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O trecho
sinuoso da viagem a Amparo foi ideal para pôr a
estabilidade do A1 à prova; Paulo definiu o Audi como
"um carrinho divertidíssimo" |
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A atuação irrepreensível do
câmbio S-Tronic foi o ponto mais elogiado; o colaborador notou um
acabamento cuidadoso em todos os detalhes |
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25 dias |
3.902 km |
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Distância em cidade |
1.022 km |
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Distância em estrada |
2.880 km |
| Tempo
ao volante* |
89h 01min |
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Velocidade média* |
44 km/h |
| Consumo
médio (gasolina) |
12,1 km/l |
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Melhor marca média |
14,7 km/l |
| Pior
marca média |
6,1 km/l |
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*Indicações do
computador de bordo |
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Atualização de 10/4/12
Existem
trajetos que já são tradicionais para os carros de Um Mês ao Volante,
como as viagens a Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, e a Amparo, no
interior paulista. O Audi A1 não poderia fugir à regra e, assim, Paulo de
Araújo aproveitou o feriado da Semana Santa para rumar para Amparo com dois
a bordo e, no banco traseiro rebatido, uma seleção de instrumentos musicais.
No trajeto de cerca de 160 quilômetros para chegar à casa de campo, Paulo
tem seu melhor "campo de provas", pois habituado ao percurso há mais de três
décadas.
Estava ansioso o colaborador por levar o A1 para esse confronto, uma vez que
o trecho final, feito de muitas curvas de todos os tipos em asfalto
razoável, permitiria sentir o carro sem grandes riscos. Já se entrevia o
potencial do pequeno Audi nesse tipo de trajeto tortuoso por conta de sua
agilidade, poder de reaceleração e bons freios.
E não deu outra: "Parecia que eu estava em um pequeno TT", começa Paulo,
aludindo ao esportivo da marca alemã que teve a oportunidade de dirigir
recentemente, "pois o A1 também é rápido nas acelerações e não deixa
qualquer dúvida sobre seu pedigree esportivo. É claro que não é um carro
para a família. Fica, na verdade, em um meio-termo. Não é um puro carro
esporte, mas não deixa de ter um tempero. Não é um carro para a família, mas
se presta ao uso urbano caso o banco traseiro seja dedicado a crianças.
Diverte quase como um TT numa estradinha de montanha, mas é versátil para um
uso mais plural".
A estética do A1 agradou ao motorista, que apontou elementos marcantes como
a frente "nervosa" por conta dos faróis e a traseira arredondada, bastante
característica do modelo, que lhe dá personalidade própria face a outros
Audis. Internamente o A1 também lhe impressionou bem, por conta da
sobriedade do painel, definido como "sem frescuras". Ainda falando do
interior, o colaborador elogiou a excelente
ergonomia do A1, com ótimos bancos dianteiros e comandos bem situados:
mesmo após longo trajeto, o carro não cansa seu motorista. Mas o passageiro,
comentou Paulo, "se sentiu em posição 'engessada', sem muita mobilidade, por
conta do pequeno espaço e do console central, que prejudica bastante a
possibilidade de movimentar as pernas lateralmente".
O colaborador faz questão de frisar que nessa condição de sua viagem, apenas
com dois adultos, a capacidade do A1 em levar bagagem volumosa foi muito
boa: "Rebater os bancos e retirar a cobertura do porta-malas é uma
experiência que transmite muito acerca da qualidade construtiva desse carro.
Aliás, olhar sob a tampa do porta-malas também. O carro ser bem-acabado onde
se vê é obrigação, mas onde não se vê, ou se olha mais raramente, é sinal de
capricho. E o A1 é assim, caprichado. Dobradiças, molduras, soldas,
encaixes: tudo agrada, nada é 'matado', com cara de que a opção foi
baratear".
Se já estava empolgado com aspectos estáticos, falar sobre como o A1 se
comporta dinamicamente faz o rosto do motorista se iluminar: "É um carrinho
e tanto, divertidíssimo. E o câmbio, então, o que é aquilo? Se não é
perfeito, está quase lá. Arrisco dizer que esse câmbio de
dupla embreagem entende o que queremos
fazer. Ele pensa e intui o que vamos querer que ele faça", diz Paulo, rindo.
Ele explica melhor a ideia: "Muito se fala de câmbios adaptativos, que
funcionam de acordo com a tocada de seu motorista, mas a coisa é meio vaga,
não dá para perceber 100%. Nesse Audi não é assim. Andando devagar, ele vai
passando as marchas bem cedo, sem deixar o motor subir de giros. Na estrada,
quando percebeu que era hora de diversão, da tocada esportiva, funcionou
perfeitamente, mesmo sem eu acionar o modo esportivo pela posição 'S' da
alavanca ou usar a seleção manual. É, para mim, o ponto alto desse carro. Em
segundo lugar elegeria o acerto de suspensões e freios. Ele é firme, sem ser
duro nem áspero, e a frenagem é potente na medida".
Questionado sobre o motor turbo de 1,4 litro e 122 cv, Paulo considerou ser
sua maior qualidade a economia de combustível: "Não é fraco, mas também não
é nenhuma usina de poder. Diria que é certo para o carro, que todavia
poderia ter até 200 cv sem que isso colocasse em crise seu conjunto
dinâmico. Como é, o A1 exalta o aspecto da economia. Minha marca de 13,5
km/l na viagem completa, ida e volta, foi feita usando bem o acelerador em
alguns trechos. Creio que daria para fazer esse mesmo trajeto com um
registro de 15 km/l, o que é excepcional".
Compraria um A1? Paulo não titubeou: "Pela sua excelência mecânica e o
comportamento brilhante em termos dinâmicos, com certeza compraria. Mas não
com esses opcionais todos que o encarecem em mais de R$ 20 mil. O teto solar
é legal, mas dispensável, e o som Bose estupendo, assim como o sistema MMI
que integra telefone, informações, ajustes na tela do topo do painel. Mas
abriria mão disso tudo e compraria a versão 'seca', que vem com o que mais
me interessou: o câmbio, o acerto de chassi e o motor econômico e
'espertinho', que resultam em um dos carros mais divertidos que já dirigi na
vida. Na verdade, um carro desse deveria custar entre 50 e 60 mil, assim
como um Uno e um Gol deveriam custar de 15 a 20, no máximo. Mas estamos no
Brasil...".
Para a semana, o A1 passa a um uso misto nas mãos do editor Fabrício Samahá,
que nos conta o que achou neste sábado.
Texto: Roberto Agresti - Fotos: Paulo de
Araújo
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