Correção de trajetória

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A Honda Shadow 750 ganha visual mais ao gosto dos brasileiros,
enquanto a Biz 125 surge reformulada e com motor flexível

Texto: Geraldo Tite Simões - Fotos: divulgação

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Com roda maior, pneu mais estreito, farol e para-lamas menores, o novo desenho da Shadow 750 retorna ao estilo chopper da antiga versão 600

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O banco mais estreito facilita o controle da pesada custom; o motor V2, que não tem novidades, entrega bom torque em rotações muito baixas

A notícia de que viria uma novidade da Honda já circulava na imprensa, mas o que ninguém esperava era ver três delas em vez de uma: a Shadow 750 toda redesenhada, a Biz 125 com novo visual e motor flexível e a CG 150 Titan com retoques de estilo (farol e luzes de direção).

A Shadow 750 chegou em 2004 para substituir a muito bem-sucedida Shadow 600, mas alguém do departamento de desenvolvimento da época acreditou demais nos laboratórios com clientes. Decidiu-se trazer a versão Classic, com roda e pneu dianteiros largos de 17 pol, uma opção confortável, mas muito afastada da adorada 600. Vamos detalhar melhor essa história.

Quando a Shadow 600 foi lançada no mercado europeu, em 1988, logo se mostrou bem-aceita e chegou a ser a moto mais vendida no mercado italiano. Dali em diante só foi ganhando mais fãs, que viam neste modelo um primeiro passo para o mundo custom e da personalização. O caminho natural foi crescer para 750 cm³ e ganhar transmissão por cardã, para atender ao mercado norte-americano. Foi então que a Honda brasileira optou pela citada versão Classic. Nos Estados Unidos e na Europa o cliente tinha a opção por essa versão, mais tradicional, ou pela chopper, com roda dianteira de 21 pol e pneu estreito.

A opção pela versão clássica no Brasil pode ser a explicação para um desempenho muito discreto de vendas. O modelo, além de ter um estilo “pesado” para o gosto de muitos, é mais difícil de pilotar em função da roda dianteira mais pesada. Felizmente, tudo isso é passado: a chegada da nova Shadow 750 modelo 2011 resgata a simplicidade e a facilidade de pilotagem da 600, além de agradar em cheio aquele que manteve sua 600 até hoje na esperança de surgir essa versão.

A nova Shadow ganhou ainda a opção dos freios Combined-ABS, que reúnem os sistemas de frenagem combinada e antitravamento. O conjunto banco-tanque também é novo para se encaixar no conceito chopper. Os para-lamas e o banco estão mais compactos e o tanque, em forma de gota, ganhou desenho mais alto na frente e baixo atrás. A capacidade quase não mudou, de 14,4 para 14,6 litros de combustível. A distância entre eixos aumentou de 1,639 metro para 1,655 m, enquanto a relação entre comprimento, largura e altura agora é de 2.430 x 835 x 1.125 mm contra 2.503 x 920 x 1.125 mm do modelo 2010.

Como se sabe, quanto maior a distância entre eixos, maior a tendência de a moto continuar reto. Ela fica mais estável nas retas, mas se torna mais difícil de inclinar nas curvas de baixa. Como o guidão está menor — porque precisa girar um conjunto roda-pneu mais leve e fino —, o comportamento certamente mudou bastante, compensando o entre-eixos maior. Outra preocupação dos clientes de custom é com relação à altura do banco ao solo. A Shadow 600 atendia bem a pessoas de baixa estatura e ao público feminino.

Quando passou para a 750, esse público se assustou porque o banco era mais largo e alto. Agora o assento está a 65 cm de altura do solo (apenas 1 cm mais baixo), só que é mais fino, o que proporciona uma posição de pilotagem mais confiável. Como o piloto fica mais baixo, o centro de massa também abaixou. Falar em conforto neste tipo de moto é difícil, porque a posição do piloto impede que as pernas atuem como amortecedores — e o impacto da suspensão atinge em cheio a coluna do condutor. Já o garupa tem uma pequena distância até as pedaleiras, o que força as pernas em posição muito dobrada. Continua

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O painel integrado ao tanque tem fácil leitura; o freio traseiro a disco é parte do pacote opcional C-ABS, com sistemas combinado e antitravamento

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Data de publicação: 3/1/11

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