De onde vêm as siglas dos nomes dos carros

O Aventador LP 750-4 (em cima) indica potência e tração; as letras já estavam no Countach (à direita), mas o Miura só tinha o P, pois o motor era transversal

 

Lamborghini

Arquirrival da Ferrari, a Lamborghini também seguia a cilindrada: 3,5 litros no 350 GT, 4,0 litros no Miura P400 e no Countach LP 400. O “P” é de posterior, ou motor central-traseiro, e o “L” de longitudinal (ausente do Miura, cujo motor era transversal), regra mantida até hoje. Nos carros recentes, um número mostra a potência e o dígito após o traço aponta se a tração é integral: Aventador LP 750-4, por exemplo.

 

O Mercedes 380 SEC (em cima) tinha 3,8 litros; hoje apenas um patamar de potência é sugerido, como no C 250 (esquerda); o GLC é um dos SUVs com as mesmas letras dos sedãs

 

Mercedes-Benz

Na Mercedes as siglas vêm desde antes da Segunda Guerra Mundial. No começo indicavam a cilindrada, como 180 para 1,8 litro e 300 para 3,0 litros. Houve exceções, como o 300 SE 6.3 e o 450 SEL 6.9. Nos anos 80 o 190 manteve o número em toda a linha, caso do 190 E 2.3. Hoje a indicação é de um patamar de potência, como na BMW: o C 250 tem 2,0 litros e não 2,5, mas é mais potente que o C 200.

 

 

As letras que vinham após os números serviam para modelos e carrocerias, como SL para o conversível esportivo, E para sedãs intermediários, SE para os maiores e SEC para o cupê de luxo. Em 1993 as letras passaram a vir antes dos números. Surgia o padrão atual com C, E e S para os sedãs, além do A e do B. Nos últimos anos a Mercedes padronizou os utilitários esporte, sedãs de perfil esportivo e conversíveis com o mesmo processo: ficou fácil saber que o GLE está acima do GLC e este do GLA.

 

O primeiro algarismo indica o tamanho, e o último, a geração dos Peugeots, mas depois do 8 o dígito final não deve mais ser alterado

 

Peugeot

A Peugeot, desde a década de 1920, usa combinações de três algarismos com o zero no meio. O primeiro dígito indica o porte do carro: o 408 está acima do 308, e este, do 208. O último dígito subiu a cada geração, desde 1 até 8, mas agora estacionou: parece que não será usado 9, exceto no antigo 309 dos anos 80.

 

O 911, que nasceu como 901, tem suas séries designadas com códigos de projeto como 964 e 993; o motor V8 é destacado no nome do 928 (embaixo)

 

Porsche

O código de projeto deu nome a vários Porsches, como 356, 550 Spyder, 959 e 911. Este surgiu como 901, mas mudou após a Peugeot protestar pelo zero no meio. O mesmo vale para séries do 911, como 964, 993, 997 e 991, que não aparecem na carroceria. Em outros modelos, um dígito apontava o número de cilindros: 4 no 944, 8 no 928.

 

O padrão da Volvo: S90 (em cima) indica sedã, V60 (esquerda) vem de versátil e XC90 origina-se de cross country ou trilha

 

Volvo

A regra da Volvo é fácil de entender. As letras referem-se à carroceria: S para sedãs como o S90; V de versátil para hatches e peruas, como V40 e V60; C para cupês, como o extinto C70; e XC, de Cross Country ou trilha, para utilitários esporte. O número, por sua vez, indica o porte do modelo em uma linha que já variou de 30 a 90.

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