Veja histórico do Renault Clio, que sai de linha

 

Ainda por ser anunciado pela Renault, o encerramento da produção argentina do Clio apareceu nas redes sociais com a foto da última unidade em montagem, concluindo o total de 549.948 exemplares na unidade de Santa Isabel. O país era o fornecedor do modelo para o Brasil desde que seu espaço na linha de São José dos Pinhais, PR, foi aberto para ampliar a fabricação de outros modelos.

Quando chegarem por aqui as unidades finais do Clio, veremos o encerramento do mais longevo Renault já oferecido aos brasileiros: quase 17 anos desde que esta segunda geração foi apresentada, em 1999, meses depois da minivan Scénic, que marcou o retorno da marca aos carros nacionais (por meio da Willys-Overland foi feita nos anos 60 a linha Dauphine/Gordini). Seu sucessor será o pequeno Kwid.

Confira um breve histórico do Clio em nosso mercado.

1996 – Chegava o modelo argentino de primeira geração, ainda com antigo motor de 1,6 litro, comando de válvulas no bloco e potência de 76 cv.

 

1999 – Começava em novembro a produção nacional com as versões RL, RN e RT, todas com cinco portas, e motores de 1,0 litro (59 cv) e 1,6 litro (90 cv) com comando no cabeçote e duas válvulas por cilindro. As três vinham de série com bolsas infláveis frontais, uma primazia em carros nacionais.

 

2000 – O espaço para bagagem crescia em setembro com o Clio Sedan, de linhas controversas, dotado apenas de motor 1,6 com quatro válvulas por cilindro e 102 cv. Início da fabricação argentina em Córdoba. O hatch Si 1,6 vinha em dezembro com 110 cv, freios antitravamento (ABS), rodas esportivas e faróis duplos, lembrando os Clios bem mais potentes disponíveis na Europa.

 

 

2001 – O motor 1,0 também adotava 16 válvulas e passava a 70 cv. O hatch Tech Run 1,0 seguia o visual do Si. Já o Yahoo, um RL sem as bolsas infláveis, cedia à preferência de muitos por menor custo em detrimento da segurança.

2002 – Edições limitadas Jovem Pan (derivada do hatch RN 1,0), O Boticário (baseado no Sedan de iguais acabamento e motor) e Alizé (hatch e sedã 1,0 e 1,6).

 

2003 – Primeira reforma visual vinha em fevereiro com faróis maiores, novos para-choques e lanternas. O painel não acompanhava, ao contrário do europeu, que havia mudado. As versões passavam a Authentique, Expression e Privilège. Era lançada a carroceria de três portas.

2004 – O Clio Dynamique, em março, era um três-portas com motor 1,6, rodas de 15 pol e saias e defletores para um visual esportivo. O motor 1,6 tornava-se flexível em combustível em novembro e chegava a 115 cv com álcool.

 

2005 – O 1,0 passava a 76 cv em fevereiro, mas já em novembro tornava-se flexível com 77 cv. Enquanto na Europa surgia a terceira geração, que não teríamos, aqui vinham novos para-choques, placa de licença traseira do hatch no para-choque e outro volante para 2006.

2006 – Séries Get Up (hatch 1,0) e Egeus (sedã 1,0 ou 1,6) apareciam em abril. Em setembro vinha o Clio Air 1,6, com equipamentos adicionais para o hatch.

 

2007 – A edição F1 Team, feita em cinco unidades para um sorteio pela marca, trazia saias e defletores e pintura em preto com faixas amarelas.

2008 – Com o lançamento do Sandero, o Clio era deslocado em abril para um papel inferior e ficava apenas com a versão simplificada Campus de 1,0 litro. O sedã daria lugar no ano seguinte ao Symbol, praticamente um Clio com nova carroceria.

2009 – O Campus recebia a série limitada Get Up em março.

 

2012 – O Clio ganhava frente remodelada em novembro para lembrar (e só lembrar) as evoluções vistas na Europa, além de motor 1,0 revisto para mais potência (77/80 cv) e menor consumo. Na Argentina era renomeado Clio Mio.

2014 – Exigência legal trazia de volta ao Clio as bolsas infláveis e o ABS (agora de série), que haviam sido descartados.

2016 – Fim da produção na Argentina e de sua presença no mercado nacional após 20 anos, dos quais quase 17 na mesma geração.

 

Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação