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Olhando de relance você poderia pensar que fosse o
conhecido Porsche Boxster, mas,
segundo a fábrica de Stuttgart, essa terceira geração marca a mais
profunda reformulação pela qual o roadster passou desde seu lançamento,
em 1996.
Novo desde o chassi, o Boxster 2013 ganhou maior distância entre eixos,
balanços dianteiro e traseiro menores e
para-brisa mais avançado, embora a identidade visual do charmoso
conversível tenha sido preservada com perfeição
— algo, aliás, que a Porsche
aprendeu bem a fazer nesses 48 anos de produção do 911. A capota tem
acionamento elétrico e dispensa cobertura quando recolhida. No interior
modernizado, que ficou mais espaçoso segundo a marca, o console central revela inspiração no do
Carrera GT.
Como antes, estão disponíveis as versões básica e S, ambas com motores
de seis cilindros opostos em posição
central-traseira, tracionando as rodas posteriores. O básico retorna à
cilindrada de 2,7 litros, usada até 2008, mas se trata de uma nova unidade com projeto
em comum com a de 3,4 litros da versão S. Sua potência passou de 255
para 265 cv, enquanto o S ganhou apenas 5 cv, para 315 cv.
Mais que desempenho, a Porsche buscou aumentar a eficiência, ou seja,
reduzir o consumo e as emissões de gás carbônico, com ganhos de até 15%.
O carro ficou mais leve, a direção tem assistência elétrica e há
recursos como parada/partida automática
e regeneração de energia nas frenagens.
Os melhores resultados são obtidos com o Porsche Doppelkupplungsgetriebe,
ou PDK, o câmbio manual automatizado de
dupla embreagem e sete marchas da empresa (o manual tem seis). Com
ele, o Boxster básico acelera de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos e o S em 5
segundos.
Além do motor, a versão superior diferencia-se pelas rodas de 19 pol em
vez de 18, interior com revestimento parcial em couro e faróis
bi-xenônio. As opções incluem o pacote
Sports Chrono e o Porsche Torque Vectoring (PTV), um
diferencial autobloqueante que envia
mais potência para a roda externa à curva de modo a aumentar o limite de
aderência sob aceleração.
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