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que acontece quando sua empresa possui um brilhante motor V8 de 5,4
litros e mais de 350 cv, mas ele passa a ser usado até nos menores
modelos esportivos? A solução é desenvolver algo ainda maior e mais
potente para a linha superior. Foi o que levou a Mercedes-Benz, por
meio da divisão de alto desempenho AMG, a conceber um motor de 6,3
litros para a versão esportiva do utilitário Classe M de segunda
geração.
Sem recorrer a superalimentação, o novo V8 faz do modelo da estrela de
três pontas o mais potente do segmento: 510 cv a 6.800 rpm, vantagem
de 60 cv sobre o Porsche Cayenne
Turbo básico (sem a opção de 500 cv). Não só: é o motor de oito
cilindros e aspiração natural mais
forte da produção mundial. O torque máximo de 64,2 m.kgf surge em
regime elevado, 5.200 rpm, mas certamente há uma boa parcela presente
em baixas rotações, pois a potência
específica não é de outro mundo (81 cv/l).
Quanto anda o ML 63 AMG? Muito: de 0 a 100 km/h em cinco segundos, com
a máxima ainda limitada a 250 km/h. A transmissão acompanha a usina de
força, com câmbio automático de sete marchas, dotado de comandos no
volante e três modos de operação (esporte, conforto e manual), e
tração integral permanente, com repartição de 40% à frente e 60% à
traseira. A suspensão usa molas a ar, com altura regulável (e que é
reduzida em alta velocidade), e amortecedores com controle eletrônico.
As rodas de 19 pol usam pneus 295/45, em ambos os eixos, com opção por
20 pol e a medida 295/40. De resto, o novo ML traz elementos próprios
por dentro e por fora, com destaque para as saídas de ar no capô e as
quatro ponteiras de escapamento. A versão chega ao mercado europeu no
segundo trimestre de 2006.
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