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Carros do Passado

O eterno topo-de-linha

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Para muitos, o Ford Galaxie/Landau jamais terá
sucessor em sua exuberância de espaço e requinte

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Pergunte a um grupo de conhecedores que carro nacional deveria receber o título de "topo-de-linha de todos os tempos", e o resultado tem grande chance de recair no Ford Galaxie/Landau. O sedã de origem americana, lançado em 1966 e produzido até 1983, marcou época como poucos automóveis brasileiros.

O primeiro Galaxie foi introduzido nos Estados Unidos em 1959 como o Ford de grande porte. Seis modelos compunham a linha, com destaque para o conversível Skyliner, cujo teto rígido em 60 segundos alojava-se no porta-malas. Como todo americano da época, ostentava muitos ornamentos cromados e aletas ("rabos de peixe") nos pára-lamas traseiros.

O primeiro Galaxie surgiu nos Estados Unidos em 1959. Suas linhas seguiam tendências da época, como o pára-brisa bastante envolvente e aletas nos pára-lamas traseiros

As opções de motores passavam por um seis-cilindros de 3,65 litros, o V8 de 4,8 litros e o V8 de 5,7 litros, com até 300 cv. Tratava-se de potência bruta, como todas as citadas neste artigo. Como os motores americanos daquela época raramente passavam de 40 cv líquidos por litro de potência específica, não é exagero estimar 228-230 cv "atuais" para este último, cerca de 25% a menos.

O modelo 1960 crescia e ganhava faróis integrados à grade. O cupê Starliner e sua versão conversível Sunliner eram as opções de topo. No ano seguinte aparecia o V8 390 (6,4 litros) de 300, 330 e 375 cv, este na opção Thunderbird Super, com carburador quádruplo. Para 1962 o 390 dava lugar ao Thunderbird 406, de 6,6 litros e potência de 385 ou 405 cv. Os motores 427 (7,0 litros) chegavam um ano depois, com a cilindrada máxima permitida nas competições da NASCAR e 410 cv. Esse ano-modelo é considerado clássico na linha, enquanto o de 1964 notabilizou-se nas pistas.

Em 1965 ele assumia as formas que veríamos aqui. O conversível era uma das 17 versões

Uma reformulação total para 1965 deu ao Galaxie as linhas com que o conhecemos no Brasil, com os característicos faróis sobrepostos. Havia 17 versões, incluindo cupê e conversível, e cinco motores, do seis-cilindros de 4,0 litros ao 427 Thunderbird High Performance, um V8 de 425 cv. No ano seguinte somava-se o V8 de 428 pol3 (leia abaixo). Essa linha foi mantida até o modelo 1967, vindo no ano seguinte uma nova geração, de estilo mais esportivo, mas que não mais ultrapassava os 360 cv. Em 1972 a Ford deixava de produzir a linha Galaxie. Continua

O desempenho do 7 Litre, o Galaxie de 425 cv
O Galaxie 7 Litre (7,0 litros de cilindrada) foi lançado nos EUA em 1966 como uma opção de carro confortável e de grande desempenho. O motor V8 de 428 pol3, derivado do 390, utilizava tuchos hidráulicos para um funcionamento silencioso, alta taxa de compressão (10,5:1) e carburação quádrupla. E esbanjava potência: 425 cv brutos, com 66,3 m.kgf de torque.

Oferecido apenas como cupê e conversível, o 7 Litre tinha o mesmo interior do Galaxie 500 XL, incluindo opções de ajuste elétrico do banco do motorista, controlador de velocidade, rádio e toca-fitas. O acabamento externo dispensava parte dos cromados, os pneus eram largos 8,15-15 e havia escolha entre câmbio manual de quatro marchas e automático de três. Apenas 11 mil foram vendidos em 1966, ou seja, modestos 4% dos 269 mil Galaxies 500 daquele ano.

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Data de publicação deste artigo: 5/10/02

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