento da embreagem, mantendo a caixa manual. Por não haver conversor de torque, o desempenho e o consumo de combustível do carro com caixa automatizada ficam bem próximos aos do modelo manual.


Qual a desvantagem? A primeira é que, assim como um motorista trocando marchas, o sistema requer algum tempo de aceleração interrompida, o que pode levar à sensação de um “soluço”, sobretudo a quem está habituado à transição suave da caixa automática tradicional. Além disso, o sistema está sujeito ao desgaste natural da embreagem, cuja substituição pode ser mais complexa que em um modelo manual.


Logo após a Meriva Easytronic de 2007, problemática e de vida breve, a Fiat lançou seu sistema Dualogic em 2008 no Stilo (acima), o primeiro a oferecer comandos de mudanças manuais junto ao volante. A fábrica de Betim, MG, logo espalhou o recurso por grande parte de sua linha, tendo equipado com ele até o novo Uno (incluindo botões seletores em vez de alavanca) e o Mobi, este já com a transmissão renomeada GSR.

Outras marcas que aderiram à caixa automatizada foram Volkswagen com o sistema I-Motion e Renault com o Easy’R. No sistema da francesa, assim como naquele usado no Volkswagen Up, o mecanismo de mudanças era apenas elétrico e não eletro-hidráulico. Mais tarde a Chevrolet aplicou o mesmo princípio ao Agile Easytronic, também de vida curta.

Texto da equipe – Fotos: divulgação