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A estabilidade do 308 foi elogiada por Marcos, dono de um Focus, mas ele observou um acerto de suspensão mais firme e menos confortável


 

 

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Se não pareceu mais potente que o do Ford, o motor de 122 cv cumpriu bem seu papel; mais elogiada foi a qualidade do acabamento interno

 
Último período
4 dias 1.187 km
Distância em cidade 70 km
Distância em estrada 1.117 km
Consumo médio (álccol) 9,4 km/l
 
Resumo
8 dias 1.553 km
Distância em cidade 436 km
Distância em estrada 1.117 km
Tempo ao volante* 28h 56min
Velocidade média* 52 km/h
Consumo médio (álcool) 8,5 km/l
   Melhor marca média 9,6 km/l
   Pior marca média 5,8 km/l
Indicações do computador de bordo
 
Ficha técnica

Atualização de 22/5/12

Marcos Moretti, proprietário de um Focus GL 1,6 hatch há mais de um ano, foi solicitado a levar o Peugeot 308 Allure 1,6 para sua primeira viagem em nossas mãos, com destino ao interior paulista. O trajeto a Osvaldo Cruz acrescentou quase 1.200 quilômetros ao hodômetro do francês fabricado na grande Buenos Aires e vendido no Brasil.

No percurso, realizado por algumas das melhores estradas do Brasil, Marcos teve horas e mais horas — exatas 14h 26min — para matutar sobre semelhanças e diferenças entre seu Focus e o 308, já que pertencem à mesma categoria. E a satisfação derivada do convívio com o hatch da Ford, após ter sido proprietário de duas Palios Adventure, acabou abalada.

"O 308 é um carro que me surpreendeu muito. Viajamos em quatro e todos comentaram a boa qualidade do interior. Os materiais usados no revestimento da cabine são muito bons e a montagem é caprichada, com uma aparência sem dúvida melhor que no meu Focus, que não é ruim. E também achei o 308 bem acabado externamente. Pintura, encaixes, detalhes de acabamento da carroceria me chamaram a atenção pela qualidade acima da expectativa", ele descreveu.

Marcos ainda assinalou que em paridade de preço — um Focus novo como o seu e esse 308 Allure custam quase a mesma coisa — o Peugeot oferece bem mais equipamentos: "Acendimento automático de faróis, sensor de chuva, ar-condicionado de duas zonas e interface Bluetooth são acessórios disponíveis apenas em versões do Focus bem mais caras que a que possuo. Alem disso o interior do 308 é mais amplo, mais luminoso e elegante, parecendo ser de um carro de padrão superior".

Em termos dinâmicos a novidade da Peugeot também agradou ao motorista nesses muitos quilômetros rodados. Ele mesmo faz a ressalva de que gostaria de ter andado um pouco mais em cidade com o 308; todavia, foi possível entrever diferenças básicas entre o francês e seu Ford.

"O 308 é confortabilíssimo, muito silencioso e suave em rodovia. No entanto, percebi que tem um acerto de suspensão um tanto mais firme que o Focus, algo que ficou mais nítido andando na pequena cidade de Osvaldo Cruz. A impressão é que a resposta das suspensões às irregularidades do piso é às vezes mais 'seca' do que seria no meu carro, mas não a ponto de comprometer o conforto. Notei também um pequeno ruído vindo da tampa traseira do 308, nada grave. Na estrada a estabilidade pareceu ótima e o único senão vem por conta de uma leve vibração no volante, notada quando freei a cerca de 120 km/h, o que acredito ser um problema da unidade e não do modelo", observou.

Quanto ao motor, Marcos revelou não ter percebido grande diferença: "Na ficha técnica esse 308 tem potência de 6 cv a mais que meu Focus e torque equivalente, mas de fato não notei nenhum benefício dos cavalos a mais. O funcionamento de ambos os motores é suave, assim como a transmissão me pareceu semelhante, com bons engates e escalonamento adequado". Em termos de posição ao volante, o colaborador encontrou boa ergonomia no Peugeot. "A sensação a bordo é melhor do que no Ford por conta da amplitude, favorecida pelo grande para-brisa, o painel cuja curvatura o deixa mais distante e a área envidraçada que parece maior".

Outra constatação da viagem é sobre o consumo do Peugeot: média de 9,4 km/l de álcool, com a melhor parcial anotada de 9,6 km/l. Considerando a velocidade limite de 120 km/h para metade do trajeto — a outra metade tem limite de 110 km/h —, o colaborador considerou adequada tal marca, alinhada ao que faria seu Focus. "Talvez meu carro fosse um tantinho mais econômico, mas o mais correto a dizer é que 308 e Focus se equivalem quanto a consumo rodoviário abastecidos com álcool. Contudo, dou preferência à gasolina quando viajo para reduzir as paradas para reabastecimentos". O veredito sobre como o Peugeot se comportará com gasolina em termos de consumo ficará para a segunda metade da avaliação.

À clássica pergunta "compraria?", Marcos respondeu sem pestanejar: "Sim. Gostei do carro. É bonito, bem acabado, bem construído e mostra atenção e capricho por parte do fabricante. Estou pensando em trocar meu Focus e o 308 entrou na lista dos prováveis substitutos".

E conclui com uma ponderação: "Fala-se muito de uma maior depreciação de carros de marcas francesas em relação aos outros, mas não sei o que pensar: será mesmo que um Ford terá maior liquidez e menor desvalorização que um Peugeot em um ou dois anos? Tenho dúvidas. O que sei é que esse 308 é um carro bem mais caprichado que meu Focus, oferece mais equipamentos e, para mim, é indiscutivelmente mais bonito. Esse talvez seja um claro indício da reversão desse quadro".

Texto e fotos: Roberto Agresti

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Data de publicação: 22/5/12

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