Best Cars Web Site
Guia de Compra

Se beleza não é fundamental...

Clique para ampliar a imagem

Sem seduzir pelo estilo, versões hatch e sedã do Nissan Tiida têm
como atrativos a relação custo-benefício e a confiabilidade

Texto: Luiz Fernando Wernz - Fotos: divulgação

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

O Tiida hatch começou a vir do México em 2007 em duas versões, com motor de 1,8 litro e 124 cv; a SL (fotos) tinha maior conteúdo de série


 

 
Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

Ar-condicionado automático, freios antitravamento e bancos de couro vinham de série no SL; o espaço no banco traseiro era um destaque

A Nissan é uma das mais tradicionais marcas japonesas. Ao lado de Toyota, Mitsubishi e Honda, fez fama com os modelos pequenos ainda na década de 1960 e hoje produz desde veículos estritamente urbanos até veículos fora-de-estrada e superesportivos. Mundo afora, mantém a costumeira imagem de qualidade e solidez de suas conterrâneas, mas por algum motivo sempre ficou na "lanterna" no mercado brasileiro.

Em 2007 o segmento de veículos médios estava muito aquecido. Uma marca que queria ganhar mercado tinha de ter um bom representante na categoria. Assim a Nissan passou a trazer do México, em julho daquele ano, o Tiida hatchback. Ele veio em duas versões, ambas com o mesmo motor de 1,8 litro e quatro válvulas por cilindro, movido apenas a gasolina.

A versão S já vinha bem equipada: bolsas infláveis frontais, direção com assistência elétrica, ar-condicionado, ajuste de altura no volante, computador de bordo, abertura e fechamento das portas e porta-malas e acionamento do alarme pelo controle remoto, espelhos nos para-sóis, travas, vidros e retrovisores com controle elétrico, porta-luvas iluminado, repetidores laterais das luzes de direção, rodas de alumínio de 15 pol e rádio/toca-CDs com MP3 e entrada auxiliar eram itens de série. O câmbio tinha seis marchas e o único opcional era o automático de quatro marchas.

A opção SL adicionava freios com sistema antitravamento (ABS), auxílio à frenagem em emergência e distribuição eletrônica entre os eixos; faróis de neblina, revestimento de bancos e volante em couro, controlador de velocidade, mais dois alto-falantes, ar-condicionado com controle automático, banco traseiro com apoio de braço e ajustes de reclinação e distância em até 240 mm, iluminação dos espelhos dos para-sóis, detalhes diferenciados no painel e teto solar com controle elétrico.

Assim como acontecia com o sedã Sentra, o Tiida era fruto da união da Nissan com a francesa Renault. Sua plataforma era a mesma da terceira geração do Renault Clio, que não chegou ao Brasil, distinguindo-se pelo entre-eixos alongado. O trem de força, porém, era de origem japonesa. O motor tinha cabeçote e bloco feitos de alumínio e contava com variador de tempo de válvulas na admissão, obtendo potência de 124 cv e torque de 17,5 m.kgf. Apesar das qualidades, o Tiida ainda tinha um problema que o fazia cativar menos que seus concorrentes, à época, Chevrolet Astra, Fiat Stilo, Ford Focus, Peugeot 307 e VW Golf: o estilo, fator decisivo de compra num segmento cujo público-alvo é de jovens.

Deixando de lado a esportividade, com sua linha de cintura baixa e grande altura do teto, o Tiida oferecia a seus passageiros espaço interno mais generoso que o dos principais concorrentes, sobretudo na parte de trás. O porta-malas comportava de 289 a 463 litros (marca somente atingível com a regulagem de distância do banco traseiro da versão SL) e até 2.056 litros se o banco, bipartido em esquema 1/3-2/3, fosse escamoteado por inteiro.

Após quase dois anos desde o lançamento, em abril de 2009, o Tiida recebeu motor flexível em combustível, tecnologia de que a maioria de seus concorrentes já dispunha. O torque não mudou; a potência foi acrescida de apenas 1 cv com gasolina e ganhava mais 1 cv com álcool, chegando a 126 cv.

Em janeiro de 2010 o modelo recebia grade com três filetes, integrando-o à filosofia de estilo da marca, e painel de instrumentos com novas grafia e iluminação. A versão S passou a contar com regulagem de altura para o banco do motorista, mas perdeu o câmbio automático opcional. A SL ganhou rodas de alumínio de 16 pol e, quando equipada com câmbio automático, a chave inteligente I-Key — um sensor que dispensa o uso da chave para destravar e travar portas, porta-malas e acionar o motor, desde que seja detectada sua presença.

Cinco meses depois, em junho, o Tiida ganhava um irmão: o Tiida Sedan. Buscando atingir uma fatia de mercado diversa do hatch, ele chegava desprovido de diversos itens de segurança, uma discutível decisão da marca com o objetivo de reduzir o custo final e distanciá-lo do Sentra.

Avaliações - Página principal - Escreva-nos - Envie por e-mail

Data de publicação: 5/6/12

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados