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O acabamento, entretanto, deixava a desejar. Os primeiros carros produziam excessivo ruído de vento, tinham má vedação contra poeira e água e fechamento deficiente do capô, apesar do duplo fecho (e não havia comando interno da trava, facilitando furtos ou vandalismo). Nas rodas, uma curiosidade: como o manual alertava, as roscas das porcas eram esquerdas, isto é, soltavam-se no sentido oposto ao usual. Mas não havia indicação de que isso só acontecia nas rodas esquerdas, sendo as direitas convencionais... |
| O desempenho dos 198 cv brutos logo agradou, mas havia críticas à suspensão dura, acabamento precário e freios apenas a tambor |
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Apesar do acabamento, o
carro entusiasmou pelo desempenho. Era fácil gostar do Dart à primeira
vista, por suas linhas retas com cantos vivos, grade larga e bem
desenhada e pela traseira com vidro côncavo, que parecia encravado na
carroçaria. Os passageiros sentavam-se confortavelmente e a bagagem de
cinco ou mesmo seis pessoas cabia no amplo porta-malas. |
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Se o consumo de 4 a 5 km/l ainda não incomodava, a autonomia sim: o tanque comportava apenas 62 litros de gasolina |
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O mais potente Quanto à mecânica, nosso primeiro Dodge impressionava por ter o motor mais potente entre os carros nacionais fabricados até então. Alcançava velocidade acima dos 170 km/h, acelerando de 0 a 100 km/h em apenas 12 segundos, e o grande torque (41,5 m.kgf a 2.400 rpm, brutos) facilitava as ultrapassagens. Outro fator positivo evidenciou-se com o tempo: o motor revelou-se um dos mais duráveis e robustos do mercado. Continua |
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