

O arco nas
laterais em cor contrastante chama atenção nas linhas do
A1; o câmbio automatizado de sete marchas esbanja
rapidez nas trocas |
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Sem couro, o interior é algo
simples, mas transmite qualidade e bom acabamento; forma e densidade de
espuma dos bancos trazem conforto |
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3 dias |
219 km |
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Distância em cidade |
219 km |
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Distância em estrada |
0 km |
| Tempo
ao volante* |
11h 37min |
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Velocidade média* |
19 km/h |
| Consumo
médio (gasolina) |
8,6 km/l |
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Melhor marca média |
8,6 km/l |
| Pior
marca média |
8,6 km/l |
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*Indicações do
computador de bordo |
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| MOTOR
- transversal, 4 cilindros em linha; duplo comando no cabeçote,
4 válvulas por cilindro. Diâmetro e curso: 76,5 x 75,6 mm.
Cilindrada: 1.390 cm3. Taxa de compressão: 10:1. Injeção
direta, turbocompressor e resfriador de ar. Potência máxima: 122 cv a
5.000 rpm. Torque máximo:
20,4
m.kgf de 1.500 a 4.000 rpm. |
| CÂMBIO
- manual automatizado, 7 marchas; tração dianteira. |
| FREIOS
- dianteiros a disco ventilado; traseiros a disco; antitravamento
(ABS). |
| DIREÇÃO
- de pinhão e cremalheira; assistência eletroidráulica. |
| SUSPENSÃO
- dianteira, independente McPherson; traseira, eixo de torção. |
| RODAS
- 16 pol; pneus, 215/45 R 16. |
| DIMENSÕES
- comprimento, 3,954 m; largura, 1,74 m; altura, 1,416 m;
entre-eixos, 2,469 m; capacidade do tanque, 45 l; porta-malas, 270
l; peso, 1.200 kg. |
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DESEMPENHO - velocidade
máxima, 203 km/h; aceleração
de 0 a 100 km/h, 8,9 s. |
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CONSUMO
- em cidade, 15,4 km/l, em estrada, 21,7 km/l. |
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Dados do fabricante |
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Atualização inicial - 20/3/12
Em um
fim de tarde caótico, como costumam ser as sextas-feiras na capital
paulista, colocamos as mãos em nosso Audi A1 para Um Mês ao Volante.
Tratava-se de uma estreia literal: o carro cedido marcava míseros 34 km —
que um funcionário da concessionária nos revelou ser a quilometragem média
dos Audis que chegam às mãos dos clientes, referentes à movimentação do
carro de Forest, na Bélgica, onde é fabricado, até o Brasil.
Não é comum um fabricante entregar para um teste, qualquer que seja, uma
unidade 100% nova. Todavia, tal fato foi não apenas surpreendente como
prazeroso, pois para quem gosta de automóveis a sensação de ter nas mãos um
carro onde tudo está praticamente intocado é sempre especial.
Esse A1 é o primeiro, entre os 19 carros testados durante um mês por nossa
equipe, a pertencer à florescente categoria dos compactos ditos "premium",
da qual o representante mais conhecido é o Mini. Ele é vendido no Brasil
desde maio do ano passado em versão única de motor — o 1,4-litro TFSI
turboalimentado com
injeção direta e 122 cv — e equipado com
caixa manual automatizada de sete marchas e
dupla embreagem.
Pelo preço básico de R$ 89.900, o A1 traz um equipamento de série não tão rico
quanto o valor faria esperar, o que inclui bolsas infláveis frontais,
laterais dianteiras e cortinas para a área lateral de vidros;
controle de estabilidade e tração, faróis de
xenônio em ambos os fachos, assistente para
saída em aclives, rádio/toca-CDs com MP3 e interface
Bluetooth, ar-condicionado (de ajuste
manual), computador de bordo e rodas de 16 pol com pneus 215/45.
Entre os opcionais, o pacote Conforto traz controle automático de faróis,
limpador de para-brisa e ar-condicionado;
sensores de estacionamento traseiros, retrovisor interno
fotocrômico, bancos dianteiros com ajuste em
altura, controlador de velocidade e acesso
ao interior e partida do motor por botão sem uso de chave. O grupo Competition vem
com defletores e saias, saídas de escapamento esportivas e outro acabamento
interno.
A Audi oferece ainda teto solar panorâmico, sistema de
áudio Bose, iluminação interna por leds, rodas de 17 pol e os arcos laterais
(que ligam as colunas dianteiras às traseiras) em cor que contrasta com a da
carroceria. Com tudo isso, exceto as rodas maiores, nosso carro custa R$
111.915. Caro? Sem dúvida. É o preço do prestígio das quatro argolas...
Em um trajeto de 16 quilômetros que levou 1h 15min de muito tráfego, a
primeira impressão ao volante do novo carro de Um Mês se refere
ao ajuste firme das suspensões. Com pneus Michelin Pilot Sport 3, o menor
dos Audis até que filtra razoavelmente bem as imperfeições do piso. Nada de
batidas secas ou excessiva aspereza sentida ao volante — apenas um carrinho
firme, o que combina com o visual de sua carroceria.
E o desenho do A1 é um de seus pontos altos indiscutíveis: proporções
harmoniosas imperam nesse hatchback, no qual o destaque é a frente com a
"cara de mau" definida pelos faróis e a grande grade. Outro dote do A1 é a
feliz escolha de contrastar os arcos sobre as portas com o restante da
carroceria — no caso, prata com vermelho vivo. Chama atenção.
Apesar de baixo, o A1 não é dado a ficar se esfregando nos obstáculos
citadinos, como valetas e lombadas: ponto para ele. O interior agradável
traz painel preto com alguns cromados discretos, boa ergonomia nos comandos
e bancos corretos, revestidos com um tecido cinza que fará alguns torcerem o
nariz — está disseminada entre nós a prática de usar bancos de couro. No
entanto, mesmo sem o couro a aparência interna do A1 é excelente, assim como
o conforto, obtido com conformação e densidade de espuma adequadas e farta
possibilidade de regulagens.
O câmbio automatizado de sete marchas foi outro destaque nesses quilômetros
iniciais de para-e-anda: trocas suaves, praticamente imperceptíveis, sem os
trancos e hesitações tão conhecidos nos carros nacionais com esse tipo de
caixa. A diferença está na dupla embreagem, que permite manter já engatada a
próxima marcha e reduzir em muito o tempo no qual a aceleração é
interrompida. Destaque também para o dispositivo que mantém o carro freado
por segundos quando se tira o pé do freio, para dar tempo de passar ao
acelerador sem que recue.
Durante o congestionamento, não só apreciamos a ergonomia e o sistema de
áudio, como também o MMI (Multi Media Interface),
sistema que integra os comandos de áudio, navegação e preferências de
regulagem de luzes, alarme, travas, computador de bordo e outros. Pelos
comandos no centro do painel é possível trabalhar com as diferentes opções
em uma tela retrátil. Para quem não é iniciado em Audi, o
início da operação pode ser penoso, mas quando se pega a lógica do MMI o
acesso às opções se torna relativamente fácil. Ao chegar ao
destino, o computador de bordo indicou, mesmo nessa cruel condição, a boa
média de 6,8 km/l.
No fim de semana houve a oportunidade de fazer o A1 "esticar as perninhas", ou
seja, rodar em vias mais livres e em ritmos mais agradáveis. Sempre em
cidade, o Audi fez ver uma agilidade ímpar e uma resposta aos comandos de
referência: volante rápido, câmbio suave e agilíssimo, bons freios e um acelerador que parece conectar de
maneira telepática nosso cérebro ao motor. Tudo faz prever que o pequeno
alemão fará muitos fãs entre nossa equipe. E ao cabo de pouco mais de 200 km
de uso urbano, a média de consumo (congestionamento de estreia incluso) de
8,6 km/l pode ser considerada boa.
Para a semana, o A1 enfrentará um cardápio diversificado: cidade no início
e, na quinta-feira, um rápido bate-e-volta a Parati, no litoral sul do
Rio de Janeiro. Sábado, o relato.
Texto e fotos: Roberto Agresti
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