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Desenho agradável,
boa desenvoltura e grande estabilidade: pontos a favor do 308
apontados por vários motoristas nesses 4.500 km de teste |
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O interior mostrou
acabamento cuidadoso e ampla dotação de itens de conveniência;
no motor 1,6 aprovamos o novo sistema de partida a frio

Inconveniente: solto
pelas raspadas no solo, o defletor do para-choque impôs
dificuldade de recolocação e obrigou a um improviso com arame |
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Atualização final - 16/6/12
Acabou bem o período de avaliação do Peugeot 308 Allure 1,6 de Um Mês ao
Volante. Branco como manda a moda, nosso companheiro de um mês
teve como um dos pontos altos sua presença (allure, em francês) derivada do
agradável desenho da carroceria, bem destacada pela cor em voga. Chamativo,
mas elegante, como bem destacou uma motorista que nessa semana derradeira se
juntou à dezena de colaboradores que usaram o 308 nesses 30 dias.
Regina Garjulli rodou cerca de 350 quilômetros, parte em estrada, parte na
cidade. Conhecedora e admiradora de Peugeots de outros tempos — teve um 306
XS 1,6 de 1994 até 1999 —, identificou no 308 elementos que a agradavam em
seu pequeno francês, "genuinamente francês", frisa ela, lembrando que seu
306 foi um dos primeiros modelos da marca importados da Europa para o Brasil
nos anos 90.
"Estava em um shopping e vi o 306 exposto. Ele me encantou pelo estilo.
Gostei muito também do acabamento. Imaginava trocar meu Gol por outro, mas
aquele 306 não me saía da cabeça. Verifiquei que o Peugeot custaria tanto
quanto o Gol que pretendia comprar, mas tinha medo por causa da manutenção.
Tomei coragem e não me arrependi: nunca tive problemas e o vendi a um amigo
que ficou com ele até bem pouco tempo atrás, também feliz. Esse 308 me
lembra meu antigo carro em aspectos bons como o acabamento e a maciez dos
comandos. É um carro gostoso de dirigir, silencioso e confortável", ela
conta.
Regina percorreu rodovias boas, de velocidade máxima de 120 km/h, e usou o
308 na cidade em horários menos congestionados, quase sempre em trajetos com
boa fluidez. O resultado se viu na hora do abastecimento: 11,7 km/l de
gasolina. "Ao pegar o 308 fui até Sorocaba e voltei. Chegando a São Paulo, o
computador de bordo mostrava 14,3 km/l, o que considerei ótimo. Era um dia
frio, não usei ar-condicionado e nem abusei do acelerador, mas também não
fiquei me arrastando na rodovia. Certamente meu carro, um Mercedes-Benz A
190 automático, não conseguiria esse rendimento", compara.
O espaço interno foi outro ponto comentado por Regina: "Na frente, é uma
maravilha. O painel sóbrio, o para-brisa grande e os bancos razoavelmente
confortáveis ajudam motorista e passageiro a se sentirem muito bem. Atrás o
espaço para os pés não é lá essas coisas, mas dois adultos não sofrem e uma
boa característica é o teto ser alto. Sentei atrás e minha cabeça ficou bem
longe do forro", disse a colaboradora, que tem 1,76 metro de estatura. O
porta-malas e o porta-luvas foram aprovados, assim como os porta-objetos do
console, mas Regina preferiria que o apoio de braço entre os bancos
dianteiros fosse como em seu Classe A — um compartimento onde guardar
documentos, chaves, etc.
Em vias de substituir seu Mercedes, a motorista sofre por não individuar
nada que a agrade que custe menos de R$ 60 mil e lhe ofereça o mesmo padrão
de equipamento e desempenho. "mas esse Peugeot me fez pensar nele como
alternativa. Apesar de ser um carro maior do que gostaria, de não ter câmbio
automático nessa versão e nem ser tão rápido, é agradável de ser dirigido,
não cansa. Confesso que o preço desse 308, comparado com o que ele oferece,
me soa bem justo".
Então, tudo são flores para a colaboradora? Quase tudo. Regina verificou que
entre 306 e 308 há um infeliz ponto em comum: a frente raspa nas inúmeras
valetas da cidade de São Paulo. "Em menos de um mês, meu 306 estava com a
frente toda ralada. O 308 também adora esfregar a frente em valetas,
lombadas e entradas de garagem. E em uma delas uma borracha de acabamento
ficou pendurada, algo desagradável e que não deveria acontecer", relata.
A motorista se refere ao defletor do para-choque dianteiro, já citado aqui,
que nos obrigou a uma improvisação para fixá-lo já que, em vez de parafusos,
usa grampos. Uma vez soltos, é necessário improvisar ou ir para a
concessionária, coisa que não nos pareceu o caso nesse fim de percurso. Além
disso, o que faria a concessionária? Em tese deveria fixar o componente de
acordo com o padrão de fábrica, o que já verificamos que não funciona, ao
menos em uma cidade como a capital paulista, plena de desníveis. Cabe à
Peugeot rever a fixação do componente, algo que nos parece uma má herança do
307.
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