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Apesar dos anexos aerodinâmicos e das rodas em tom grafite (ou por causa deles?), a aparência do Corolla não conquistou as colaboradoras

Comodidades como os dois porta-luvas ganharam elogios, mas não os bancos, que Inês Agresti considerou desconfortáveis em sua viagem


 
Último período
7 dias 2.024 km
Distância em cidade 294 km
Distância em estrada 1.730 km
Consumo médio (gasolina) 11,2 km/l
Consumo médio (álcool) 7,9 km/l
Indicações do computador de bordo

Resumo
25 dias 3.334 km
Distância em cidade 969 km
Distância em estrada 2.365 km
Tempo ao volante 81h 35min
Velocidade média 41 km/h
Consumo médio (gasolina) 9,2 km/l
   Melhor marca média 11,2 km/l
   Pior marca média 6,8 km/l
Consumo médio (álcool) 7,9 km/l
   Melhor marca média 8,2 km/l
   Pior marca média 7,5 km/l
Indicações do computador de bordo

Ficha técnica
 
Teste do Leitor

Atualização de 10/7/12

Foi a "semana da mulher", a que passou, para o Toyota Corolla XRS. Duas colaboradoras foram responsáveis pela maioria dos mais de 2.000 quilômetros rodados no período, no qual Inês Agresti realizou uma breve viagem a Ribeirão Preto, no interior paulista, além de rodar em trajetos urbanos, e Regina Garjulli foi ao litoral norte do estado e, em seguida, à região de Tatuí, SP.

A primeira colaboradora inicia seu relato com sintéticas palavras sobre o sedã: "É um carro honesto, preciso, eficiente. Ele atende aos requisitos básicos que todo automóvel deveria alcançar: motor potente e silencioso, com boa autonomia e consumo adequado com ambos os combustíveis". Inês usou gasolina para ir a Ribeirão, conseguindo a marca recorde da avaliação (11,2 km/l), e na volta passou ao álcool, com o qual obteve 8,2 km/l, sendo um terço do percurso em uso urbano.

Além disso, acrescenta, "ele oferece boa sensação de segurança e quanto ao conforto não deixa a desejar. Enfim, é um veículo correto. Mas não oferece nenhuma firula a mais e acho que é exatamente isso que lhe faz falta".

A colaboradora então explica tal carência do Corolla: "Imagino que 10 anos atrás esse carro, do jeito que é hoje, seria imbatível em todos os aspectos, mas as expectativas dos consumidores cresceram. Não dá mais para ficar satisfeita apenas com o correto, o honesto, o preciso. O que esse Corolla entrega em termos de equipamentos e desempenho é a obrigação por custar o que custa. Falta aquele algo a mais, já presente em uma série de carros da mesma categoria".

E exemplifica: "Coisas banais como uma chave mais caprichada, sensor de estacionamento, retrovisor interno fotocrômico, ar-condicionado independente para os dois lados, um som melhorzinho. Se é uma versão com visual esportivo, por que não tem teto solar? Pelo preço também deveria oferecer mais itens de segurança, como faróis de xenônio, airbags do tipo cortina, controle de estabilidade. E me pareceu defasado o computador de bordo, básico e cujo uso exige alcançar um botão mal situado para tal fim no quadro de instrumentos".

Inês prossegue observando que sentiu no Corolla uma essencialidade que pode ser estendida a toda a produção japonesa de modo geral, pois se lembrou de características similares nos Hondas City e Fit que dirigiu para Um Mês ao Volante. "Nos carros de marcas japonesas, o que não é obrigatório parece ser desprezado. Não há, como nos Citroëns, uma criatividade em termos de estilo e equipamentos, ou como nos Volkswagens um rigor técnico nos detalhes", compara.

Excetuando os adereços aerodinâmicos da versão XRS, que não lhe agradaram, a motorista considera o Corolla "plenamente funcional", mas faz outra ressalva aos bancos: "Deveriam ser mais confortáveis. Embora bem acabados, o desenho e a espuma dura deixam a desejar". A colaboradora conclui o relato enaltecendo alguns aspectos, como a suavidade do câmbio e a precisão das trocas de marcha usando as borboletas do volante, a leveza da direção em manobras, a altura da frente — que não irrita raspando em lombadas e entradas de garagem —, os dois porta-luvas e o amplo porta-malas.

Inês compraria um Corolla? "Um usado, com baixa quilometragem, talvez sim. Jamais um zero-quilômetro, por conta dos preços exagerados. Esse Toyota me passou a impressão de que poderia usá-lo por um longo tempo sem ter dores de cabeça quanto a manutenção. Seria uma aquisição com ênfase no aspecto racional, mas sem emoção, sem expectativas quanto ao prazer em dirigir ou ter um carro de comportamento especial", ela responde.

Menos teórico e mais prático e direto foi o relato de Regina Garjulli, que definiu o Corolla como um carro gostoso de dirigir em cidade e estrada, mas que não ganharia sua preferência na hora da compra: "Tenho uma amiga que tem dois Corollas; portanto, sei bem das qualidades desse modelo, relacionadas principalmente à confiabilidade. Contudo, para meu uso pessoal é um carro um pouco grande demais. Normalmente circulo sozinha e em trajetos urbanos, e por conta disso prefiro carros compactos".

Regina prossegue evidenciando a boa sensação que esse Toyota oferece, da boa estabilidade às respostas consistentes do motor e do câmbio. Segundo ela, "tudo parece funcionar muito bem", mas carece de personalidade. "Ele é sem-graça em termos estéticos, mesmo com esse visual maquiado do XRS. Dentro a situação não muda muito: tudo muito bem encaixado, mas sem nada que conquiste o olhar. Ele leva ao pé da letra a máxima de que a forma tem de acompanhar a função, e por isso não emociona".

A colaboradora pondera que, com os R$ 73 mil que o Corolla custa, conseguiria comprar modelos mais equipados e caprichados do ponto de vista estético. "Seriam carros menores, mas que me atenderiam melhor do que esse sedã, feito para uma família maior que a minha e para gente que vê automóvel com um olhar bem menos exigente do ponto de vista estético do que eu", ela explica.

Regina comentou aspectos do Corolla em uníssono com Inês, como a falta de equipamentos que seriam obrigatórios em um carro de seu preço, bem como mencionou uma característica pouco feliz: "Ao colocar malas pesadas no porta-malas tive que tomar muito cuidado para não riscar o para-choque, que é exposto demais. Deveria haver uma proteção de plástico ou metal na região, como há nas soleiras das portas".

Já tendo alertado que não seria cliente do modelo, Regina conclui seu relato com um questionamento: "Já que a vantagem desse carro é a racionalidade, a melhor compra não seria essa versão XRS, mas talvez a mais básica de todas, a XLi, que custa cerca de R$ 10 mil a menos e, no fim das contas, é quase o mesmo carro".

Texto e fotos: Roberto Agresti

 
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Data de publicação: 10/7/12

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