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Mesmo na espartana versão
básica, que podia ter motores de 1,0 e 1,6 litro, o Gol agradava pelo
projeto moderno e as evoluções construtivas



A versão Power vinha sempre
com motor 1,6 e tinha maior conteúdo; o interior da foto mostra o câmbio
automatizado e seu exclusivo volante |
Um sucesso indiscutível no mercado nacional, cuja história pregressa não
se faz necessário repetir. Esse é o Gol, carro que a Volkswagen criou
com a missão de substituir o Fusca. O êxito foi tanto que as vendas já
ultrapassaram as do "besouro" em mais de um milhão de unidades. E esse
número não para de crescer, já que desde 1987 o Gol, com suas três
gerações, ocupa a liderança do mercado.
A geração atual (terceira, e não
quinta, como muitos são levados a acreditar pela publicidade da marca)
foi lançada em junho de 2008 com as opções de motores de 1,0 e 1,6 litro
em três versões: básica 1,0 e 1,6-litro, básica com pacote Trend (que
adicionava conta-giros, faróis com duplo
refletor, chave do tipo canivete e melhorias no acabamento), também
para ambas as motorizações, e a Power 1,6-litro como versão de topo
(dotada de faróis e lanterna de neblina, direção assistida e rodas de 15
pol). Todas dispunham apenas de câmbio manual.
Os motores AP (Alta Performance), largamente empregados pela Volkswagen
em sua linha desde a década de 1980, foram abandonados no Gol e deram
lugar à unidade EA-111 de 1,6 litro, já conhecida do Polo e do Fox — a
versão 1,0 já vinha dessa família desde 1997. Chamado em sua última
evolução de VHT (Very High Torque), o motor produz 72 ou 76 cv, quando
abastecido com gasolina ou álcool (na ordem), na versão 1,0-litro e de
101 a 104 cv na versão 1,6.
Evoluções importantes marcam essa fase de nosso carro mais vendido.
Esse, sim, é um Gol realmente novo: praticamente nada dele é
compartilhado com as gerações anteriores. Derivada da plataforma PQ24,
de Fox e Polo, a arquitetura do novo Gol permitiu finalmente a adoção de
motor e câmbio em posição transversal, o que trouxe ganhos em
transmissão de potência e aproveitamento de espaço, pois parte da área
reservada ao cofre do motor passou à cabine.
Também são notórias as evoluções construtivas do modelo. Embora não
tenha sido adotado o sistema de solda a laser do Polo, por conta dos
custos, a carroceria da nova geração apresenta padrão de montagem
superior, com menor distância de encaixe das peças e melhores índices de
rigidez torcional. O resultado é uma estrutura sólida, que se traduz
também em maior durabilidade. Outros avanços se deram na suspensão
dianteira, herdada da plataforma PQ25 (lançada na Europa com o Seat
Ibiza), menos sensível às torções da carroceria em relação à dos Gols
anteriores. A suspensão traseira, no entanto, se manteve.
Seguindo a tendência do mercado brasileiro pelo uso de câmbios
automáticos e automatizados, em 2009 a
Volkswagen lançou o Gol I-Motion, sempre com motorização de 1,6-litro,
com o mesmo sistema automatizado ASG fabricado pela Magneti Marelli para
o Polo e o Fox I-Motion, que inclui a opção de trocas manuais de marchas
por aletas atrás do volante. Mesmo sem tal opcional, o ASG permite a
operação manual pela alavanca seletora.
Ainda sem muitas séries especiais, a atual geração do Gol contou, em
abril de 2010, com a edição limitada Seleção, de 3.000 unidades. Com
clara inspiração nas versões Copa do passado, o Seleção foi alusivo à
Copa do Mundo de futebol e era oferecido apenas com motor de 1,0 litro.
Também em 2010, em setembro, era lançada a versão
Rallye. Com suspensão
elevada em 28 mm e adereços de estilo semelhantes aos do CrossFox, com
um visual que sugere o uso fora-de-estrada, a nova opção da gama estava
disponível com motor 1,6 e câmbio manual ou automatizado.
"Estabilidade é seu forte"
Um aspecto que os proprietários consultados a partir da seção
Teste do Leitor apontam, e que é comum
à maioria dos donos do Gol da atual geração, é o elogio a sua
estabilidade. "É um mini-Golf: anda muito bem em descida, subida,
retomadas, rotação alta e baixa. Apesar disso, o melhor de tudo é a
estabilidade do carro, que não dobra mesmo nas curvas mais fechadas. Não
sai de frente, nem de traseira", destaca Luís Felipe M. S., de Tatuí,
SP, que possui um Gol 1,6 Power 2010. "Suspensão firme, boa
estabilidade, bom controle do carro, freios muito eficientes", confirma
Vinícius dos Santos Sanches, de Joinville, SC, proprietário de um Gol
1,0 básico 2009.
Continua |