A origem dos emblemas dos fabricantes, parte 2

Brasão da família, papel de parede e até amante podem inspirar os logotipos e estatuetas de cada marca de automóvel

Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação

 

De onde veio a gravata-borboleta da Chevrolet? E a famosa estatueta do capô dos carros Rolls-Royce? Já conhecemos a origem de vários emblemas de fabricantes, mas vamos ver outros nesta segunda parte. Se preferir, assista ao vídeo com o mesmo conteúdo e mais imagens.

 

 

A inglesa Aston Martin tem como marca um par de asas desde 1927. O tema parece escolhido para simbolizar velocidade.

 

Diferente da Aston, sua compatriota Bentley tem uma boa razão para as asas do emblema: a empresa começou em 1919 com motores de avião. Uma curiosidade: o número de penas varia entre um lado e outro.

 

 

Remodelada de tempos em tempos, a marca da Cadillac foi inspirada no brasão de armas do Monsieur Cadillac, fundador da cidade de Detroit e homenageado no nome dessa divisão da GM.

 

A famosa gravata-borboleta acompanha a Chevrolet desde 1913, dois anos após sua fundação. O desenho veio de um anúncio de jornal visto por Louis Chevrolet, piloto suíço que deu nome à marca, segundo sua esposa. Mas há outras versões. Uns dizem que era o padrão do papel de parede de um hotel onde ele se hospedou, e outros, que seria uma referência à cruz suíça.

 

Um dos emblemas mais simples e duradouros é o oval azul da Ford, usado desde 1927. A assinatura do fundador Henry Ford dentro dele é ainda mais antiga: desde 1909.

 

A marca da Hyundai é um simples H em itálico, certo? Não só. Segundo os sul-coreanos, ela representa um aperto de mão entre duas pessoas, que seriam a empresa e o consumidor.

 

A ligação da Lamborghini com touros bravos não se limita aos nomes de vários de seus modelos: o emblema da marca também tem um. Seu fundador, Ferruccio Lamborghini, era taurino e buscou a associação com um animal forte e feroz.

 

 

O escudo da Lotus inglesa quase não mudou desde o começo da empresa, em 1952. Ele tem uma sobreposição das iniciais do fundador, Anthony Colin Bruce Chapman, e duas cores: o verde de corridas, tradição britânica, e o amarelo para simbolizar um futuro ensolarado — bem-vindo na nebulosa Inglaterra.

 

O nome e o emblema da Mitsubishi têm o mesmo significado: três diamantes. Seu fundador tirou-os do brasão da família.

 

Um leão sobre as patas traseiras, que mudou de forma com o tempo, é a marca da Peugeot desde o século 19, antes que ela fizesse carros. O modelo usado desde os anos 40 foi inspirado no brasão da região em que Armand Peugeot nasceu.

 

A Renault usa um losango ou diamante desde 1923. No começo, seu emblema era circular.

 

O logotipo com dois “R” da Rolls-Royce vem de longa data, mas o destaque da marca é a estatueta Espírito do Êxtase, em uso desde 1911. O Lorde Montagu de Beaulieu encomendou a um escultor esse desenho, inspirado em sua amante Eleanor. A estatueta acabou sendo adotada pela empresa.

 

O nome Subaru vem da constelação das Plêiades, que foi retratada em sua marca original. Hoje, a estrela maior simboliza a corporação Fuji Heavy Industries, e as cinco menores, as empresas que formaram o grupo.

 

É fácil ver o “T” do emblema da Toyota, mas ele tem mais significados. As duas elipses no interior seriam o coração do cliente e o da empresa, entrelaçados para indicar confiança. A outra, do contorno, seria o mundo abraçando a Toyota.

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