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Carros do Passado

O acabamento, entretanto, deixava a desejar. Os primeiros carros produziam excessivo ruído de vento, tinham má vedação contra poeira e água e fechamento deficiente do capô, apesar do duplo fecho (e não havia comando interno da trava, facilitando furtos ou vandalismo). Nas rodas, uma curiosidade: como o manual alertava, as roscas das porcas eram esquerdas, isto é, soltavam-se no sentido oposto ao usual. Mas não havia indicação de que isso só acontecia nas rodas esquerdas, sendo as direitas convencionais...

O desempenho dos 198 cv brutos logo agradou, mas havia críticas à suspensão dura, acabamento precário e freios apenas a tambor

Apesar do acabamento, o carro entusiasmou pelo desempenho. Era fácil gostar do Dart à primeira vista, por suas linhas retas com cantos vivos, grade larga e bem desenhada e pela traseira com vidro côncavo, que parecia encravado na carroçaria. Os passageiros sentavam-se confortavelmente e a bagagem de cinco ou mesmo seis pessoas cabia no amplo porta-malas.

Dois detalhes decepcionavam um pouco: o espaço interno não era tão grande como o aspecto do carro fazia supor, e o conforto dos passageiros era algo prejudicado pela suspensão dura. Mas esta representava uma vantagem em termos de estabilidade: o Dart comportava-se muito bem nas curvas em relação a seu tamanho, sobretudo com o estabilizador dianteiro, opcional.

Se o consumo de 4 a 5 km/l ainda não incomodava, a autonomia sim: o tanque comportava apenas 62 litros de gasolina

O mais potente   Quanto à mecânica, nosso primeiro Dodge impressionava por ter o motor mais potente entre os carros nacionais fabricados até então. Alcançava velocidade acima dos 170 km/h, acelerando de 0 a 100 km/h em apenas 12 segundos, e o grande torque (41,5 m.kgf a 2.400 rpm, brutos) facilitava as ultrapassagens. Outro fator positivo evidenciou-se com o tempo: o motor revelou-se um dos mais duráveis e robustos do mercado. Continua

O Dart nos Estados Unidos

O Dodge Dart havia surgido nos Estados Unidos em 1960 (acima), com tamanho considerado médio e opção de motores seis-cilindros de 3,7 litros e V8 de 5,2 e 5,9 litros. O motor intermediário, de 318 pol3, desenvolvia 250 cv brutos e daria origem ao do modelo brasileiro.

Praticamente a cada ano recebia ligeiras alterações de estilo, enquanto os motores diminuíam, em 1965, para 2,8 e 4,5 litros.

Em 1967 (acima) assumia as formas com que chegaria aqui. Dois grandes V8, o 340 de 5,6 litros e o 383 de 6,3 litros, vinham no Dart GT Sport para 1968, ao lado do conhecido 318 em outras versões.

A linha 1969 incluía cupês (com as colunas traseiras alongadas, como em nosso Charger R/T), sedãs e os esportivos GT e Swinger. Já em 1970 o carro era remodelado, perdendo a semelhança com o nacional. Seu último ano de produção foi 1975 (abaixo).

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