5/4

9/4

12/4

16/4

20/4

26/4

30/4

Final

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

O uso predominante em cidade levou o consumo na semana a 7,3 km/l, marca razoável para um carro de seu porte, mas que poderia melhorar

Clique para ampliar a imagem

Opção por suspensão firme e pneus de perfil baixo sacrifica o conforto no 408, mas Guilherme elogiou a facilidade de uso do sistema Bluetooth

 
Resumo
28 dias 3.730 km
Distância em cidade 1.112 km
Distância em estrada 2.618 km
Tempo ao volante 94h 50min
Velocidade média 39 km/h
Consumo médio 7,2 km/l (gasolina em 84%
da distância percorrida)
   Melhor média (gasolina) 9,8 km/l
   Pior média (gasolina) 4,2 km/l
   Melhor média (álcool) 6,4 km/l
   Pior média (álcool) 3,3 km/l
Indicações do computador de bordo
 
Teste do Leitor

Atualização de 30/4/11

Talvez o carro avaliado em Um Mês ao Volante com maior percentual de uso rodoviário em seus quilômetros acumulados, o 408 Feline compensou em parte esse fato ao passar a semana com utilização predominante na cidade de São Paulo. O colaborador Guilherme dos Santos, habitual motorista dos modelos da seção desde seu início há um ano, foi quem o dirigiu no período.

Responsável pelo controle dos abastecimentos de combustível — feitos sempre no mesmo posto, na mesma bomba e com o carro em igual posição, para evitar erros de medição —, Guilherme pôde atestar que os dados fornecidos pelo computador de bordo do Peugeot são bastante fiéis. A conferência do que indica o computador, em termos de consumo, invariavelmente "bate" com a simples conta dos quilômetros marcados no hodômetro divididos pela quantidade de litros que entra no tanque, o que não acontecia no 307 avaliado no ano passado.

A semana de Guilherme, em geral feita de trajetos urbanos que alternam vias expressas e ruas movimentadas, indicou um razoável consumo de 7,3 km/l, marca que merece uma ressalva: dos mais de 400 km percorridos na semana, 120 foram em estrada por conta de uma breve viagem a Jundiaí, no interior paulista. Todavia, considerando o trânsito pesado enfrentado pelo Peugeot, a marca assinalada faz ver que o sedã obtém consumo aceitável para seu porte.

Para dizer isso, levamos em consideração a elevada massa do veículo — declarados 1.527 kg —, o câmbio automático de apenas quatro marchas (que certamente não auxilia na economia) e um motor flexível em combustível que, como se sabe, cobra o preço dessa versatilidade, já que não alcança a eficácia máxima possível nem com um, nem com outro combustível.

A convivência com o 408 em condição urbana destacou pontos elogiáveis e aspectos a serem revistos. O motorista fez questão de frisar a impressão de carro grande que o sedã transmite, seja pelo amplo espaço interno, seja pela visibilidade relativa de suas extremidades. Manobrá-lo em uma garagem apertada não é fácil, de acordo com Guilherme, que gostaria de poder contar com sensores de estacionamento também no para-choque dianteiro (há apenas na traseira nessa versão Feline). Todavia, compensa esse fato o conforto oferecido pelos bancos e pela adequada ergonomia, indicada por 100% dos usuários do 408 até então.

Destaque merece também a facilidade mostrada para usar o sistema Bluetooth para conexão com o telefone celular, assim como conveniências como os faróis que ficam acesos por alguns segundos depois que se travam as portas com o controle remoto da chave, que é do tipo canivete. E cabe uma correção sobre o relatado no início do teste sobre a luz do painel (seria intensa demais em viagens noturnas e, ao reduzir sua intensidade, a luz do mostrador central ficaria tão fraca a ponto de torná-lo ilegível). Guilherme verificou que há possibilidade de elevar a intensidade do mostrador de modo independente da luz dos instrumentos principais.

Com viés de carro de luxo, porém, para Guilherme o ajuste de suspensão do 408 deveria ser repensado — ou a escolha dos pneus. O motorista aprecia o aspecto estético oferecido pelos pneus de perfil baixo que equipam o carro, mas a rigidez advinda da pequena altura do solo até a borda da roda, somada ao conjunto molas/amortecedores de calibragem firme, traz um desconforto além do esperado, segundo o colaborador. Nas ruas de pavimentação ruim, o 408 pula e vibra mais do que o devido e as partes plásticas do revestimento interno entram em ressonância, o que causa desconforto.

Um forte ruído foi sentido nessa condição: ele provém do cinto de segurança do passageiro que, quando não em uso, bate sua fivela no revestimento de plástico duro da coluna de maneira muito incômoda. Outro ruído desagradável foi sentido por passageiros do banco traseiro, derivado dos pedriscos jogados pelos pneus contra as faces internas dos para-lamas. Isso denota uma economia inadequada a um carro de sua classe, uma vez que tais para-lamas podem receber material fonoabsorvente que elimina tal fonte de desconforto.

Encaminhando-se para o encerramento da avaliação na próxima segunda-feira, o 408 parte para mais um fim de semana rodoviário, do qual traremos o relato — junto à avaliação de Alberto Trivellato, da oficina Suspentécnica — na próxima terça-feira.

Texto e fotos: Roberto Agresti

Avaliações - Página principal - Escreva-nos - Envie por e-mail

Data de publicação: 30/4/11

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados