Nada mais que um refresco

Clique para ampliar a imagem

Leves retoques no visual e uns poucos equipamentos a mais:
para a Honda, foi o bastante para compor a linha Fit 2013

Texto: Geraldo Tite Simões - Fotos: divulgação

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

Lado a lado com o anterior (à direita), as mudanças aparecem: grade, faróis, para-choques dianteiro e traseiro e os para-lamas só da frente

 
 
Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

Na pista, desempenho interessante com motor de 1,5 litro, bom câmbio automático e muito boa estabilidade: nada que não fosse assim antes

É praxe na Honda que, no meio do ciclo de produção de cada geração de automóvel, haja uma leve reforma visual para manter o modelo atualizado com as tendências da marca. Não foi diferente com o segundo Fit, lançado em 2008, que agora passa por pequenas mudanças de aparência na precoce linha 2013, repetindo o estilo que a matriz japonesa havia adotado no fim de 2010.

Colocando as versões lado a lado, percebem-se as mudanças nos faróis, para-choques, grade dianteira e um sutil trabalho nos para-lamas. O que mais chama a atenção é a ampla barra cromada que toma a maior parte da grade, ladeada por faróis também com elementos cromados. O para-choque dianteiro ganhou uma espécie de defletor de cada lado, de gosto discutível, e sua parte inferior mostra "bicos" como os do novo Civic. Os para-lamas dianteiros mudaram pouco, para acompanhar uma dobra nas laterais do para-choque. Na traseira, surgem um ressalto no para-choque e refletores retangulares. Até as lanternas são as mesmas.

Nada muda no aspecto do interior e na mecânica, mas há novos equipamentos de série. A versão LX ganhou freios com sistema antitravamento (ABS) e distribuição eletrônica entre os eixos (EBD), que já equipavam EX e EXL, e rádio/CD/MP3 com conexões auxiliar e USB. No EX e no EXL vêm sensores de estacionamento na traseira. Em toda a linha o tanque de combustível, antes criticado pela ínfima capacidade de 42 litros, passa a mais razoáveis 47.

Os preços sugeridos para o estado de São Paulo são: R$ 51.800 (DX, só oferecido com câmbio manual), R$ 55.700 (LX manual), R$ 58.900 (LX automático), R$ 62.120 (EX manual), R$ 65.720 (EX automático) e R$ 67.720 (EXL, que vem com caixa automática de série). A versão LXL sai de produção. Permanecem inalterados os motores flexíveis de quatro válvulas por cilindro, com 1,35 litro e 100/101 cv (gasolina e álcool, na ordem), para as versões DX e LX, e com 1,5 litro e 115/116 cv para EX e EXL.

No mesmo evento em que a Honda apresentou o novo CR-V — mas com embargo de publicação até este dia 23 —, tivemos a oportunidade de avaliar o Fit em versões com câmbio automático e manual. Como esperado, apenas reforçamos as impressões colhidas com modelos anteriores. A diferença de desempenho entre o motor 1,35 e o 1,5-litro é mais sensível nas subidas e retomadas de velocidade, quando os 15% a mais de potência e 1,8 m.kgf de torque a mais se destacam.

Ao lado do grande espaço interno para um carro de suas dimensões, o Fit mostrou, na pista cheia de curvas, muito boa estabilidade. O eficiente câmbio automático de cinco marchas, que na versão EXL traz comandos de trocas manuais no volante, deixa-o bastante agradável de dirigir, enquanto a caixa manual tem acionamento muito preciso e macio.

Por sua grande aceitação, a Honda parece ter entendido que o Fit nem precisava de mudanças. Os retoques adotados, além de padronizar o modelo brasileiro ao japonês, servem mais para estimular a troca de um usado por um zero-quilômetro, aproveitando o fato de que as primeiras unidades da atual geração já passam dos três anos de uso.

blog comments powered by Disqus

Página principal - Escreva-nos - Envie por e-mail

Data de publicação: 24/3/12

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados - Política de privacidade