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A mais poderosa das Ninjas
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Sem tirar os méritos de outros fabricantes, como a clássica Harley-Davidson e a competente BMW, pode-se dizer que os japoneses exercem um domínio muito expressivo no mercado motociclístico. E certamente esse domínio é mais evidente quando o modelo em questão é uma superesportiva de grande cilindrada, cuja função envolve mais que desempenho excepcional: tem a responsabilidade de projetar a marca que carrega no tanque. A Kawasaki, com a série
Ninja, mostra sua competência e tecnologia produzindo modelos de
diversas cilindradas para atender todos os segmentos. E a ZX-12R,
hoje, ocupa a posição mais alta dessa dinastia.
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Se em prata
a ZX12R é sóbria e elegante, pintada em verde -- que está A ZX-12R é radical já na aparência. Na cor verde -- que está para a Kawasaki assim como vermelho para a Ferrari -- tem-se a sensação de estar diante de uma moto de competição, enquanto na cor prata presume-se que a mesma moto vestiu traje passeio. Afinal, foram muitas horas de túnel de vento que resultaram numa aerodinâmica notável, cuja influência é visível na estética da motocicleta. O conjunto ótico possui dois grandes faróis em forma de gota. Seus contornos sugerem olhos felinos. No meio, pouco acima deles e abaixo do pára-brisa, há uma terceira lente, sugerindo um terceiro olho. O efeito é muito interessante. A carenagem é arredondada sem deixar de ser afilada, facilitando o corte e o escoamento do ar. Logo abaixo dos faróis, independente e em forma de trapézio, está o bocal de admissão do Ram Air que, embora separado, se integra perfeitamente ao conjunto. De perfil, essa parte dianteira da moto lembra o bico inclinado de um avião supersônico Concorde, o que induz a imaginar altas velocidades. Naturalmente não é apenas uma semelhança estética. |
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Embora potência e torque não sejam divulgados, sabe-se que atingem valores elevados; a ZX adota injeção eletrônica, silenciador de titânio e sistema Ram Air para admissão de maior quantidade de mistura |
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Sobre o banco do garupa pode-se colocar uma capa lisa, na cor da moto, para tornar a ZX ainda mais parecida com uma moto de pista. O tanque de combustível tem vincos profundos, de maneira a proporcionar encaixe adequado às pernas do piloto, e ainda conferem um visual agressivo. Seu banco baixo em relação ao tanque alto é correto para que o piloto, quando estica os braços até o também baixo guidão, assuma uma postura que cause mínima resistência ao ar -- solução comum a todos os modelos desse segmento. Ainda que diferenciar
uma superesportiva de outra exija atenção aos detalhes -- esses veículos
são "filhotes" do túnel de vento, onde os resultados básicos
acabam sendo os mesmos para qualquer marca --, essa Ninja tem um
desenho irrepreensível e de personalidade. O conjunto mecânico fica
escondido pela carenagem. Logo, restam mesmo apenas os detalhes... e
como fazem a diferença! Continua |
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