por Iran Cartaxo Chevette 76 quer 250 km/h; motor
Rodrigo Xavier |
Muitos adeptos de preparação, ao verem alguém com os projetos deste leitor, ficam se indagando: "O que leva alguém a querer investir em um velho Chevette? Não seria muito melhor pegar este dinheiro e comprar um carro moderno e potente?" Mas quem indaga algo assim não imagina o tanto que a paixão permeia o mundo da preparação. Acreditem, o atual proprietário deste pacato Chevette 1,4 possuía um Omega CD e iria prepará-lo -- e resolveu trocá-lo pelo Chevette. O caso aqui realmente não é dinheiro, dificuldade técnica ou qualquer outro fator racional. Talvez ele esteja pensando que seja muito mais divertido assustar outros proprietários de carrões -- como o próprio Omega -- com um "lobo em pele de cordeiro". Ou o Chevette pode ter sido o primeiro carro que ele se recorda quando criança. Não se sabe, mas que a questão é emocional, não há dúvida. E neste caso a preparação pode fazer muito para tornar o Chevettinho bem mais emocionante. |
As curvas de potência (as mais altas) e de torque estimadas para o Chevette 1,4 original (em azul); com turbo (em verde); e com motor GM 2,4 Família II (em vermelho) |
![]() |
O motor
original não é um bom campo para trabalho: de projeto
antigo, cilindrada pequena e pouca durabilidade se
comparado aos motores modernos ou maiores, realmente não
renderá muito preparado. Como o regime de giros já é
bastante elevado para a configuração de projeto
original -- a potência máxima ocorre a 5.800 rpm,
normal para hoje, mas elevada para a época --, a preparação
aspirada (que em geral eleva os regimes de trabalho) é
pouco recomendada, até porque acentuará a sensação de
motor fraco que o baixo volume do motor propicia. |
|
As curvas de potência (as mais altas) e de torque estimadas para o Chevette com motor GM 2,4 Família II (em azul); com o mesmo motor e preparação aspirada (em verde); e com turbo a 0,8 kg/cm2 (em vermelho) |
| Vamos colocar as características de rendimento de ambos os motores para evidenciar esta diferença: | |||||||||
|
|||||||||
Observando-se
os regimes, parecem ser motores iguais: as rotações são
as mesmas e as curvas de torque e potência têm forma
semelhante -- a de torque é bem plana, e a de potência,
de curvatura positiva bem acentuada. Isso quer dizer que
ambos os motores transmitem sensação de força e exigem
poucas trocas de marcha durante a direção. Mas a
modernidade do Família II lhe confere rendimento muito
maior: 52% a mais de potência e 30% a mais em torque,
nos mesmos regimes de rotação e com uma cilindrada 100
cm3 menor. |
Consultório de Preparação - Página principal - e-mail © Copyright 2001 - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados |
|