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Fixados à carenagem há os retrovisores com luzes de direção integradas onde, como num carro, apenas a lente do espelho se move. Eles podem ser facilmente retirados, favorecendo a aerodinâmica para correr em circuitos. Na frente também há generosas entradas de ar para o motor, cuja refrigeração utiliza como saídas os defletores nas carenagens laterais. Estas mal cobrem o motor, pois deixam aparecer um dos cabeçotes e boa parte do tradicional quadro treliçado, além da suspensão traseira.

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O conceito de quadro treliçado foi mantido, mas a 999 traz alterações
técnicas expressivas, como o abandono da suspensão traseira monobraço

Atrás do assento há mais um pequeno trecho de carenagem cobrindo parte do silenciador do escapamento. Nota-se que a tendência de linhas e cortes retos continua viva na Ducati, pois foi o que se manteve na 999. Sua nova silhueta é bem-vinda, pois proporciona uma posição de pilotagem mais avançada e mais baixa, e portanto uma melhor distribuição de peso ao piloto, não forçando os punhos e tornozelos como nos modelos anteriores.

Além disso, as pedaleiras podem ser ajustadas em cinco posições, atendendo a diversas estaturas de pilotos. Outra bem-vinda mudança, exclusiva para as versões monoposto, é o assento deslizante em 20 mm. As regulagens não param por aí: no tradicional quadro treliçado, com motor fazendo parte da estrutura, garantindo alta rigidez torcional com baixo peso, é possível ajustar o ângulo de cáster entre 23,5º e 24º, possibilitando, nessa ordem, mais agilidade em manobras ou mais estabilidade.

O compacto motor, com comando de válvulas desmodrômico, e o painel com
um mostrador digital que controla até a velocidade máxima em cada volta na pista

Contribuindo com isso, a 999 oferece de série amortecedor de direção Sachs Boge (Ohlins para os modelos 999R e 999S). O melhor ângulo de esterço (28,5º) favorece as manobras em baixa. A suspensão dianteira invertida, da marca Showa, conta com bengalas com revestimento de titânio e regulagens de retorno, compressão e pré-carga. O amortecedor traseiro é aplicado a uma balança do tipo convencional em alumínio, que pesa menos de 5 kg. O sistema monobraço, tão tradicional, não mais foi empregado.

Empurrando a 999 está o excelente, porém não inédito, motor bicilíndrico em “L” Testastretta de 998 cm³, já presente no modelo 998. Esse nome curioso é devido aos cabeçotes compactos. No sistema desmodrômico de comando de válvulas não existem molas para promover seu fechamento, sendo uma vantagem evitar a flutuação em alto regime.

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A versão 999S adiciona amortecedores Ohlins e uma leve preparação
no motor de dois cilindros em L, que passa de 124 para 136 cv

Desde que implantado pela primeira vez no modelo 996R, o motor Testastretta foi desenvolvido e refinado em muitos testes, inclusive nos campeonatos de Superbike. Seus componentes foram redesenhados e o sistema de lubrificação aperfeiçoado, melhorando sua eficiência em altas rotações ou nas curvas mais agressivas, onde o motor trabalha praticamente deitado.

O curso de pistão bem curto (63,5 mm) ocasiona uma baixa velocidade linear do pistão, que juntamente com o comando desmodrômico permite elevar a rotação máxima do motor sem prejudicar sua durabilidade. A potência declarada é de 124 cv a 9.500 rpm, e o torque máximo, de 10,4 m.kgf a 8.000 rpm. É alimentado por um sistema de injeção eletrônica derivado das Ducatis Corse de competição. Para reduzir o ruído da admissão de ar foi aplicado um ressonador Helmotz, que não prejudica o desempenho. Continua

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