Curiosidades: a origem dos emblemas dos fabricantes

Brasões, associações e até divindades inspiraram os logotipos das marcas dos automóveis

Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação

 

Você sabe como surgiu o emblema do duplo chevron da Citroën? E o distintivo da BMW? Pode imaginar por que a Ferrari usa um cavalo empinado e a Audi tem quatro argolas em sua marca?

Cada emblema de fabricante tem uma história por trás. Alguns são simples, como o “VW” da Volkswagen, e outros elaborados, como o da Alfa Romeo e o da Porsche. Uns mantêm o formato desde o início, outros o refazem de tempos em tempos. Nesta série em dois artigos, vamos ver como surgiram muitos deles. Se preferir, assista ao vídeo com o mesmo conteúdo e mais imagens.

 

 

O emblema da Alfa Romeo é um verdadeiro brasão. Ele combina a cruz vermelha, símbolo da cidade de Milão, a uma víbora devorando um homem mouro, marca da Casa de Visconti, que um dia dominou a cidade italiana.

 

 

Se a Audi é uma só, por que seu emblema usa quatro argolas entrelaçadas? Ele foi herdado da Auto Union, associação entre as alemãs Audi, DKW, Horch e Wanderer que terminou em 1968.

 

Muitos acham que o emblema da BMW é uma hélice estilizada, pois ela surgiu fazendo motores de avião. O mito começou há quase 100 anos por causa de uma propaganda. Na verdade, o disco branco e azul vem da bandeira da Baviera (no destaque), sede da empresa.

 

Esse é fácil: o “EB” da Bugatti vem de Ettore Bugatti, seu fundador, que morreu em 1947.

 

A Chrysler já mudou de emblema muitas vezes. O mais famoso foi o Pentastar (no destaque), ou estrela de cinco pontas, usado dos anos 60 aos 90. A marca atual com asas lembra a da década de 50.

 

Muitos conhecem a marca da Citroën como duplo chevron, que são duas engrenagens com corte helicoidal. Seu fundador André Citroën entrou nesse negócio em 1901, bem antes de fazer automóveis.

 

O lendário cavalo empinado da Ferrari guarda uma boa história. O emblema era usado pelo piloto Francesco Baracca na fuselagem de seu caça da Primeira Guerra Mundial. O piloto morreu e seus pais sugeriram a Enzo Ferrari que adotasse o logotipo nos carros. Acima dele ficam as cores da bandeira italiana, e embaixo, as iniciais da equipe de corridas Scuderia Ferrari.

 

A Infiniti, marca de luxo da Nissan, não chegou ao Brasil como o grupo pretendia. Seu emblema sugere uma estrada que se estreita até o infinito, o que combina com o nome da divisão.

 

A Maserati inspirou-se no tridente do deus romano Netuno, cuja estátua fica na praça central da cidade de Bolonha. Foi um modo de homenagear sua terra natal e de ligar os carros esporte à força do deus das tempestades.

 

 

A famosa estrela de três pontas da Mercedes foi adotada em 1910, bem antes da associação entre as empresas de Daimler e de Benz. Ela simboliza a terra, o mar e o ar.

 

O emblema atual da Nissan pode não parecer ligado ao Sol Nascente da bandeira do Japão, mas essa origem fica clara na versão usada até os anos 90 (no destaque).

 

A Opel alemã, que projetou grande parte de nossos antigos Chevrolets, usa um raio como marca. Foi uma homenagem a seu caminhão Blitz, relâmpago em alemão, de grande sucesso no pós-guerra.

 

A Porsche também usa um elegante brasão. O cavalo no centro é o da cidade natal Stuttgart. As faixas em vermelho e preto e as galhadas vêm do brasão de armas do estado de Württemberg (no destaque), onde fica a cidade.

 

A marca da Volvo parece indicar o gênero masculino, mas vem do símbolo de Marte, o deus romano da guerra. Também simboliza o ferro, usado na época para fazer armas. Os fundadores da empresa atuavam no ramo de metais.

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