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Final

Foto: Inês Agresti
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O A1 foi ao litoral paulista e revelou grande estabilidade com consumo moderado; o sistema de áudio foi um dos destaques para Inês Agresti

 
 

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Dois lugares com espaço contido e acesso difícil, porta-malas para 270 litros: restrições esperadas do A1 que ganham peso por seu alto preço

 
Resumo
11 dias 1.311 km
Distância em cidade 551 km
Distância em estrada 760 km
Tempo ao volante* 40h 29min
Velocidade média* 32 km/h
Consumo médio (gasolina) 10,5 km/l
   Melhor marca média 11,8 km/l
   Pior marca média 6,1 km/l
*Indicações do computador de bordo
 
Ficha técnica
 
Teste do Leitor

Atualização de 27/3/12

Rodando pouco mais de 300 quilômetros, a colaboradora Inês Agresti conseguiu desfrutar o Audi A1 em situações bem diferentes durante seus três dias ao volante. Na sexta-feira, usou-o em um dia normal de expediente, de casa para o trabalho e vice-versa. No sábado rodou por São Paulo em roteiro que definiu como "para tirar o atraso da semana", misturando deveres, compromissos sociais e algum lazer. E no domingo, em vez de descansar como habitual, Inês resolveu aproveitar o A1 em uma pequena viagem a Santos, no litoral, com a estrita finalidade de ver como o compacto alemão se comporta na estrada.

Para ela, usuária de carros pequenos desde que foi habilitada (tem um Citroën C3 Exclusive 1,6 automático), dirigir o A1 fez sentir como se estivesse guiando um carro esporte: "A suspensão é firme, a direção muito precisa e a estabilidade fantástica. O motor responde rápido, a aceleração parece uma estilingada. Entendo que na buraqueira de São Paulo e também no calçamento do centro histórico de Santos algum desconforto surge, mas não haveria como o A1 ter esse caráter esportivo se não tivesse a suspensão assim, firme". O baixo perfil dos pneus 215/45 R 16 certamente contribui para o rodar não ser confortável.

Encantada com o desenho do pequeno Audi, a motorista comenta que, por conta de suas formas — mas também pela combinação de cores, vermelho e prata —, percebeu que muitas pessoas se viravam para olhar o A1 nas ruas. "Ele tem um estilo que agrada, é harmonioso mas sem excessos. Acho que a frente é a melhor parte e nela são os faróis o detalhe mais atraente, tanto pelo formato como por conta dos leds sempre acesos, o que é um aspecto de segurança. Gostei bastante também das luzes da cabine, iluminando as portas, o assoalho e o detalhe em volta dos alto-falantes das portas".

Ainda sobre o interior, Inês acha "importante frisar a boa ergonomia. Os comandos estão todos bem à mão e os bancos oferecem opções de regulagem amplas. Em um primeiro momento achei o carro um pouco baixo, me senti meio afundada nele, com pouca visibilidade. Mas depois 'me achei' e, mesmo ele tendo uma área envidraçada não muito ampla, me passou confiança e uma sensação de segurança bem grande".

Em seu percurso urbano, ela revelou ter ficado maravilhada com o funcionamento do câmbio automatizado S-Tronic de dupla embreagem e sete marchas. "Ele parece saber o que fazer sem precisar muito do motorista. No meu C3 tenho a impressão que o câmbio fica indeciso, enquanto que no A1 as trocas não apenas são exatas como muito rápidas, imperceptíveis. Usei-o no modo automático em mais de 90% do meu tempo ao volante. Experimentei o uso manual só por alguns instantes".

Outro ponto que surpreendeu a motorista foi o consumo, considerado baixo: "Rodei 140 km em estrada dos 315 no total. A média desse percurso todo foi de 11,4 km/l. Considerando que peguei transito ruim e que não dirigi de maneira muito econômica, abusando um pouco do acelerador, a marca é excelente. Na estrada observei o computador de bordo acusando consumos baixíssimos. Imagino que se tivesse medido apenas a viagem a Santos, ida e volta, a marca seria acima dos 15 km/l. Pensar que esse A1 gasta esse 'nadinha' de gasolina com um desempenho à prova de críticas é indicativo da tecnologia".

Para o passeio ao litoral, Inês teve dois acompanhantes que elogiaram o A1, mas observaram ser um carro com limitações no banco de trás. O problema não é o assento em si, mas entrar e sair — não muito fácil, mesmo com a ajuda dos bancos dianteiros que se deslocam para frente, movimento que exige certo vigor físico. A passageira do banco traseiro ainda observou ser um pouco claustrofóbico viajar ali, por conta dos pequenos vidros laterais e do teto baixo.

Tal situação melhora com o teto solar aberto, item que foi muito elogiado por Inês. Outro destaque foi o sistema de áudio de alta qualidade, ao passo que o ar-condicionado em um carro que custa mais de R$ 110 mil merecia, segundo a colaboradora, ter duas zonas de ajuste. Já a capacidade de bagagem (270 litros), embora modesta, não foge ao padrão dos carros compactos mais comuns.

Crítica mesmo foi direcionada ao preço que, de acordo com a motorista, deveria partir de R$ 70 mil e não de R$ 90 mil. "Nessa versão superequipada, consideraria justo pagar 90 e não 112 mil, que é um valor exagerado. Não questiono a qualidade construtiva, tampouco a tecnologia, mas não vejo luxo no A1. Os bancos são de tecido e há plásticos duros cá e lá. De chique mesmo, há apenas o som e a tela do painel com aquele monte de informações", explica a motorista.

"Ele é bom, na verdade ótimo em tudo o que tem, em especial no aspecto dinâmico", ressalva Inês, "mas é caro demais para um carro de seu tamanho. Eu compraria o A1, pois talvez o pequeno porta-malas e o espaço apertado atrás não fossem impeditivos na atual fase de minha vida, mas o preço deveria ser menor".

Texto e fotos: Roberto Agresti

 
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Data de publicação: 27/3/12

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