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Ele chegou ao Brasil tímido e discreto, como um típico nipônico. Não fez
alarde e nunca foi enaltecido como "absoluto" ou "insuperável", como
algumas campanhas publicitárias dizem hoje em dia de veículos de sua
categoria. Mesmo assim, conquistou uma importante fatia de mercado em
seu segmento. É o Honda CR-V.
Hoje em sua terceira geração e às vésperas de receber a
quarta, já lançada
no exterior, o CR-V reúne características cada vez mais procuradas pelas
famílias de classe média na escolha de um carro: espaço para os
ocupantes e suas bagagens, conforto para que todos desfrutem uma viagem
agradável, silêncio ao rodar e um estilo que inspire valentia — ainda
que, na verdade, o utilitário esporte seja mais destinado a enfrentar os
desafios do trânsito urbano.
Ao contrário do que ocorre hoje, tanto a primeira quanto a segunda
geração nunca tiveram grandes volumes de vendas. Em 2000 o CR-V começou
a ser importado para o Brasil, ainda no primeiro modelo, e em 2002
chegou ao segundo. Este ficou no mercado até 2006, quando foi divulgada
a terceira geração (da qual trataremos neste Guia de Compra), que
em 2007 era trazida do Japão e um ano depois passou a ser importada do
México.
Existiram três versões do terceiro CR-V. A mais simples, LX, oferecia
bolsas infláveis dianteiras, freios a disco nas quatro rodas com sistema
antitravamento (ABS) e distribuição
eletrônica (EBD), ar-condicionado automático com dutos para os
passageiros dos bancos de trás, rádio/toca-CDs com leitor de MP3 e WMA,
travas, retrovisores e vidros com acionamento elétrico (que, como de
costume em carros de origem japonesa, só têm função um-toque para o
motorista), direção com assistência elétrica, rodas de alumínio de 17
pol e bancos traseiros com ajuste de reclinação individual.
A versão intermediária, EX, só veio para o Brasil durante o período de
importação do Japão e acrescentava bolsas infláveis laterais para o
motorista e passageiro dianteiro, bolsas infláveis do tipo cortina,
controle eletrônico de estabilidade VSA,
faróis de neblina e ar-condicionado com duas zonas de controle de
temperatura. A EX-L, que a substituiu, acrescentava apenas teto solar
com controle elétrico, revestimento interno em couro e mais alguns itens
de conveniência.
Na técnica, as versões eram praticamente iguais. Compartilhavam um motor
de 2,0 litros e quatro cilindros, cada um com quatro válvulas, dotado de
comando variável. A caixa de câmbio
também era igual, automática de cinco marchas, mas as duas versões
superiores tinham tração nas quatro rodas, com atuação automática sobre
as traseiras quando as dianteiras perdessem aderência, enquanto a LX
tinha tração apenas dianteira.
No interior, o estilo era sóbrio, mas de bom gosto. Nem de longe tão
ousado quanto o da geração do Civic vendida na mesma época, o CR-V
trazia instrumentos de fácil leitura e a alavanca de câmbio em posição
elevada, que facilitava a operação. As conveniências para os passageiros
eram várias: diversos porta-copos, porta-óculos no teto (que servia como
um espelho para monitorar o banco traseiro, muito útil quando
transportando crianças), porta-objetos com tampa deslizante entre os
bancos dianteiros, apoio de braço para os passageiros de trás.
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