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Carga
completa, chuva e muitas curvas no percurso do último
fim de semana do A1 conosco, no qual registrou seu
melhor consumo médio |
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Foto: Paulo
de Araújo


Depois de 4.850 km nas mãos
de 10 motoristas, uma certeza: a Audi fez um carro compacto que empolga
quem dirige -- e vai deixar saudades |
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Atualização final - 17/4/12
Com uma viagem a Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, o Audi A1 encerrou
sua "missão" entre a equipe de Um Mês ao Volante — que
certamente terá saudades do vermelhíssimo compacto alemão.
O caminho que separa São Paulo de Ubatuba é um dos percursos-padrão dessa
avaliação do Best Cars, percorrido com 100% dos carros que passaram
por nossas mãos desde que iniciamos a saga de Um Mês com o
Palio ELX Dualogic, em maio de 2010. E
nesse campo de provas muito conhecido o A1 deu provas concretas de sua
versatilidade, tendo de arcar com a tarefa de transportar uma família
composta de casal e duas crianças e suas bagagens.
Possivelmente a maioria dos proprietários de A1 no Brasil jamais o submeterá
a uma "carga plena" como a dessa viagem, que não só viu o pequeno
porta-malas ser abarrotado de bagagem, como nos obrigou a ocupar o espaço
entre os dois bancos traseiros com uma grande bolsa. E nessas condições
vieram duas certezas. Uma, de que o A1 cumpriu a missão com competência e,
mesmo pesado, não obrigou o motorista a cuidados adicionais para superar as
muitas lombadas do trecho litorâneo, entre Caraguatatuba e o destino, assim
como percorreu 700 metros de fora-de-estrada leve sem jamais tocar no solo
com outra parte que não fossem os pneus.
A outra certeza foi de que esse é um carro bastante econômico quando
dirigido em condições normais — seguindo o tráfego, sem explorar o saudável
desempenho oferecido pelo motor turbo de 1,4 litro. O A1 registrou seu
recorde de baixo consumo para o percurso de ida (220 quilômetros), dos quais
algo como 20 km foram gastos em trecho urbano, com a excepcional marca de
15,2 km/l de gasolina. Marca essa obtida sem que o motorista abdicasse nem
dos limites máximos das rodovias percorridas, nem do ar-condicionado ligado
durante todo o percurso, que inclusive teve chuva em seu terço final.
Em viagens anteriores realizadas nesse mesmo percurso, jamais conseguimos
ver nada melhor que 14 km/l, o que ratifica a tecnologia empregada nesse
motor, na qual se destacam alguns itens. O primeiro deles é a moderna
alimentação TFSI, com injeção direta, que
oferece um melhor aproveitamento da mistura ar-combustível injetada sob alta
pressão diretamente nas câmaras de combustão.
Outra "pérola" técnica desse Audi é o câmbio automatizado S-Tronic de sete
marchas e dupla embreagem, capaz de
conciliar o conforto do câmbio automático tradicional com uma eficiência
superior até mesmo à da caixa manual. Motor eficiente, transmissão idem,
pequena área frontal, capricho aerodinâmico — e o resultado só poderia ser
um consumo parco, mesmo bebendo nossa gasolina aditivada, de 95
octanas RON. Arriscamos que esses 15,2 km/l
poderiam ser mais de 16 km/l se o A1 estivesse abastecido com uma gasolina
premium (98 octanas) ou com a Podium da Petrobras (102).
Sobre o tema, vale comentar que logo no início do teste consultamos a Audi
sobre que gasolina usar no A1, uma vez que junto ao manual do proprietário
encontramos folheto divulgando a gasolina BR Podium. A resposta foi que
poderíamos usar qualquer uma delas sem problema, mas que o máximo da
eficácia (em termos de potência e economia) só seria alcançada com gasolina
de alta octanagem como as citadas. Contudo, mesmo usando a aditivada, jamais
verificamos as indesejadas detonações, pelo
que optamos por manter o teste com ela.
Voltando ao fim de semana praiano, necessário ressaltar que o comentário
positivo sobre o A1 em regime de plena carga não implica imaginar que os
passageiros do banco traseiro estavam confortáveis: as duas crianças de
cerca de 10 anos de idade reclamaram do assento duro... Todavia, essa foi a
única nota negativa da viagem. Já a volta, serra do mar acima, não teve
(como de hábito) estrada livre como na descida.
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