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Carros do Passado

A Fiat italiana havia apresentado, meses antes, o sedã médio que substituía o Tempra no mercado europeu: o Marea, em versões quatro-portas e perua Weekend, baseado nos hatchbacks Brava e Bravo lançados em 1995. No Brasil começavam os rumores de que o novo carro seria fabricado em Betim, embora a marca garantisse que isso não aconteceria antes de 1999.

O mais sofisticado Tempra: o Stile de 1997, com opção até de bancos de couro bege. O motor turbo logo deixaria de ser oferecido, um dos sinais de que o fim estava próximo

Para tentar uma sobrevida ao Tempra, novas alterações eram introduzidas no modelo 1998. Na suspensão dianteira o estabilizador era desacoplado do braço transversal, por meio de hastes tipo biela ligando-o às colunas de suspensão, o que melhorava o comportamento dinâmico e reduzia a transmissão de impactos. Pouco depois viriam suas derradeiras mudanças de estilo.

Pára-choques inspirados no Palio, na cor da carroceria, vinham acompanhados de nova grade, rádio/toca-fitas incorporado ao painel e outro grafismo dos instrumentos. As versões agora se resumiam a Tempra 8V (oficializando a denominação já usada pelo mercado) e 16V, sem distinção de acabamento, nem opção de turbo. Era um prenúncio do fim.

De fato não se esperava uma reforma estética do Tempra em 1998, meses antes da chegada do Marea. Sua retirada de produção, porém, foi uma (má) surpresa bem maior para os milhares de admiradores

Já em maio de 1998 o Marea chegava ao mercado nacional. Trazia estilo bem mais moderno, embora muitos nunca o tenham aceito em substituição ao Tempra, e novos itens de conforto, apesar de perder o retrovisor interno fotocrômico, ajuste elétrico dos bancos e computador de bordo, os dois últimos até hoje não oferecidos. A mecânica evoluída, com cinco cilindros, teve a potência variando desde então entre 127 e 182 cv, esta no Turbo.

A oferta de um Marea mais simples e barato (o SX, no final do ano) representou o golpe definitivo para o Tempra, que saía de produção em 30 de novembro de 1998 com um total de 204.795 unidades. Houve até uma tentativa entre fãs de convencer a Fiat a mantê-lo no mercado, mas sem sucesso. Esse grande marco para a marca ítalo-mineira passava à galeria dos fora-de-linha, deixando certamente saudades em seus milhares de apreciadores.

Ficha técnica
_ Ouro (1992) 16V (1993) Turbo (1995)
MOTOR
Posição e cilindros transversal, 4 em linha
Comando e válv. por cilindro duplo no cabeçote, 2 duplo no cabeçote, 4 duplo no cabeçote, 2
Diâmetro e curso 84 x 90 mm
Cilindrada 1.995 cm3
Taxa de compressão 8,7:1 9,5:1 8:1
Potência máxima 99 cv a
5.250 rpm
127 cv a
5.750 rpm
165 cv a
5.250 rpm
Torque máximo 16,4 m.kgf a
3.000 rpm
18,4 m.kgf a
4.750 rpm
26,5 m.kgf a
3.000 rpm
Alimentação Carburador de corpo duplo Injeção multiponto Injeção multiponto e turbocompr.
CÂMBIO
Marchas e tração 5 / dianteira
FREIOS
Dianteiros e traseiros a disco ventilado / a tambor a disco ventilado / a disco / antitravamento
DIREÇÃO
Assistência hidráulica
SUSPENSÃO
Dianteira e traseira independente, McPherson
RODAS
Pneus 195/60 R 14
DIMENSÕES
Comprimento / largura 4,354 m / 1,695 m
Entreeixos 2,543 m
Tanque / porta-malas 70 l / 552 l
Peso 1.200 kg 1.260 kg 1.275 kg
DESEMPENHO E CONSUMO
Velocidade máxima 180 km/h 202 km/h 220 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h 12,28 s 9,8 s 8,2 s
Consumo em cidade 8,1 km/l 8,8 km/l ND
Consumo em estrada 13,6 km/l 12,9 km/l ND
Dados do fabricante; ND = não disponível

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