O pequeno notável
Compacto,
inovador, rejeitado por muitos, o
Fiat 147 |
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A Fiat
Automóveis S.A. foi inaugurada em 9 de julho de 1976.
Veio para produzir o pequeno 147, derivado do modelo
italiano 127, lançado em 1971. O evento de lançamento
foi tão importante que contou com a presença do
principal executivo do conglomerado que reúne as
empresas Fiat, Giovanni Agnelli, e o então presidente do
Brasil, Ernesto Geisel. |
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A origem de nosso Fiat está no 127 italiano, lançado em 1971 e de grande sucesso. Mas a frente e o motor do nacional eram diferentes |
| Com a fábrica no município
de Betim, em Minas Gerais, região da Grande Belo
Horizonte, veio a fundição FMB e várias indústrias de
autopeças. A Fiat sacudiu o mercado -- e, ainda por
cima, instalou-se fora do estado de São Paulo, principal
parque automobilístico do país já na época. No Estado
do Rio de Janeiro havia a Fábrica Nacional de Motores,
FNM, da qual a Fiat detinha 43% do capital. Construía o
Alfa Romeo 2300 numa unidade obsoleta e de produção
tímida. O sucesso do Fiat 127 na Europa, principalmente na Itália, era enorme. Logo no lançamento foi eleito Carro do Ano pela imprensa especializada de vários países. Em 1975 foi o carro mais vendido no continente, chegando à marca de 500.000 unidades. |
O 127 italiano em 1978: já reestilizado, mas ainda diferente do modelo brasileiro. Só as frentes posteriores, Europa e Spazio, seriam iguais nos dois países |
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Lá tinha
adversários de tecnologia também moderna e desenho
semelhante, como o Renault 5, o Audi 50 e o
VW Polo. O
Mini Morris, o Citroën 2CV e outros estavam na mesma
categoria, mas tinham tecnologia de outra época. O 127
foi fabricado nas versões de duas portas -- atrás só
havia a diminuta tampa do porta-malas, sem levar junto o
vidro -- e três portas, como era conhecido no Brasil. |
![]() O espaço interno, para o que contribuía a posição muito inclinada do volante, e a estabilidade em curva eram pontos altos do 147. O motor de 1.050 cm3 era inédito e daria origem mais tarde aos 1.000, 1.300 e 1.500 |
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Preconceitos
não faltaram quando de seu lançamento: pequeno demais,
aparentava fragilidade, o som pelo escapamento era alto e
estridente. O câmbio de quatro marchas lembrava os
Dauphine/Gordini pela alavanca "espetada"
no assoalho e apresentava certa dificuldade de engate da
primeira. Mas não havia nada parecido por aqui: iria
enfrentar Fusca e Brasília, com tecnologia já antiga, e
o Chevette que, apesar de novo na época, seguia outra
escola. |
![]() O motor transversal, inovação
no Brasil, trazia no mesmo compartimento o estepe, Andava bem e fazia curvas
que davam inveja a muitos concorrentes. A imprensa sempre
destacou a ótima estabilidade. Foi considerado neste
quesito o melhor carro brasileiro na época, batendo vários
esportivos. Trazia moderna suspensão independente nas
quatro rodas e pneus radiais -- únicos na categoria --
em rodas de 13 polegadas. |
| Os engates do câmbio e a fragilidade da correia do comando de válvulas foram problemas crônicos do 147 -- o segundo, não sanado totalmente até hoje | ![]() |
O motor, projetado pelo engenheiro italiano Aurelio Lampredi, que se notabilizou por desenhar motores Ferrari, fazia sua estréia justamente no 147. No 127, a unidade motriz de 903 cm3 era bem mais antiga, com virabrequim apoiado em três mancais (cinco no de 1.048 cm3) e comando de válvulas no bloco. Continua |
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