A última versão do Kadett: GLS 2,0 com aerofólio, rodas de 14 pol e câmbio de relações curtas. Em setembro de 1998 ele abria caminho para o Astra de segunda geração

Para o consumidor, o GLS trazia a vantagem de não ser enquadrado como esportivo pelas companhias de seguro, o que onerava a versão anterior -- como se um aerofólio mudasse o perfil de utilização do carro... E, de qualquer modo, o item seria inserido novamente no modelo 1998, em que o GLS passava a ser a única opção. A Ipanema deixava o mercado, substituída em parte pela Corsa Wagon. Como a Omega Suprema também era descontinuada, a marca ficaria quase de fora do segmento de peruas -- até hoje.

Um Kadett ainda em produção: o Cielo, modelo de quatro portas que a coreana Daewoo fabrica no Uzbequistão

Nessa época -- setembro de 1997 -- os europeus conheciam, no Salão de Frankfurt, o Astra de segunda geração e a GM anunciava sua breve fabricação no Brasil, para aposentar o Kadett e apagar a má imagem da curta importação do modelo anterior. O carrinho de nome militar ficou em nosso mercado até setembro de 1998, embora permaneça em alguns países (leia abaixo). Até hoje, muitos lamentam que o robusto e eficiente Kadett pertença ao passado.

Pelo mundo afora
O Kadett C já era um carro mundial, com versões nos Estados Unidos (Chevrolet Chevette, como aqui, mas de estilo diverso), Inglaterra (Vauxhall Chevette), Japão (Isuzu Gemini) e Austrália (Holden Gemini). Mas na geração E essa característica se acentuou, pois ele atingiu mercados asiáticos até então inexplorados.



A responsável foi a Daewoo, que firmou parceria com a Opel e produziu por muito tempo, na Coréia do Sul, as versões de três, quatro e cinco portas, com variados nomes: Racer, Cielo, Nexia (acima), Le Mans. Reestilizados ao gosto oriental, chegaram também à América do Sul: na Argentina e no Uruguai não é difícil ver esses primos asiáticos do Kadett.



O motor é sempre de 1,5 litro, com oito válvulas (75 cv) ou 16 (90 cv), e em função dos volumosos pára-choques o comprimento chega a 4,48 metros no três-volumes (4,26 m no hatch), mantendo o entreeixos de 2,52 m.



Coube à marca coreana recolocar o carro no exigente mercado dos EUA, onde a Buick havia vendido Kadetts da Opel no final dos anos 60. Lançado em 1988 com os emblemas de uma marca bem americana, o Pontiac LeMans (demais fotos) era um Kadett de três ou quatro portas com motor 1,6-litro de 74 cv, câmbio automático ou manual e poucas diferenças de estilo para o modelo alemão ou o brasileiro. Durante cinco anos concorreu lá com modelos como Hyundai Excel, Ford Escort e o Volkswagen Fox, que era nosso Voyage.



Encerrada na Coréia em 1996, a produção desses Daewoos foi transferida para o leste europeu -- na Polônia, Romênia e Uzbequistão, um dos países da antiga União Soviética. Ironia do destino: o Kadett permanece vivo na mesma região -- da URSS -- onde foi produzido por nove anos, logo após a Segunda Guerra Mundial.

Ficha técnica
_ Kadett GS 2,0 álcool (1989) Kadett GSi 2,0 gas. (1992) Ipanema GL 2,0 gas. (1996)
MOTOR
Posição e cilindros transversal, 4 em linha
Comando e válv. por cilindro no cabeçote, 2
Diâmetro e curso 86 x 86 mm
Cilindrada 1.998 cm3
Taxa de compressão 12:1 9,2:1
Potência máxima 110 cv a
5.600 rpm
121 cv a
5.400 rpm
110 cv a
5.600 rpm
Torque máximo 17,3 m.kgf a
3.000 rpm
17,6 m.kgf a
3.000 rpm
16,6 m.kgf a
3.200 rpm
Alimentação Carburador de corpo duplo Injeção multiponto Injeção monoponto
CÂMBIO
Marchas e tração 5, dianteira
FREIOS
Dianteiros e traseiros a disco ventilado / a tambor
DIREÇÃO
Assistência hidráulica
RODAS
Pneus 185/60 R 14 H 185/65 R 14 H 185/70 R 13 T
DIMENSÕES
Comprimento 3,998 m 4,34 m
Entreeixos 2,52 m
Peso 1.075 kg 1.075 kg 1.060 kg
DESEMPENHO
Velocidade máxima 180 km/h 190 km/h 180 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h 10,5 s 10 s 11,5 s

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