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Em quase 1.400 km no fim de semana, Marcos Moretti comprovou que o A1 oferece esportividade, mas não só: presta-se bem a longas viagens

 
 

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Eficientes faróis, que usam xenônio em ambos os fachos, e bancos que acomodam muito bem foram elogiados; o sistema MMI recebeu críticas

 
Resumo
18 dias 2.922 km
Distância em cidade 842 km
Distância em estrada 2.080 km
Tempo ao volante* 68h 52min
Velocidade média* 42 km/h
Consumo médio (gasolina) 11,8 km/l
   Melhor marca média 14,7 km/l
   Pior marca média 6,1 km/l
*Indicações do computador de bordo
 
Ficha técnica
 
Teste do Leitor

Atualização de 3/4/12

Em nossa equipe há um colaborador que pode ser considerado o "maratonista" do time: ele é Marcos Moretti, para o qual um fim de semana pode ser sempre uma oportunidade para rumar até Itajaí, no estado de Santa Catarina, distante mais de 600 quilômetros da capital paulista, onde ele vive e trabalha.

Com o Audi A1, Marcos, uma acompanhante e alguma bagagem pegaram a estrada na sexta-feira pela manhã, sem assim enfrentar o forte congestionamento típico desse dia da semana nas saídas de São Paulo. Pela terceira vez fazendo esse trajeto com um carro de Um Mês ao Volante,  o colaborador confessou que nos primeiros quilômetros refletiu sobre as marcantes diferenças entre cada um desses carros — os outros foram Ford Ka e Fiat Freemont.

Se com o econômico Ford o motorista confirmou que os mais de mil quilômetros do trajeto não são o cenário ideal para um compacto de 1,0 litro, que se revelou desconfortável, compensando parte disso com boa economia de combustível, a viagem com o Freemont restava referência por equilibrar comodidade com razoável consumo. Para ele, a viagem com o Fiat em princípio seria imbatível pelo A1. Mas não foi assim...

Marcos revelou, surpreso, que se sentiu mais "em forma" na chegada a Itajaí com o Audi do que com o grande Fiat: "No começo achei que aquele banco justinho, até mesmo um pouco duro, viria reavivar meus problemas de coluna. Todavia, com o passar dos quilômetros, fui percebendo que facilidade de encontrar o ajuste ideal para a posição de dirigir, associada à excelente conformação do banco do Audi, fez com que não houvesse nenhuma ‘sequela’ depois de mais de sete horas ao volante".

Para o motorista, um carro como o A1 — com marcante viés esportivo, mas que oferece tamanho conforto nessa situação de viagem — foi uma revelação, acompanhada também da competência do menor dos Audis no que diz respeito a seu desempenho global: "O A1 é um carro que se ‘veste’. Passados os quilômetros iniciais, parecia que ele era meu carro há anos. Gosto de esportividade não só no visual, mas também na atitude".

Marcos explicou: "Essa viagem é marcada pelo embate entre caminhões e automóveis. Longas filas se formam, pois os motoristas dos veículos pesados não facilitam a vida de quem viaja de automóvel. É comum ver caminhões lado a lado, realizando ultrapassagens vagarosíssimas. Com o A1 e seu motor potente, associado ao câmbio 'mágico', as ultrapassagens acontecem de maneira segura e rápida. Algumas vezes optei pela troca manual, usando as aletas do volante, mas percebi que usá-las não era necessário: a resposta do câmbio ao acelerador é exata. Com certeza o ponto alto desse carro é seu conjunto motor-câmbio. Difícil fazer melhor".

Obtendo uma média de consumo de gasolina próxima dos 13 km/l na ida, Marcos considerou a marca um feito, pela quantidade de vezes que teve de explorar o acelerador do A1. Em Itajaí, o vermelhíssimo Audi chamou a atenção de quem quer que fosse pelos lugares em que passou.

Deixando de lado a aparência externa ou a eficácia dinâmica, Marcos revela que houve uma 'aresta' em seu convívio com o A1: o sistema MMI, que julgou complexo e pouco intuitivo. "Operações que costumam ser simples, para quem não tem intimidade com esse sistema, tornam-se um jogo de tentativa e erro muito chato. Há recursos infinitos para se explorar naquela tela do painel, tanto para o sistema de áudio como para o navegador, ajustes do carro e muito mais. Mas fácil de usar, não é".

A volta a São Paulo foi marcada por menos pressa e um trânsito menos pesado na estrada. Isso se fez ver claramente na checagem de consumo na chegada à capital paulista, com a excelente marca de 14,7 km/l para um trecho de mais de 500 quilômetros. E o colaborador revela que em nenhum momento deixou de andar no limite de velocidade da estrada, além de usar em 80% do trajeto o ar-condicionado ligado.

Aliás, o sistema de climatização desse Audi foi alvo de elogios por parte do motorista, da mesma forma que os faróis: "As lâmpadas de xenônio, usadas nos fachos baixo e alto, fazem a noite virar dia e transmitem muita segurança".

Ele lembra que quem comprar um A1 se verá às voltas com um típico carro de 2+2 lugares: o banco de trás é muito apertado, servindo apenas para crianças ou para adultos não muito corpulentos em pequenos deslocamentos. "Imagino que o dono de um A1 tenha que ser uma pessoa que valorize aspectos dinâmicos como aceleração, frenagem e comportamento em curva. Nisso ele é campeão. Seu conforto para quem ocupa os bancos dianteiros é ótimo, mas atrás a coisa é triste, e pequeno é também o porta-malas", explicou.

Marcos compraria um A1? "Penso que a versão de entrada, que oferece esses mesmos motor e câmbio e os vários sistemas de segurança, como diversas bolsas infláveis e controle de estabilidade, faz dele um carro sem concorrentes, que vale os R$ 89 mil cobrados. Já R$ 112 mil para a versão avaliada... acho caro demais. Mas gostei muito do A1 e o compraria, sim, se pudesse tê-lo como segundo carro, já que tenho necessidade de um automóvel maior por conta da família".

Texto e fotos: Roberto Agresti

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Data de publicação: 3/4/12

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