Os carros que não chegaram ao mercado, parte 2

Fiat 131 Mirafiori

A Fiat chegou ao Brasil em 1976 com o pequeno 147. Logo surgiram na imprensa seus planos para um carro maior, como o sedã 131 Mirafiori. Na Itália ele oferecia uma versão esportiva, a Abarth Stradale, com o mesmo motor de 2,0 litros e 16 válvulas que teríamos no Tempra. Como o 131 nunca veio, o jeito foi criar o Oggi, de pouco sucesso, em 1983.

 

Ford Corcel Gama

Com o Corcel II envelhecendo, a imprensa mostrava em 1983 o projeto de um sucessor com três portas, faróis e lanternas de perfil baixo e para-choques de plástico. O projeto Gama da Ford teve esse protótipo elaborado em 1979, com direito a testes de aerodinâmica no túnel de vento do CTA (Centro Técnico Aeroespacial) em São José dos Campos, SP, mas também morreu antes do nascimento. O Corcel seguiu até 1986 e o Del Rey até 1991 sem mudanças de estilo tão intensas. Curiosamente, em 1980 a concessionária Souza Ramos havia feito um Corcel hatch com perfil parecido.

 

Ford “Gol”

Na fase da Autolatina, a Ford desenhou sua versão do segundo Gol, o de 1994. As formas originais não lembravam outros carros da marca. As concessionárias Volkswagen protestaram, pois queriam o líder de vendas só para elas, e o projeto não vingou. Ao que se conta, isso contribuiu para o fim da associação entre as empresas em 1995. As projeções, feitas com base em fotos publicadas na imprensa, mostram duas fases do projeto.

 

Renault Mégane RS

Por longo tempo a Renault sondou para o Brasil o Mégane RS. O esportivo de 265 cv veio em 2013, apareceu em salões e eventos e foi dirigido pela imprensa, mas a importação não se confirmou. A justificativa foi o alto preço.

 

Volkswagen Polo

Ganhamos o Polo em 2002, mas ele foi estudado para o Brasil já em 1973, dois anos antes da estreia da primeira geração na Europa. Venceu a opção por um projeto brasileiro, o Gol, talvez pela facilidade em usar o motor do Fusca na frente.

 

Volkswagen Pine

No fim dos anos 80, já associada à Ford na Autolatina, a Volkswagen criava o projeto Pine. Um sedã com duas ou quatro portas e um hatch de três portas seriam feitos a partir do Escort, com linhas típicas da marca. Talvez para conter custos, o projeto deu lugar em 1990 ao Apollo, um Verona com poucas mudanças, que fracassou e saiu de linha em dois anos. Mais tarde, em 1993, chegariam o sedã Logus e o hatch Pointer com a plataforma do Escort de nova geração e desenho próprio.

 

Mais Curiosidades