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Taxa de compressão: proporção que indica quantas vezes a mistura
ar-combustível é comprimida durante a fase de compressão do motor, antes
da combustão. Em uma taxa de 11:1 (lê-se 11 para 1), por exemplo, o
volume de mistura inicial representa 11 vezes aquela da mistura já
comprimida. Uma taxa de compressão mais alta beneficia tanto o
desempenho quanto o consumo, mas pode levar a detonação;
portanto, cada motor possui seu limite prático. Em motores com
superalimentação (turbo, compressor) a taxa é necessariamente menor.
Hoje, a taxa média de motores a gasolina fica entre 10:1 e 12:1; a
álcool, entre 12:1 e 13:1; a diesel, em torno de 20:1.
Temporizador:
dispositivo que mantém em funcionamento os
controles elétricos de vidros por algum tempo (em geral
um minuto) após se desligar a ignição. O termo aplica-se
também a dispositivos similares que mantêm acesos a luz
interna ao fechar as portas ou ou os faróis do automóvel
ao piscar o facho alto, por exemplo.
Toca-MP3: sistema de áudio com capacidade para tocar arquivos de
música compactos, em formato MP3, em geral obtidos via internet ou pela
conversão de arquivos de áudio em outros formatos. A
compactação dos arquivos permite que um CD receba, em média, 10 vezes
mais músicas em MP3 que no formato convencional.
Transeixo: do inglês transaxle, diz-se de todo eixo motriz que contém a caixa de mudanças (transmissão + eixo). Pode ser traseiro ou dianteiro, mas não necessariamente acoplado ao motor. Alguns carros de motor dianteiro traziam
ou trazem conjunto câmbio-diferencial traseiro, como Alfa Romeo 1750 Berlina, Porsches 924/944, Plymouth Prowler,
Chevrolet Corvette e Maserati Coupé/Spyder.
Transmissão continuamente variável, CVT: possui
uma correia que liga duas polias de larguras variáveis. À medida em
que as laterais de uma polia se afastam, a correia afunda em seu sulco;
com as laterais mais próximas, ela corre superficialmente. Com
movimentos contínuos e opostos (uma se abrindo, a outra se fechando),
as polias alteram sensivelmente a relação de transmissão, como se
houvessem marchas infinitas. Saiba mais.
Trem de engrenagens epicicloidais: sistema de engrenagens
constituído de uma engrenagem central (solar), por sua vez engrenada a
uma coroa com dentes internos, mediante um trem contendo engrenagens
chamadas planetárias. Dependendo de qual dos
três elementos
— solar, planetárias e coroa
— seja imobilizado, a
saída resultante ocorre sob diferentes relações de transmissão: de
redução a multiplicação, e inversão (ré).
Tucho hidráulico: consiste de um pequeno pistão dentro de um
cilindro que é acionado pelo óleo do motor, o que resulta em contato
permanente com o ressalto do comando. As vantagens são ausência de
folga, funcionamento mais silencioso do motor e dispensa de verificação
periódica da folga de válvulas. O tucho convencional (chamado
erroneamente de mecânico, pois é apenas sólido) tem como vantagem ser
mais adequado a altas rotações quando o comando de válvulas fica no
bloco, principal razão de seu emprego no famoso motor 250-S do Chevrolet
Opala (o tucho hidráulico era usado na versão mais "mansa" desse motor,
a 250).
Turbocompressor: sistema de superalimentação (em que o ar é
forçado para dentro dos cilindros, em vez de apenas aspirado pelo
movimento dos pistões) que usa uma turbina e um compressor. A pressão
dos gases de escapamento faz girar a turbina, cujo movimento é
transmitido por um eixo ao compressor. Um motor com turbo obtém
potência específica em média 50% mais alta que
a de um equivalente com aspiração natural.
Turbocompressor de duplo fluxo: esse tipo de turbo tem a entrada da turbina (parte quente)
dividida em duas, separando o fluxo de cilindros que têm tempo
de ignição cruzado, o que reduz a pressão contrária à exaustão
dos cilindros. Uma das vantagens é a aceleração mais rápida da
turbina, pois todos os cilindros a acionam, o que tende a
melhorar a resposta em baixa rotação.
Turbocompressor de geometria variável: tipo de turbo que utiliza
palhetas móveis na turbina, cuja geometria se modifica em função do
regime de giros e da pressão de superalimentação. Com rotação e
pressão baixas, as palhetas têm reduzida área de passagem dos gases,
o que aumenta a velocidade desses gases: isso acelera o compressor, como
se o turbo fosse de menor porte. À medida em que sobem os giros e a
pressão do turbo, a posição das palhetas é controlada, aumentando-se
a área de passagem dos gases e evitando que o fluxo seja ainda mais
acelerado — nesse momento, é como se o turbo fosse de grande
capacidade.
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