Ótimo Editorial!
A grande deficiência do Estado é querer educar os motoristas. Não
se educa "burro velho"; educa-se uma criança e até mesmo um
adolescente, mas não um adulto. A educação cabe à família. Ao
Estado, cabe a punição. Se o risco de ceifar vidas humanas parece
não incomodar àqueles que ingerem bebidas alcoólicas e assumem a
direção, então o medo de ser autuado deve inibir a infração. A
fiscalização tem que ser intensiva e duradoura. — Bruno
Nascimento Freire de Andrade - Salvador, BA
Parabéns pela postura assumida em texto irretocável. Nessas
horas é que vemos o quão hipócritas são as autoridades ao vermos
qual sua prioridade nessa questão. Quanto à imprensa, ela só quer
vender notícia e parte dela não mede esforços para tal. Quanto a
nós, não temos saída a não ser dar a devida educação a nossos
filhos. E rezar para que nada lhes aconteça. — Francisco Vidal
Gonzalez - São Paulo, SP
Empatia (em termos de valorização à vida, do respeito ao próximo),
educação (conhecimento da máquina e das normas de trânsito),
fiscalização e aplicação efetiva das leis (que são rigorosas) é o
que falta para "domesticar" alguns "motoristas" (ou seriam
pilotos?) por aqui. Editorial bem oportuno, tendo em vista não só
os malucos pilotando carros potentes, mas também menores de idade
guiando veículos comerciais e rachas travados na contramão de
grandes e movimentadas avenidas. — Jean Dantas - Belo
Horizonte, MG
Excelente editorial. Assinaria embaixo. — Rogério Pimentel -
Guarulhos, SP
Carros potentes pilotados por gente mal educada, que dirige mal e
se comporta mal ao volante. Há de se lembrar que as ruas são ruins
e péssimas. E quando se sai de São Paulo, grande parte das pessoas
no interior do país nem cinto de segurança usa. — Edilson César
Rezende de Mello - São Paulo, SP
Um ponto que quase ninguém da imprensa aborda é a pouquíssima
oferta de alternativa ao carro nas madrugadas das cidades (pelo
menos de São Paulo). Normalmente a única alternativa é o táxi, que
em muitas regiões da capital é complicadíssimo de ser encontrado
(além do preço e da falta de segurança na rua/espera...). —
Gustavo Lazzarini - São Paulo, SP
Muita gente pensa que correr é simplesmente passar de 80 km/h.
Questões como o lugar onde se coloca alta velocidade, as condições
do veículo, a competência e consciência de quem dirige e se ele
está alcoolizado ou não são fatores que contam muito. — George
C. de Almeida - Recife, PE
A impunidade dá o sabor de emoção e a insensibilidade da
perspectiva ou execução do dano. Isso não é diferente quando se
está ao volante. — Lamark dos Reis - Pradópolis, SP
Infelizmente no Brasil seguir as regras, obedecer as leis, ainda é
ser taxado de "frouxo". Respeitar os limites de velocidade é coisa
de "barbeiro", "braço-duro", "roda presa". — Marcel Gava da
Silva - Criciúma, SC
Acredito que seja também por falta de conhecimento do carro, pois
são muito velozes. As montadoras deveriam vincular um curso de
capacitação sobre o veículo para depois fazer a entrega do mesmo
ao cliente. — Orildo Batista Pinto Junior - São Paulo, SP
Claramente o desprezo pela vida e a ausência da lei, que deveria
colocar em prisão perpétua esses assassinos, ficou demonstrado
pelo Saad, ao dizer após fugir sem prestar socorro: "Não houve
nada, esse alarde todo é por se tratar de um Porsche"! É assim que
os endinheirados do país olham os outros seres humanos. E só a Lei
severa mudaria isso. — Lucy Prado - Brasília, DF
Penso também que precisamos nos educar para exigir mais dos
produtos que compramos. Camaro Vs. Celta é injusto, é morte certa
para quem estiver no volante do popular. É capaz do importado ser
mais seguro até mesmo a 180 km/h... E que todos (países) adotem o
sistema Volvo de bafômetro, aquele em que o carro só liga se
estiver livre de álcool. — Felipe Parra - Campinas, SP
A matéria é excelente, pena que em nosso país se dá um jeito para
tudo... Devem começar a pegar mais pesado nos Governos, para que
todos juntos possamos mudar essa lei, para se dirigir embriagado e
matar alguém vá direto para a cadeia e sem fiança. —
Pedro Henrique - São Paulo, SP
Concordo quanto a necessidade de uma melhor capacitação para
motoristas em geral, porém se resume a isso. Jovens de 19 anos
também andam de Camaros, Mustangs, BMWs e etc. e mesmo assim não
há tantas mortes. — Rafael Kleinert Giovannini - São Paulo, SP
Capacitação pressupõe experiência. Assim como nos aviões não se
obtém de imediato o brevê para uma grande aeronave, entendo ser
inadequado que um jovem de 19 anos — portanto, com menos de dois
anos de habilitação no Brasil — tenha um carro da potência de um
Camaro. — Fabrício Samahá
Cuidado com os julgamentos precipitados, já
considerando o motorista do 911 um homicida e causador do
acidente. As investigações mostram claramente que a motorista do
Tucson foi que SE matou, pois tinha nada menos que 2,1g/l de
álcool no sangue. — Rômulo Passos - Salvador, BA
A meu ver, não há esse sentido de
pré-julgamento na frase. Observe que informo — mesmo em uma
descrição tão breve do acidente — que a motorista do Tucson
atravessou o sinal vermelho, aspecto importante na discussão sobre
culpabilidade. A informação da alcoolemia da motorista foi
divulgada depois da publicação do texto. Mesmo assim, opino que de
nenhuma forma haveria um acidente tão grave se o motorista do 911
viesse em velocidade compatível com a via: haveria tempo para
frear ou desviar e, se não o bastante para evitar a colisão, ao
menos o suficiente para minorar suas consequências. — FS