Eleição dos Melhores Carros: o que muda na 16ª. edição

Eleição dos Melhores Carros: o que muda na 16ª. edição

Com mais três categorias, os sedãs pequenos e utilitários
esporte ganham espaço na mais tradicional votação da internet

 

Eleger é opinar, é manifestar sua aprovação ou sua confiança em uma proposta, é mostrar quais os atributos mais importantes em seu candidato. Se é assim como as eleições do mundo real, como as de governantes das diversas esferas, é também assim em uma eleição virtual — e particularmente interessante para os apaixonados por automóvel — como a Eleição dos Melhores Carros do Best Cars.

Já são 16 edições, cada uma lançada por ocasião de um aniversário do site, e cada uma com novidades em busca da satisfação do leitor… ou eleitor. Quando começamos, em 1999, havia apenas oito categorias para cobrir as principais faixas do mercado nacional, o setor de carros fora de produção e a categoria do modelo que representava o máximo para o leitor — O Carro dos Meus Sonhos. É claro que tão poucos segmentos implicavam um grande número de candidatos e a competição entre modelos que, na prática, não concorriam entre si em preço ou posicionamento de mercado.

 

As oito categorias da primeira passaram a 20 na nona edição, quando a classe de carros fora de linha se dividiu em três segmentos

 

Foi por isso que a eleição logo precisou ser ampliada. Na segunda edição já eram 10 categorias, na quarta 14 e chegavam a 20 na nona edição, quando a classe de carros fora de linha se dividiu em três — uma para as décadas de 1950 e 1960, outra para as de 1970 e 1980 e uma para as de 1990 e 2000. Sempre foram ampliações bem estudadas, pois havia a preocupação de não tornar o processo de votação muito demorado ou trabalhoso, o que poderia afastar uma parcela dos eleitores.

Mesmo assim, com o crescimento das opções do mercado, novas categorias precisaram surgir nas edições seguintes: na 11ª. passavam a 24 e na subsequente chegavam a 28. O que fez o total diminuir para 27 na 13ª. edição foi a eliminação de uma categoria em declínio no mercado, a de minivans de maior porte, que naquele ano contava com apenas três competidoras. A eleição seguiu nesse formato por mais duas edições.

 

 

Por tamanho e por preço

Apesar do sucesso de público — mais de 32 mil internautas participaram em 2012 — e do reconhecimento pelos fabricantes e importadores, que várias vezes veicularam grandes anúncios na mídia impressa referentes à conquista de títulos, sabíamos que a eleição tinha onde ser aprimorada. Enquanto categorias como as de minivans e carros esporte andam em baixa no Brasil, outras crescem a passos largos, como a de sedãs pequenos e a de utilitários esporte.

Por isso, definimos que era o momento de passar a 30 categorias na 16ª. Eleição dos Melhores Carros. A classe de sedãs compactos foi dividida em duas, conforme a faixa de preço e o posicionamento de mercado dos concorrentes. Para os utilitários esporte o trabalho foi redobrado: em vez da simples separação por faixa de preço, como nas quatro categorias existentes até então, optamos por seis segmentos que distinguem os competidores tanto pelo preço quanto pelo tamanho, da mesma forma que já acontecia com hatches e sedãs.

 

Em algumas categorias, novos competidores prometem causar movimentação ou mesmo desafiar os vencedores consagrados

 

De resto, todas as categorias foram revistas quanto à adequação dos concorrentes, o que levou a alguns reposicionamentos. Caso típico é o do Honda Fit, que até o ano passado competia na faixa superior de hatches pequenos (Classe 3), mas agora caiu para a intermediária (2). Não apenas porque a Honda tem concentrado sua linha em versões mais baratas, mas também porque a Classe 2 hoje conta com modelos superiores aos de alguns anos atrás, como Sonic, C3, Fiesta e 208, de modo que o Fit já se enquadra bem entre eles em termos de proposta e valor.

Em algumas categorias, a entrada de novos competidores promete causar movimentação ou mesmo desafiar os vencedores consagrados. É o que acontece em Hatch Pequeno – Classe 1 com o Onix; na Classe 2 com o 208; em Sedã Pequeno – Classe 2 com o HB20 S; em Hatch Médio com os novos Focus, I30 e Golf; em Hatch Médio de Luxo com os refeitos A3 e Classe A e os inéditos DS4 e V40; em Sedã Médio com C4 Lounge e o novo Focus; em Sedã Grande com DS5 e os novos Fusion e Accord; em Sedã Grande de Luxo com o Classe E e o CC remodelados; e em Sedã de Alto Luxo com o BMW Gran Coupe.

Entre os utilitários esporte, lançamentos como Tracker (Compacto – Classe 1), RAV4 (Médio – Classe 1), Trailblazer e Durango (Grande – Classe 1) e o novo Range Rover (Grande – Classe 2) também prometem deixar os eleitores divididos ou, ao menos, tornar a escolha menos direta aos competidores tradicionais. As picapes e minivans mudaram pouco desde a eleição anterior, mas entre os carros esporte há novidades como Aston Martin Vanquish, Ferrari F12 Berlinetta e Jaguar F-Type. E, para surpresa de quem vê as categorias de carros fora de produção como algo estático, dois “novos” concorrentes aparecem na classe dos anos 2000 — o Corsa de segunda geração, que se foi enquanto o primeiro continua à venda, e o C3.

Pode-se votar com a razão, analisando cada matéria dos candidatos (veja os atalhos em seus nomes na página de votação), ou com o coração, pendendo para sua marca predileta ou para aqueles modelos que rodam em seus sonhos. O que importa é exercer seu direito de votar, de mostrar aos fabricantes quais os automóveis e utilitários que merecem sua preferência. Em janeiro conheceremos os vencedores.

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