Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo

 

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  Em consequência da altura do teto e das janelas laterais, o vidro traseiro também tem o perfil bem estreito. Isso resulta em ligeiro desequilíbrio nas proporções em relação ao tamanho das lanternas e ao volume da traseira como um todo.

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  A simplicidade da traseira não combina com a dianteira, mais rica em detalhes, mas o que mais chama a atenção é que a vista posterior não parece pertencer a um Mercedes. Parece um pouco genérica, com alguns detalhes lembrando os de outros carros.

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  Os detalhes das lanternas foram bem trabalhados, mas não o suficiente para enriquecer visualmente a traseira. As lanternas da Classe A de conceito de 2011 (veja abaixo) seriam boa alternativa.

 

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo

 

A versão esportiva A 45 AMG vai bem além da estética em relação à normal, com diferenças em motor, suspensão, tração e freios. Do ponto de vista do estilo, as peças exclusivas da versão que foram apontadas não trazem grande ganho na aparência, isto é, não tornam o carro mais ou menos bonito. O ganho real foi o visual ainda mais esportivo.

 

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Tal qual acontece na dianteira, a traseira também ficou mais esportiva com a adição de saídas de ar diversas, ponteiras de escapamento mais esportivas e a caracterização da área em preto do para-choque lembrando os difusores dos carros de corrida. Merecia também algum trabalho nas lanternas e um defletor no teto, logo acima do vidro traseiro.

 

 

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Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  Percebe-se com facilidade que esse carro-conceito de 2011 antecipava quase tudo o que o projeto em andamento — o Classe A de terceira geração — traria ao mercado. Como em todo conceito, algumas preocupações não são necessárias; portanto as maiores mudanças de estilo na dianteira, que deixaram a versão final um pouco menos arrojada, foram para abrigar a placa de licença e por trás dela a barra que é o verdadeiro para-choque.

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  Ficou bem, mas provavelmente acharam que esse contorno de faróis mais trabalhado poderia fugir demais à identidade da marca. No carro de produção optou-se por não “reinventar a roda”: o caminho mais seguro foi predominante.

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  Essa saia lateral esbanjou ousadia no desenho. Combinava muito bem com outros detalhes arrojados do conceito, como as tomadas de ar e o defletor do para-choque dianteiro. Ótimo para um conceito, mas para produção poderia gerar controvérsia.

 

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo

 

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  Esse é o tipo de detalhe que deve ter surgido já nos primeiros esboços: é interessante notar como era mais marcante e chamativo, mas optaram por suavizar na versão de produção. Levaram a sério não fazer nada que criasse qualquer tipo de polêmica.

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  Claro que a versão de cinco portas ficou atraente, mas quem gosta de carro vai concordar que, do ponto de vista estético, o três-portas fica ainda melhor e combina mais com o apelo esportivo. Quem sabe essa versão também chegue a ver a luz do dia, ao menos para o mercado europeu, já que a maioria dos concorrentes oferece tal opção por lá.

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  Talvez por força de um custo menor, houve a opção por lanternas simples, sem as peças adicionais na tampa. Se o estilo dessa traseira e da região inferior do para-choque tivesse ficado mais parecido com o do conceito, o resultado seria um visual mais rico e com mais jeito de Mercedes-Benz.

 

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo

 

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  No Classe A de primeira geração, que foi também fabricado no Brasil, o gráfico e o desenho da coluna traseira que as janelas formavam eram um bom detalhe — mas talvez o único. Um compacto tão curto e alto é tão emocionante quanto assistir a uma partida de gamão.

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  A coluna e o para-brisa sem nenhuma quebra com o capô, descendo direto, era uma solução estética discutível. O tempo mostrou que mesmo as minivans ganhariam em estilo com o abandono dessa estratégia.

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  Toda a dianteira, faróis e grade mais pareciam resultado de um fabricante qualquer que tentava copiar a Mercedes-Benz. Deixava muito a desejar quanto à qualidade do estilo e sua execução.

 

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Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  No segundo Classe A (que recebemos como importado) foi aplicada mais qualidade à aparência e à execução do estilo, mas o pior aspecto — capô, coluna e para-brisa em uma só linha — foi mantido.

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  Essa geração foi desenhada já com maiores comprimento e distância entre eixos; dessa forma as proporções melhoraram um pouco. Detalhes como esse vinco e superfícies menos arredondadas também contribuíram para modernizar o visual, mas nada disso o tornava um objeto de desejo.

Mercedes-Benz Classe A: a correção dos rumos de estilo  O contorno das janelas, item mais interessante da primeira geração, foi modificado ainda lembrando o anterior. Reduziu-se a quantidade de janelas, mantendo-o como um bom ponto do estilo do modelo.

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O autor

Edilson Luiz Vicente é designer com mais de 20 anos de experiência na indústria automobilística, atuados em empresas de grande porte como Volkswagen, Ford e General Motors no Brasil, Isuzu no Japão e General Motors nos Estados Unidos. É um dos poucos de seu segmento com experiência também em projetos e engenharia. Também é professor no Istituto Europeo di Design em São Paulo. Mais informações.