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Supercarros

O novo fantasma da Rolls

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Primeiro R-R da era BMW, o Phantom impressiona
pela sofisticação, mas gera polêmica pelo estilo

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Foram quatro anos e meio de espera desde que a BMW adquiriu a aristocrática Rolls-Royce, em julho de 1998 -- um acordo com a Volkswagen sobre o uso da marca protelou para janeiro de 2003 sua definitiva adoção pelo grupo alemão. Agora, no Salão de Detroit, a Rolls-Royce Motor Cars Limited apresenta o primeiro produto de sua nova fábrica, em Goodwood, West Sussex, na Inglaterra: o Phantom.

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Com inspiração em modelos Rolls do passado, o Phantom tem na frente seu
ângulo mais discutível: as formas retilíneas destoam do conjunto

A primeira reação é de espanto, justificando plenamente o nome (assombração em inglês): como a BMW conseguiu deixar tão abrutalhado e desarmônico o desenho de um clássico? O novo Rolls chega a parecer uma miscelânea de componentes de outros carros se comparado a seu concorrente direto, o Maybach da Mercedes-Benz.

A marca defende-se citando inspirações em modelos legendários como o Phantom I e o II dos anos 1930, o Silver Cloud dos 50 e o Silver Shadow dos 60, mas isso não ameniza a sensação de que tudo poderia ter sido melhor desenhado.

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A cilindrada de 6,75 litros é a mesma, mas o novo motor é um
V12 de injeção direta, com 460 cv e um torque de 73,4 m.kgf

Estilo à parte -- afinal, gosto é pessoal --, não há dúvida que o Phantom chega para impressionar. Possui estrutura e carroceria em alumínio, suspensões modernas (braços sobrepostos à frente, multibraço na traseira) com molas a ar e altura constante, amortecedores de controle eletrônico e pneus Michelin PAX, que podem rodar vazios por até 160 km a no máximo 80 km/h.

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No interior, o habitual requinte da marca e uma boa dose de nostalgia,
como no volante. As portas traseiras têm abertura invertida

O motor V12 de 6,75 litros (preservando a clássica cilindrada do antigo V8) tem injeção direta de combustível, 48 válvulas e uma transmissão automática ZF de seis marchas. Mais que os 460 cv de potência, surpreendem os 73,4 m.kgf de torque a 3.500 rpm, dos quais 75% disponíveis já a 1.000 rpm. A marca declara que todo seu peso -- 2.485 kg! -- acelera de 0 a 100 km/h em apenas 5,9 segundos, mas a máxima é de apenas 240 km/h.

Como não poderia deixar de ser, o interior é repleto de materiais de primeiro nível, como a madeira-de-lei fartamente aplicada ao painel e às portas. O acesso ao banco traseiro é feito por portas articuladas na traseira, como em modelos do passado (quando eram chamadas de "suicidas"), e o assoalho plano facilita a movimentação dos passageiros. Em cada porta traseira fica guardado um guarda-chuva.

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Evolução: os pneus Michelin PAX, capazes de rodar vazios por até 160 km, e a
escultura do "espírito do êxtase", que pode ser recolhida ao estacionar 

Como sinal dos tempos, a escultura do Spirit of Ecstasy (o "espírito do êxtase") do capô pode ser recolhida por um controle elétrico quando o carro for estacionado. Mas os eternos aficionados pela Rolls-Royce bem gostariam que essas pequenas -- e outras grandes -- inovações viessem embaladas em um desenho menos controvertido.

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Data de publicação: 4/1/03

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