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Aconteceu então o primeiro recall no país de que se tem notícia: a Ford convocou 65 mil proprietários do carro para realizar, gratuitamente, a correção do problema. A operação resumia-se em adotar uma altura média da caixa de direção e fixá-la definitivamente aí. No afã de uma precisa geometria dianteira, a Renault havia incorporado o ajuste de altura deste componente em função da altura do veículo em relação ao solo, o que requeria conhecimento e algum cálculo, e a rede de assistência técnica não estava preparada. |
| O cupê, lançado em 1969 (aqui um modelo '72), tinha perfil de capota diverso do sedã, conferindo esportividade. Fez tanto sucesso que o quatro-portas desapareceu na geração Corcel II | ![]() |
| Corrigido o mal, em 1971,
o Corcel voltou a ser o maior sucesso de vendas da Ford
brasileira. Alias, sempre o foi até o final de sua produção
-- mesmo não sendo um Ford autêntico. Na França, o Renault R12 era lançado dois anos mais tarde, em 1970, e tinha versões quatro-portas e perua de cinco portas. No Brasil, além da primeira versão sedã de quatro portas, viria logo em seguida o cupê (1969), de enorme sucesso, e a perua Belina de apenas três portas. Nosso Corcel fez sucesso em todas as classes sociais. Seja como principal carro da família (a Belina), segundo carro (cupê), táxi (quatro-portas) e carro dos jovens adolescentes esportistas -- a versão GT. O cupê era realmente simpático. O entreeixos não havia sido alterado, mas a coluna traseira tinha ligeira inclinação, descendo suavemente até a tampa do porta-malas. Os vidros laterais traseiros baixavam. Foi o primeiro cupê brasileiro derivado de um sedã quatro-portas. A incompreensível preferência nacional pelos duas-portas ganhava força com ele. |
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Como mudaram os conceitos de esportividade! Em 1971, no lançamento do Corcel GT, os destaques eram o capô preto-fosco com tomada de ar, teto revestido em vinil e faróis de longo alcance |
| As vendas subiam a cada
ano de produção e, em 1971, já somavam 127 mil
unidades. O destaque no estilo ficava por conta da nova
grade dianteira. No mesmo ano era lançado o Corcel GT,
de duas portas, com teto revestido de vinil, rodas
esportivas, faixas pretas laterais, grade dianteira e
retrovisores também pretos e faróis de longo alcance
redondos. O capô preto-fosco, com tomada de ar,
completava o modismo da época oriundo da Europa e dos
Estados Unidos. Por dentro, no console, a instrumentação era bem completa. O motor recebia carburador de duplo corpo e coletores especiais, mas o desempenho ainda era fraco, principalmente em se tratando de um "grã-turismo". Um novo motor então passou a equipar o Corcel GT XP, sigla para extra performance ou desempenho extra. A propaganda na época o identificava como "carro de briga". |
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O
GT XP (esquerda) foi o primeiro Corcel com motor de 1,4
litro e 85 cv brutos. Em O motor passava à
cilindrada de 1,4 litro e desenvolvia potência bruta de 85 cv. Fazia de 0 a 100 km/h em
17 segundos e atingia em torno de 145 km/h de velocidade
máxima. |
| A Belina tinha desempenho fraco, mas seu baixo consumo e bom espaço interno atendiam bem a seus proprietários. Lançada em 1970, recebia esta aparência frontal depois de três anos | ![]() |
| Houve até uma versão
luxo especial da perua, em 1972, com painéis laterais
adesivos imitando madeira -- tipo jacarandá, como dizia
a Ford -- e pneus faixa-branca, bem ao estilo americano.
A Belina foi sempre um carro confiável e durável.
Durante toda sua produção mostrou atender muito bem a
seu objetivo. No mesmo ano a fábrica da Ford atingia a
histórica marca de 1 milhão de veículos fabricados no
país e a linha Corcel contribuía muito para isso. Era a
gama mais completa de versões de carroceria do País. Em 1973 toda a linha ganhava nova grade, com logotipo Ford no emblema redondo ao centro, outro desenho do capô, pára-lamas e lanternas traseiras. As versões cupê, sedã e Belina passavam a ser equipadas com o motor do GT XP, de 1,4 litro. O "esportivo" trazia duas faixas pretas paralelas no capô e nas laterais e faróis auxiliares de formato retangular na grade, esta também de desenho diferente. Dois anos depois, a linha recebia modificações na carroceria (frente e a traseira redesenhadas), remodelando-se também o interior. |
![]() A variedade de opções
era um ponto alto da linha Corcel. Em 1973 a família
incluía Também em 1975, para se
juntar às versões básica e luxo, era lançada a LDO,
sigla em inglês para Decoração Luxuosa Opcional, como
existia nos carros da Ford nos Estados Unidos. Por dentro
era mais requintada, com forrações e bancos nas cores
marrom e bege. Por fora notava-se o teto de vinil, grade
cromada e rodas tipo esporte, antes usadas no GT, só que
agora na cor prateada. |
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Uma nova frente, com logotipo redondo na grade, marcou a linha 1973. As versões convencionais ganhavam o motor mais potente antes restrito ao GT XP |
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