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Escort, um sucesso mundial

Escort RS 2000 europeu, 1995

Depois de quatro gerações e 20 milhões produzidos, o
médio da Ford manteve admiradores mundo afora

Texto: Fabrício Samahá - Colaboração: Bob Sharp - Fotos: divulgação

Na segunda metade da década de 60, a Ford da Inglaterra -- sempre um forte mercado para a marca -- precisava de um sucessor para o compacto Anglia. As unidades inglesa e alemã, até então independentes, decidiram unir esforços para um projeto em comum.

Em novembro de 1967 começava sua produção em Halewood, no Reino Unido, e em Colônia, Alemanha. E em 17 de janeiro do ano seguinte era lançado o Escort (acompanhante em inglês), "o carro pequeno que não é um", segundo sua publicidade. Suas linhas eram simples e arredondadas, com faróis redondos nas versões de entrada e retangulares nas superiores.

O primeiro Escort, em 1968: duas portas, tração traseira, motores de 1,1 e 1,3 litro

As primeiras versões eram sedãs de duas portas, com tração traseira, câmbio de quatro marchas e motor de 1,1 (45 cv) e 1,3 litro (52 cv). Era o veterano Kent de comando no bloco e fluxo cruzado, do qual derivou o Endura de nossos Ka e Fiesta. Na versão GT o 1,3 passava a 64 cv e havia freios a disco dianteiros. A direção de pinhão e cremalheira era novidade na marca, mas as suspensões seguiam o "velho" conceito de McPherson à frente -- a Ford alemã fora pioneira nesta suspensão, no Consul 1951 -- e eixo rígido com molas semi-elíticas atrás.

O diminuto Mini Cooper (saiba mais) fazia grande sucesso nas pistas e a alternativa da Ford fora o sedã Cortina com motor Lotus 1,6 de duplo comando no cabeçote. Esse propulsor passou ao esportivo Escort Twin Cam, que inaugurou sua tradição em competições: com ele Roger Clark venceu o primeiro Rali Internacional no circuito da Irlanda, em 1968.

A Cosworth fornecia o motor 1,6 de 16 válvulas do RS 1600, acima: 120 cv. À esquerda o RS 2000, lançado em 1973: já na primeira geração o Escort firmava-se entre os esportivos pequenos

Versões quatro-portas, perua três-portas e furgão chegavam em 1969, seguidas pelos esportivos RS 1600 e Mexico. O RS (Rallye Sport, sigla que a Ford nunca mais abandonaria) tinha motor Cosworth de 1,6 litro, 16 válvulas -- primazia na marca -- e 120 cv a 6.500 rpm de potência. A cilindrada chegaria a 2,0 litros em versões posteriores de competição.

Montado em Essex, na Inglaterra, era vendido em concessionárias específicas. Já o Mexico, homenagem à vitória do carro no rali Londres-México, mantinha o comando no bloco e as oito válvulas, oferecendo estilo esportivo a preço mais acessível. Em outubro de 1971 era atingido o primeiro milhão de Escorts, e em junho de 1973 nascia o RS 2000.

Mais espaço, melhor comportamento e a chegada da versão Ghia marcaram a segunda geração ou Mark II, em 1975

Em fevereiro de 1975 chegava a segunda geração (Mark II), aprimorada no comportamento dinâmico, espaço interno, ergonomia e visibilidade. A perua conservava a antiga carroceria, reestilizada. Surgia a versão de luxo Ghia, com motor 1,6 de 84 cv, e o esportivo México trazia comando no cabeçote, 95 cv e bancos dianteiros Recaro. Já em maio o Escort era o carro mais vendido da Europa. Continua

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